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terça-feira, 23 de junho de 2015

Qual cidade você prefere?

foto extraída do livro: ADAPTIVE STREETS STRATEGIES FOR TRANSFORMING THE URBAN RIGHT-OF-WAY

você encontra o livro neste LINK para download. Bom divertimento.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Mobilidade a Pé

Mas o que é isso? Mobilidade a Pé é o que todos fazemos, todos os dias.
Tudo bem que o Poder Público não liga a mínima e que bicicletas parecem dar mais ibope, mas nós estamos firmemente imbuídos no propósito de divulgar a mobilidade a pé. Para tanto foi criada a Associação de Mobilidade a Pé da cidade de São Paulo e que se reúne toda primeira segunda do mês.
Já fizemos três reuniões e estamos interessados em qualidade na calçada, ou melhor, qualidade da calçada.
Historicamente a calçada é entendida como sendo parte da propriedade lindeira e que a responsabilidade de sua manutenção é do proprietário do lote lindeiro. Uma graça, pois o tal proprietário acha que a calçada está pra fora da sua casa, pra fora de sua propriedade e se não for uma senhora, não vai nem varrer.
A prefeitura, por sua vez, diz que não é problema dela e, quando muito, decide emitir alguma regra de continuidade, de tamanho e forma geralmente não seguidas. Coisa de loucos.
Mas, como é cediço, a maioria das pessoas é pedestre a maioria do dia. A pessoa anda até a padaria, a pessoa anda até a escola, o cinema, o ônibus, o carro. Todos, o tempo todo, andam. Alguns mais, outros menos. Mas todo mundo anda. A moda é falar em mobilidade certo? Pois então, mobilidade a Pé.
As calçadas de São Paulo estão uma lástima. É claro que tem lugar bonitinho, lugar limpo etc e tal, mas na sua maioria, na média, as calçadas são um desastre. Possuem, buracos, degraus e todo tipo de obstáculo. Qualquer concessionária de serviço público acha que a calçada é a casa da mãe joana e lá colocam seus postes, orelhões, caixas disso e daquilo. O edifício coloca a sua lixeira, a Prefeitura autoriza a Banca de Jornal e, ao final, pouca ou nenhuma calçada sobra para o pedestre. Se este tiver qualquer problema, tiver mobilidade reduzida, ou decidir passear com o carrinho de nenê ou trazer suas compras da Feira, nem me fale: está lascado. cadeirante nem me fale. De uns tempos para cá começaram a adequar as calçadas de modo que as mesmas tenham sinalização e acesso em rampa, mas isso ainda não se espalhou pela cidade toda e, na verdade está longe de ter um padrão que preste. Fora que todo mundo acha que a calçada foi feita para ser utilizada como acesso de carro. Acesso ao prédio, ao Posto de Serviços, ao lote, ao estacionamento e todo e qualquer buraco em que se possa enfiar um carro ou uma moto. Estamos interessados em divulgar a questão e dar de frente com o Poder Público, com os administradores da cidade, de modo que se mude a responsabilidade pelo espaço que em última análise é público, é de todos. Assim, talvez possamos discutir um padrão, uma iluminação e uma sinalização voltadas para o pedestre e não mais exclusivamente para os carros quebrando este paradigma rodoviarista que reina em nossa cidade.








Trabalhos Acadêmicos

Recentemente (19/05/2015) tive a oportunidade de apresentar um trabalho no XVI ENANPUR (promovido pela Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional - ANPUR) em Belo Horizonte intitulado "Canteiro de Obras e seus impactos sobre a paisagem urbana" na Sessão Livre nº 34 coordenada pela Professora Doutora Helena Napoleon Degreas.


Hoje recebi confirmação de mais uma apresentação que farei em Brasília. Com esta do Quapá (Laboratório do Quadro do Paisagismo no Brasil) que se soma à apresentação que será feita no PNUM (Rede Portuguesa de Morfologia Urbana), ambos na mesma semana, tenho a oportunidade de mostrar como o Monotrilho paulistano é uma aberração e que, talvez, como afirmou o Professor Doutor Valter Caldana dentro de duas décadas é a demolição deste que estará na pauta das discussões pela cidade.


domingo, 14 de junho de 2015

Viena, Londres ou Sampa?

