PINTEREST

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

meus mortos, meus caminhos tortos

Todo mundo tem os seus. Hoje, homenageio os meus - que a vida os vai juntando - (que incluem o tio Severino Kögl e seu irmão Karl, John Lennon, Carlos Drummond de Andrade, Ernesto Hübbe, Paulo Balduíno Cintra Mendes, Álvaro Caixeta, Peter Katay, Sharon Tate, Sandra Brea, Cazuza, Chris Squire e muitos outros) através de duas pessoas que sequer conheci.

De alguma forma lembro delas, da época de seu protagonismo, e cujos nomes vim a saber quarenta anos depois, mas cujos gestos são (e foram) emblemáticos de uma época. Foi exatamente nos anos setenta, anos de deslumbramento, crescimento e luta, que eu me tornei gente. Antes, apenas projeto. Pois estas criaturas (que Deus as guarde), cada uma a seu modo, mostraram ao mundo que é possível um Brasil melhor. Nós já tínhamos retomado as ruas com a coragem própria da idade, alguma bolinha de gude (além de outras bolinhas) e pernas pra que te quero, quando esta menina cruzou os braços em 1979.

Um abraço fraterno ao fotógrafo Guinaldo Nicolaevsky e à menina Rachel Clemens Coelho, ambos já em outro plano.




Nenhum comentário: