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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Que tempos são estes?

Um amigo comentou em um "post" do facebook que se ainda não falimos, talvez fosse bom pedir concordata. Isso como humanidade (Mankind). A humanidade está a beira da falência. Talvez uma grande verdade, ou não. Admitamos, por princípio e amor ao debate, que nos excedemos quando descobrimos a penicilina (lá atrás). Sim, foi com os avanços da medicina (sem os quais eu mesmo não estaria mais aqui neste planeta) que enchemos o globo terrestre de pessoas além da conta. Passamos a destruir mais do que já vínhamos fazendo e, como sempre, sem critério ou planejamento. Gente demais, território, água e comida de menos. Recursos naturais sendo exauridos ao extremo. De nada adiantou os ecologistas nos avisarem nestes últimos quarenta anos (ou foram 60?), nós continuamos a matança dos animais, a derrubada das florestas e a contaminação do solo e dos mananciais. Que eu saiba, não tem ainda outro planeta na prateleira, tipo compra um novo, que este já era. As guerras, que no futuro (se existir algum) vão dar o nome ao século XX (século das guerras) não estão com ânimo de acabar. As populações, cada vez mais, sofrem as conseqüências e tentam a fuga. Quando a segunda guerra mundial terminou, a Europa estava arrasada e os pobres, os famintos e os sem teto de lá saíram pelo mundo. Um monte deles desembarcou nas Américas, de norte a sul (meus pais inclusive). Agora, que a Europa ficou rica, não quer aceitar os refugiados da perifa do capital. Os escravos parecem querer um lugar na metrópole, na Ágora, bem em frente ao templo principal eisso, certamente, não pode. Aliás, nunca pôde. A humanidade sempre gostou de muros e a ficção científica sempre nos mostrou núcleos ricos e civilizados cercados por pobreza, fome e desilusão. Pois me parece que está ficando claro que de ficção científica não temos mais nada. É realidade mesmo. Incontáveis pessoas, verdadeiras massas humanas, como ondas de formigas, famintos e desesperados rumam para o continente rico e próspero. Muitos morrem pelo caminho. Na boa, gente, sou obrigado a concordar com o Paulo Goya (Casarão do Belvedere) e engrossar as fileiras dos que pedem concordata. Será que ainda dá tempo de parar pra pensar? Pensar é tão difícil? Os líderes mundiais só pensam nos seus próprios umbigos e as elites se armam de ódio e pólvora (não sabem outra coisa, aliás, nunca aprenderam diferente). Desde que o mundo é mundo, as elites exploram e matam. As massas já se rebelaram algumas vezes, como em Paris em 1789, em Moscou em 1917. será que estamos às vésperas de um novo levante? Um basta aos desmandos dos Impérios do Norte? Que tempos são estes? Quem viver, verá...

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