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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O novo aeroporto de Natal

Nunca vi nada tão mal feito, tão mal planejado e tão bonitinho. Um desperdício de dinheiro público, desde a avenida que leva até lá até o último parafuso da estrutura.
Não tem espaço para se andar entre as filas e traquitanas que atulham o corredor. Não tem caixa automático, não tem embalador de mala, quase não tem aonde comer e o que comer. Não tem as tradicionais lojinhas de aeroporto. Não tem , não tem, não tem.
Ainda não temos senhor... Aqui é o aeroporto do Futuro.
A área de locação de carros fica no desembarque, portanto na devolução precisa pedir pro guardinha deixar você ir no contrafluxo da saída, passando pela porta aonde se confere quem pegou a mala de quem.
A área de alimentação fica depois do embarque e o Bob's que está junto com a casa do pão de queijo esperando satisfazer a sua fome não possui os sandubas que anuncia. Claro, uma vez que ele passou a ser a única opção, não consegue dar conta.
O estacionamento fica no desembarque e quem embarca só consegue acompanhar depois de dar uma volta lá na casa do chapéu. O controle do estacionamento é depois de alguns quilômetros e você que se lasque se não achou aonde paga, se não lembrou aonde paga, se não pagou.
Pra chegar no aeroporto então é uma luta. ou você vem da zona norte e tenta achar o caminho com bússola e barômetro, ou ainda vem por Ceará Mirim (quem vem de Mossoró) ou vem por Macaíba e São Gonçalo do Amarante. São Gonçalo, aliás, é o município que abriga o aeroporto.
O mais interessante é que o aeroporto anterior, o Augusto Severo em Parnamirim, tinha sido reformado recentemente. Parece que o mesmo ficou para a Aeronáutica com todas as suas lojas, caixas de Bancos, restaurantes e estrutura das Locadoras de veículos.
Alguém explica isso?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

600 quilometros

Pensei em ir fazer meu primeiro passeio com a moto nova, mas ela ficou no emaranhado burocrático que é criado quando um consorciado resolve ter ideias diferentes daquelas imaginadas pelos donos do dinheiro. Enfim, me restou decidir entre um automóvel (que certamente iria transformar meu final de ano em memórias desagradáveis devido às filas, aos arrastões e o tempo de viagem) e a pequena Honda Fan de 150 CC. Sem a menor sombra de duvida optei pela Honda coloquei 4 camisetas, 4 cuecas, a pequena necessaire, uma bermuda e um calção de banho na mochila e deitei o peito na estrada.
 Primeiro até Mogi das Cruzes, terra de muitas lembranças e lambanças (não necessariamente nesta ordem) e depois Salesópolis. Caminho diferente do normal, cheio de curvas e muita paisagem bonita que leva a Caraguatatuba depois de aprox. 170 km.
Mais 35 e se chega a Ilhabela. Lá decidi que a pequena FAN chegaria até Castelhanos, o que cá entre nós é quase uma loucura devido ao estado da estrada. Os chamados Jipeiros fazem questão de manter a estrada em mau estado de conservação para que não lhes falte trabalho na medida em que os carros de passeio não conseguem subir na volta.
Beleza, a FAN foi e voltou, não sem o seu dono levar dois tombos, democraticamente distribuídos entre a ida e a volta. Perna queimada, perna ralada e pézinho da moto entortado, fora o banho de gasolina em cada tombo.
 Uma vez na Ilha, decidi visitar amigos que moram em Ubatuba. Oitenta e oito quilometros depois lá estava eu. Eles são donos do Soul Burguer&Grill no coração da muvuca de lá, bem perto do aquário. Comida de primeira e a maior sonzera estavam à minha espera.


Na volta, nada melhor do que subir por Taubaté e visitar os restauros de São Luis de Paraitinga (feitos em parte pelo amigo José Xaides) e, depois, acelerar até São Paulo.
Só no final da estrada, já quase na marginal, que peguei chuva, chuva de pedra. Coisa de um ou dois quilometros apenas.
Quando conferi o odometro na garagem vi que a pequena moto do dia a dia, a companheira dos últimos quatro anos, tinha percorrido pouco mais de seiscentos Km. Uma fera.