Encontrei um artigo interessante no qual o autor compara Londres (na qual nasceu e cresceu) com Viena (que adotou em função de um casamento). É claro que, por ser britânico, ele puxa a sardinha para a sua terra natal, mas é interessante ver os critérios que o autor usa para comparar as cidades. Ele fala de pessoas, de sensações, cores e atributos que vão da sisudez e estrito cumprimento da Lei dos vienenses até alguns comportamentos improváveis (mas autênticos) dos ingleses e sua cidade que se tornou destino de meio mundo.
Eu que gosto de andar (sempre gostei) e de fotografar (esta é uma mania mais recente - só tem 40 anos) tenho visto minha cidade natal (São Paulo) com todo tipo de olhar. Agora, lendo o artigo que compara estas duas capitais europeias, passei a pensar minha cidade de outra maneira. Não é nenhuma guinada radical ou novidade assim do tipo brilhante, mas faz pensar um pouco.
Dependendo da cidade que você decide visitar, São Paulo pode ser três ou quatro coisas completamente diferentes. Muda tudo: mudam as pessoas, seu modo de trajar, mudam as calçadas, mudam as fachadas e a arborização. Desavisados concluem bobagem, como aquele que decidiu que tinha percebido que pobre não gosta de árvore (outro dia explico isso). Mas, enfim, São Paulo são vales, morros e montanhas, rios, córregos (mais de três mil), cheiros e temperaturas. São Paulo é ao mesmo tempo uma mistura de geografia, pessoas e tempo.
Desafio o leitor a percorrer a cidade. Primeiro faça um roteiro, depois caminhe. Leve sua máquina fotográfica e seus amigos. Em outra ocasião ande erraticamente, sem roteiro nenhum, apenas seguindo os interesses que possam desviar seu caminho. Seja um andarilho nômade. Compare as experiências com os seus caminhos habituais, com as pessoas do seu dia a dia. A cidade vai te surpreender...

Parque Dom Pedro

Av. Paulista

Mais São Paulo




quinta-feira, 11 de junho de 2015

TUDO sobre a carteirinha

Vamos!

Tenha fé e dê a sua carteirada. Você que estuda, desde o prézinho até o Mestrado e o Doutorado tem o direito de pagar meia entrada e de gastar menos com cultura. Utilize este direito da forma correta, comprovando sua condição de estudante com um documento que tem História.
Adquira sua carteirinha da UNE. Clique aqui e saiba como.


O poder da Fotografia

sexta-feira, 5 de junho de 2015

3ª Reunião Geral da Associação da Mobilidade a Pé em São Paulo

Todos estão convidados a participar da 3a Reunião Geral da Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo, que vai acontecer na próxima segunda-feira,  8/6/15, na Escola da Cidade.
Faremos uma discussão coletiva no início e depois nos separaremos em dois grupos: um grupo voltado para a representação pública e outro para ações de ativismo.
grupo de ativismo dará início a um mutirão de stencils na calçada, com frases do tipo PÉ TAMBÉM É TRANSPORTE e outras  a definir no dia, com a intenção de difundir a ideia de que andar a pé é um meio de transporte. Também discutirá as outras propostas para valorizar a mobilidades a pé levantadas anteriormente:
  • Campanhas sobre direitos dos pedestres
  • Passeios e rotas que valorizem a mobilidade a pé
  • Ações de sinalização com comunidades perto de escolas e em locais próximos a equipamentos públicos
  • Site com rotas e informações para a mobilidade a pé
grupo de representação pública vai se organizar para discutir e desenvolver um plano de ação relacionado às duas grandes pautas do momento: os 1000 km2 de calçadas e o PL 79/2013, além de outros temas levantados na última  reunião:
  • Cobrar orçamento específico para a mobilidade a pé
  • Solicitar campanhas educativas para CET e Detran
  • Pressionar SPTrans por sinalização de pontos de ônibus (cumprimento da lei e dos contratos)
  • Pedir para SPTuris inclusão de informações de serviço e equipamentos públicos nas placas para pedestres
  • Pedir para CET ou SPUrbanismo desenvolver e implantar sinalização voltada para a escala do pedestre
  • Cobrar políticas municipais para valorizar áreas públicas
PAUTA
  1. Apresentação da Sistematização das discussões realizadas na última reunião
  2. Preparativos para ação no Dia do Pedestre, 8 de agosto
  3. Apresentação de dados de SACs sobre calçadas
  4. O nome, ah, o nome… vamos decidir?
  5. Ações de ativismo – preparativos iniciais (começa às 18h30)
  6. Ações de representação pública – plano de trabalho
  7. Informes
3a Reunião Geral da Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo
Dia: Segunda-feira, 8/6/15
Hora: Das 19h às 21h – (Chegar às 18h30 se for participar do mutirão de stêncil)
Local: Escola da Cidade
EndereçoRua General Jardim, 65
Como chegar: Metrô República

