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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

600 quilometros

Pensei em ir fazer meu primeiro passeio com a moto nova, mas ela ficou no emaranhado burocrático que é criado quando um consorciado resolve ter ideias diferentes daquelas imaginadas pelos donos do dinheiro. Enfim, me restou decidir entre um automóvel (que certamente iria transformar meu final de ano em memórias desagradáveis devido às filas, aos arrastões e o tempo de viagem) e a pequena Honda Fan de 150 CC. Sem a menor sombra de duvida optei pela Honda coloquei 4 camisetas, 4 cuecas, a pequena necessaire, uma bermuda e um calção de banho na mochila e deitei o peito na estrada.
 Primeiro até Mogi das Cruzes, terra de muitas lembranças e lambanças (não necessariamente nesta ordem) e depois Salesópolis. Caminho diferente do normal, cheio de curvas e muita paisagem bonita que leva a Caraguatatuba depois de aprox. 170 km.
Mais 35 e se chega a Ilhabela. Lá decidi que a pequena FAN chegaria até Castelhanos, o que cá entre nós é quase uma loucura devido ao estado da estrada. Os chamados Jipeiros fazem questão de manter a estrada em mau estado de conservação para que não lhes falte trabalho na medida em que os carros de passeio não conseguem subir na volta.
Beleza, a FAN foi e voltou, não sem o seu dono levar dois tombos, democraticamente distribuídos entre a ida e a volta. Perna queimada, perna ralada e pézinho da moto entortado, fora o banho de gasolina em cada tombo.
 Uma vez na Ilha, decidi visitar amigos que moram em Ubatuba. Oitenta e oito quilometros depois lá estava eu. Eles são donos do Soul Burguer&Grill no coração da muvuca de lá, bem perto do aquário. Comida de primeira e a maior sonzera estavam à minha espera.


Na volta, nada melhor do que subir por Taubaté e visitar os restauros de São Luis de Paraitinga (feitos em parte pelo amigo José Xaides) e, depois, acelerar até São Paulo.
Só no final da estrada, já quase na marginal, que peguei chuva, chuva de pedra. Coisa de um ou dois quilometros apenas.
Quando conferi o odometro na garagem vi que a pequena moto do dia a dia, a companheira dos últimos quatro anos, tinha percorrido pouco mais de seiscentos Km. Uma fera.



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