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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

o Brasil de hoje, das passeatas e dos carnavais...

Para todo "vai pra Cuba" descabido que alguém mais "à direita" fale, tem outro alguém igualmente intolerante tirando sarro do "coxinha" que foi pra Paulista, mas deveria se mudar para Miami. (aparentemente deveríamos todos desocupar o Brasil).
Para cada lado, o outro é hipócrita, manipulado, "ou é ignorante ou usa de má fé". (nenhuma consideração a diferentes pontos de vista).
Quando uma parte protesta, são "baderneiros", é protesto pago. Quando é a outra, é "carnacoxinha", com piada geral sobre as panelas e os cartazes. (ninguém é cidadão, já cantava Caetano).
Ou é esquerdopata, ou é fascista. Ou é esquerda caviar, ou é playboy. Ou pode ser vagabundo também. (e todo mundo é oportunista).
De qualquer lado que esteja, te garanto: alguém do outro questiona sua ética, seu valores ou, muitas vezes, sua inteligência. (só se salva quem não se importa).
Nenhum sinal de interlocução ponderada. Nem cheiro de diálogo. Ninguém pergunta coisa alguma, o debate político só é feito de certezas. Nada de respeitosamente discordar, só se faz reduzir o outro a algo que caiba na nossa estreita visão de mundo.
Eu, que sempre tive muitas dúvidas, estou com dificuldade de participar. Se transformamos a discussão numa dicotomia tão binária (pleonasmo necessário), eu me recuso a escolher um lado. Nem Cuba, nem Miami. Quero saber quem tem o contato do rei daquela tal de Pasárgada.


texto de Paula Bravo

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