quarta-feira, 3 de junho de 2015

#Photowalk em São Paulo


 Participei do meu primeiro Photowalk em são Paulo a convite do Marcello Barbusci que eu conheci através do Victor Andrade.
Minha trajetória com a máquina na mão começou a exatos cinquenta anos atrás quando ganhei minha primeira caixinha para colocar um filme dentro e um cubo de flash por cima. A coisa foi evoluindo e aos quatorze fui aluno da Dulce Soares através de quem conheci Maureen Bisilliat e Stefania Brill. Depois veio o Alex Vallauri e o Hudinilson Jr, cada um a seu modo trazendo uma machadinha para me abrir a cabeça. Tive a oportunidade de participar de uma experiência incrível com a Dulce Soares e o Claudio Luchessi na qual utilizamos filme diapositivo (slide) de 64 ASA que na hora da revelação foi tratado como se tivesse 800 ASA. O resultado final deste trabalho ficou exposto durante uma semana no Teatro da Ilha em São Paulo. Algumas destas fotos foram impressas e estão com a artista plástica Sarita Roysen que na época participou das fotos. E eu nunca parei apesar dos períodos de hibernação. Às vezes longos períodos de hibernação. Com o advento da fotografia digital acabei me desfazendo de todo meu equipamento anterior que era composto de várias lentes, filtros e máquinas. Migrei inteiramente para o digital e em função de uma semente que foi plantada no meu cérebro comecei a andar pela cidade de máquina em punho. Esta semente foi o filme do Cine Bijou da Praça Roosevelt chamado "Pequenos Assassinatos" (Little Murders) do Alan Arkin.
Tudo muito errante, até que encontrei pessoas na internet que tinham um gosto parecido e desde o primeiro minuto do aplicativo Instagram eu participo. Nos encontramos para fotografar detalhes, pessoas e grafites. Participei de muitos encontros no Ibirapuera, no Beco do Batman e no Minhocão. A coisa cresceu, evoluiu e muitas amizades surgiram disso. Recentemente conheci o Victor Andrade na internet e ele me apresentou estas pessoas fantásticas e suas máquinas voadoras (kkkkk). Viciei, se é que isto é possível depois de cinquenta anos de "addiction".


terça-feira, 2 de junho de 2015

CONVITE


01/06/2015 13:41:03

Trabalhos do Mestrado do FIAM-FAAM 

participam de congresso

 
Alunos e docentes apresentaram seus projetos no 16º ENANPUR em Belo Horizonte entre os dias 18 e 21 de maio
Os estudantes do Programa de Mestrado em Arquitetura e Urbanismo do FIAM-FAAM Centro Universitário participaram do 16º Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ENANPUR).



No evento, realizado na cidade de Belo Horizonte, a coordenadora do curso de Tecnologia em Design de Interiores e docente do Programa de Mestrado em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano do FIAM-FAAM Centro Universitário, Profa. Helena Degreas, mediou sessão livre em que foram apresentados os trabalhos desenvolvidos na disciplina de Sistemas de Espaços Livres.

O projeto do estudante Carlos Américo Kogl intitulado “Canteiro de Obras e seus Impactos sobre a Paisagem Urbana” apresentou o estudo da área inscrita na Operação Urbana Água Espraiada (Lei 13260/2001) e que, em função da legislação, da canalização do córrego homônimo e da construção da avenida ocasionou o adensamento da região.



O docente do curso de Arquitetura e Urbanismo e mestrando do Programa, Prof. Felipe Lima, apresentou o trabalho “Arte e Rua: O processamento do suporte transbordado na paisagem”, que trata do sistema de espaços livres como uma ferramenta de integração entre os equipamentos culturais implantados na região da Luz. A intervenção propõe a instalação de um percurso demarcado por 60 esculturas ligando os equipamentos e incentivando o percurso de pedestres entre eles, do Museu da Língua Portuguesa à Sala São Paulo.

Priscilla Goya Ramos, mestranda do FIAM-FAAM, apresentou o estudo “Espaços Livres Residuais da Implantação de Sistemas Viários: Estudo das Possibilidades de Apropriação Pública” que expõe as potencialidades dos espaços livres públicos residuais vinculados à implantação de um trecho de sistema viário na cidade de São Paulo. “Os espaços livres urbanos públicos são elo entre o espaço privado e o espaço público, portanto, contribuem para a realização social, ampliam o senso de pertencimento da população e melhoram a qualidade de vida urbana”, destaca a autora do trabalho.



Wilis Miyasaka fez uma explanação sobre “A cidade e seus rios: canalização, preservação ambiental e mitigação” que tem como enfoque o polêmico projeto para controle de inundações no Córrego Tremembé e a proposição de uma alternativa de atuação em toda a bacia e não apenas nos córregos.

Outra importante questão estudada foi a inserção urbana da área de Proteção Ambiental Irineu Serra na cidade de Rio Branco, no Acre. No trabalho “APA Irineu Serra – Rio Branco – Acre”, da mestranda Lílian Kristina Sales Amim, foram apresentadas a configuração urbana e a produção de espaços livres ao longo da Estrada Raimundo Irineu Serra, que corta a unidade de conservação e seus lotes.