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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Eu me lembro

Me lembro de que, orgulhosamente, ajudamos a mudar o país. Sim, foi nos idos de 1977, quando saímos às ruas após nos ter sido lida "A Carta aos Brasileiros" no Largo do São Francisco. Fomos sem medo da felicidade, sem medo da Tropa de Choque e da Cavalaria, diga-se, muito mais violentas naqueles tempos de Ditadura Militar. Depois que os olhos inchavam, que a bolinha de gude acabava, a gente encontrava abrigo na Catedral da Sé, na qual um Dom Paulo Evaristo Arns nos abrigava de bom grado. A Sociedade iniciava a sua mobilização, pouco a pouco, e os estudantes saíram na frente.
Eu me pergunto, se estes jovens que nestes dias enfrentaram a Polícia não são o mesmo espírito que renasce e retoma seu caminho. A Sociedade só evolui assim, no tapa. Ninguém cresce se não sai de sua zona de conforto, sem tirar a ferrugem ou estalar algumas estruturas. 
É claro que alguns se aproveitam para externar um espírito anárquico, desenfreado e destruidor. Mas isto é periférico, pois o que importa é ver o jovem com atitude. Assim caminha a humanidade. Collor que o diga...