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domingo, 14 de junho de 2015

Viena, Londres ou Sampa?

Encontrei um artigo interessante no qual o autor compara Londres (na qual nasceu e cresceu) com Viena (que adotou em função de um casamento). É claro que, por ser britânico, ele puxa a sardinha para a sua terra natal, mas é interessante ver os critérios que o autor usa para comparar as cidades. Ele fala de pessoas, de sensações, cores e atributos que vão da sisudez e estrito cumprimento da Lei dos vienenses até alguns comportamentos improváveis (mas autênticos) dos ingleses e sua cidade que se tornou destino de meio mundo.
Eu que gosto de andar (sempre gostei) e de fotografar (esta é uma mania mais recente - só tem 40 anos) tenho visto minha cidade natal (São Paulo) com todo tipo de olhar. Agora, lendo o artigo que compara estas duas capitais europeias, passei a pensar minha cidade de outra maneira. Não é nenhuma guinada radical ou novidade assim do tipo brilhante, mas faz pensar um pouco.
Dependendo da cidade que você decide visitar, São Paulo pode ser três ou quatro coisas completamente diferentes. Muda tudo: mudam as pessoas, seu modo de trajar, mudam as calçadas, mudam as fachadas e a arborização. Desavisados concluem bobagem, como aquele que decidiu que tinha percebido que pobre não gosta de árvore (outro dia explico isso). Mas, enfim, São Paulo são vales, morros e montanhas, rios, córregos (mais de três mil), cheiros e temperaturas. São Paulo é ao mesmo tempo uma mistura de geografia, pessoas e tempo.
Desafio o leitor a percorrer a cidade. Primeiro faça um roteiro, depois caminhe. Leve sua máquina fotográfica e seus amigos. Em outra ocasião ande erraticamente, sem roteiro nenhum, apenas seguindo os interesses que possam desviar seu caminho. Seja um andarilho nômade. Compare as experiências com os seus caminhos habituais, com as pessoas do seu dia a dia. A cidade vai te surpreender...

Parque Dom Pedro

Av. Paulista

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