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terça-feira, 16 de junho de 2015

Mobilidade a Pé

Mas o que é isso? Mobilidade a Pé é o que todos fazemos, todos os dias.
Tudo bem que o Poder Público não liga a mínima e que bicicletas parecem dar mais ibope, mas nós estamos firmemente imbuídos no propósito de divulgar a mobilidade a pé. Para tanto foi criada a Associação de Mobilidade a Pé da cidade de São Paulo e que se reúne toda primeira segunda do mês.
Já fizemos três reuniões e estamos interessados em qualidade na calçada, ou melhor, qualidade da calçada.
Historicamente a calçada é entendida como sendo parte da propriedade lindeira e que a responsabilidade de sua manutenção é do proprietário do lote lindeiro. Uma graça, pois o tal proprietário acha que a calçada está pra fora da sua casa, pra fora de sua propriedade e se não for uma senhora, não vai nem varrer.
A prefeitura, por sua vez, diz que não é problema dela e, quando muito, decide emitir alguma regra de continuidade, de tamanho e forma geralmente não seguidas. Coisa de loucos.
Mas, como é cediço, a maioria das pessoas é pedestre a maioria do dia. A pessoa anda até a padaria, a pessoa anda até a escola, o cinema, o ônibus, o carro. Todos, o tempo todo, andam. Alguns mais, outros menos. Mas todo mundo anda. A moda é falar em mobilidade certo? Pois então, mobilidade a Pé.
As calçadas de São Paulo estão uma lástima. É claro que tem lugar bonitinho, lugar limpo etc e tal, mas na sua maioria, na média, as calçadas são um desastre. Possuem, buracos, degraus e todo tipo de obstáculo. Qualquer concessionária de serviço público acha que a calçada é a casa da mãe joana e lá colocam seus postes, orelhões, caixas disso e daquilo. O edifício coloca a sua lixeira, a Prefeitura autoriza a Banca de Jornal e, ao final, pouca ou nenhuma calçada sobra para o pedestre. Se este tiver qualquer problema, tiver mobilidade reduzida, ou decidir passear com o carrinho de nenê ou trazer suas compras da Feira, nem me fale: está lascado. cadeirante nem me fale. De uns tempos para cá começaram a adequar as calçadas de modo que as mesmas tenham sinalização e acesso em rampa, mas isso ainda não se espalhou pela cidade toda e, na verdade está longe de ter um padrão que preste. Fora que todo mundo acha que a calçada foi feita para ser utilizada como acesso de carro. Acesso ao prédio, ao Posto de Serviços, ao lote, ao estacionamento e todo e qualquer buraco em que se possa enfiar um carro ou uma moto. Estamos interessados em divulgar a questão e dar de frente com o Poder Público, com os administradores da cidade, de modo que se mude a responsabilidade pelo espaço que em última análise é público, é de todos. Assim, talvez possamos discutir um padrão, uma iluminação e uma sinalização voltadas para o pedestre e não mais exclusivamente para os carros quebrando este paradigma rodoviarista que reina em nossa cidade.








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