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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Notas de uma Ópera


Nota completa da Andrade Gutierrez:

“Com o objetivo de restabelecer a verdade sobre os fatos envolvendo as obras da Linha 17 do Metrô de São Paulo, o consórcio construtor, integrado pelas empresas Andrade Gutierrez e CR Almeida, vem a público esclarecer os seguintes pontos:
1) O Consórcio AG-CRA foi surpreendido, ontem, com a notícia do Jornal Valor Econômico intitulada “Empreiteiras abandonam obra de monotrilho”. Além de não ser verídica, a notícia beira o absurdo e deixa claro o descompromisso do Metrô de São Paulo com a verdade.
2) Cabe ressaltar, inclusive, que o próprio consórcio AG-CRA, diante dos sucessivos atrasos por parte do Metrô e da sua falta de planejamento para as obras, ajuizou ação no dia 10 de dezembro de 2015 com o objetivo de rescindir o escopo das obras civis do contrato de Via da Linha 17, muito antes da suposta rescisão que foi objeto da matéria jornalística em questão. Além disso, o consórcio possui vasto material documental que comprova que durante dois anos tentou solucionar, sem sucesso, as questões junto ao Metrô. Causa estranheza o fato desse tipo de divulgação ser feita agora, apenas depois do ajuizamento da ação por parte do consórcio e mais de dois anos de constantes tentativas de negociação com o Metrô.
3) Há meses as empresas buscam uma negociação com o Metrô em relação aos problemas enfrentados nas obras, como a falta de liberações de frentes de serviço, fornecimento de projetos executivos e interfaces com demais contratos da Linha 17, atividades estas de responsabilidade do Metrô de São Paulo.
4) Esses fatos geraram uma série de atrasos no cronograma das obras, assim como um grande desequilíbrio econômico financeiro nos referidos contratos. Prova disto é o fato de que tais contratos foram assinados com prazo de execução de 24 meses e, hoje, transcorridos mais de 32 meses, tais questões ainda não foram solucionadas pelo Metrô de São Paulo. Questões como estas impediram a conclusão das obras no prazo contratado e impedem que haja qualquer possibilidade de planejamento futuro.
5) Um dos exemplos mais evidentes da falta de planejamento por parte do Metrô de São Paulo aparece no fornecimento dos projetos (essenciais para a execução das obras e de inteira responsabilidade do Metrô). No “Contrato das Estações”, mesmo transcorrido todo o prazo contratual e mais oito meses, ainda faltam aproximadamente 40% dos projetos. No caso do “Contrato do Pátio” a situação é ainda mais grave, faltando metade dos projetos sob a responsabilidade do Metrô de São Paulo.
6) Vale ressaltar que o consórcio não foi notificado em nenhum momento da decisão de rescisão dos contratos, tão somente tendo sido informado do assunto pelos jornais. Causa espanto, justamente porque estavam em curso diversas negociações com o Metrô, nunca tendo sido aventada a possibilidade de abandono da obra por parte do consórcio.
7) É público e notório que o contrato da Linha 17, que é fundamental para a execução dos contratos do “Pátio” e das “Estações”, vem sofrendo desde seu início com a falta de liberação de frentes de trabalho, como por exemplo a suspensão dos trechos 2 e 3, pelo Metrô em razão de sua incapacidade em liberar as áreas necessárias à execução das obras, que causaram impossibilidade de planejamento e têm sido objeto de diversas reuniões entre AG-CRA e o Metrô na busca de soluções viáveis.
8) Em que pesem tantas e tão graves dificuldades, o Consórcio sempre se manteve mobilizado e executando as obras e serviços possíveis, na expectativa de que o Metrô viesse a equacionar os problemas de sua obrigação, razão pela qual se surpreende com a notícia que, se levada a efeito, demonstrará mais uma vez o descaso do Metrô de São Paulo para com suas contratadas da Linha 17 bem como com a verdade.”

Nota completa do Metrô:

“A nota divulgada pelas empresas Andrade Gutierrez e CR Almeida, que formam os consórcios Monotrilho Estações e Monotrilho Pátio, carecem de transparência e honestidade. Diante do exposto, o Metrô é obrigado a esclarecer os seguintes pontos:
• Os contratos foram rescindidos devido ao abandono das obras pelas empresas que formam os consórcios;
• As empresas mencionaram uma ação judicial que moveram contra o Metrô, mas omitiram que foram derrotadas e que tiveram seus pedidos negados pela justiça;
• Os consórcios têm em mãos todos os projetos executivos necessários à continuidade das frentes de serviços tanto para as estações quanto para o Pátio Águas Espraiadas. Tanto isso é fato, que as obras para as quatro estações sob responsabilidade de outro consórcio estão pleno andamento;
• Cabe ainda ressaltar que esta é a segunda de duas ações ajuizadas pelo consórcio, ambas indeferidas pela justiça (por falta de material documental que comprovasse a alegação do consórcio), que tinham como objetivo o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato (que não tem relação com os que foram rescindidos). Causa estranheza, portanto, que o consórcio venha a público falar de problemas com projetos executivos e liberação de frentes de obras, quando o único pedido feito à justiça, nas duas ações, verse sobre aditivos de valores ao contrato firmado;
• Mesmo com a negativa da justiça e apesar da declaração de que buscavam uma negociação com o Metrô, as empresas, já em setembro, começaram a diminuir o ritmo das frentes de obras. Em dezembro, conforme constatou fiscalização do Metrô, os canteiros estavam com as obras paralisadas. Tal atitude demonstra que as empresas não respeitaram a posição da Justiça e derruba o argumento de que buscavam negociar com o Metrô;
• A notificação sobre a rescisão unilateral dos dois contratos já foi entregue;
• A atual situação das empresas, que passam por dificuldades administrativas frente às investigações em andamento, não justificam a paralisação das obras, as afirmações levianas com o objetivo de causar confusão e medidas que vão na contramão do interesse público;”
* Com informações dos jornais Valor Econômico e O Estado de São Paulo

Foto: metrô

Friends


Veio um e disse que haveria reunião... veio outro e desmentiu.
Esse negócio de reunir só serve para que alguns encham o bolso de novo.
De mais a mais, reunir o quê, não é mesmo?!
São outras pessoas, não são mais aquelas. 
Também tive um grupo de amigos, muito amigos, 24 horas amigos, morando juntos amigos, estudando juntos amigos, viajando juntos amigos. O tempo passou e continuamos amigos, mas somos outras pessoas em outros lugares. Deixar o passado no passado é o melhor negócio.

Foto: Associated Press