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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

La Terrazza, o mico gastronômico

Fui numa loja de fábrica de uma marca de bolsas e vi um belíssimo restaurante logo ali do lado; ainda na estrada que liga Serra Negra a Amparo. Realmente lindo, como podem ver na foto ai ao lado. Tudo muito show, menos o serviço e a comida. Primeiro veio uma garçonette que não sabia nada sobre os pratos ou seus ingredientes. Aguentei por um tempo e, então, solicitei a presença do maitre. Veio um sommelier... O cara sabia um pouco mais que a menina e acabou recomendando um vinho branco argentino que nem rolha tinha. Quack! O melhor ainda estava por vir: depois de meia hora eu perguntei se tinha um pãozinho e o sommelier travestido de maitre respondeu que poderia trazer o couvert e que não o recomendava pois o mesmo era "pesado". Minha mulher achou que ia ser indigesto e eu entendi que era caro. E é mesmo, afinal pagar dezenove reais para três fatias de beringela, quatro de pão e quatro de abobrinha além de amostras de patê e duas lascas de pimentão é "pesado". Demorou mas a comida acabou sendo servida. Primeiro veio o talharim da minha esposa e um bom bocado de tempo depois chegou meu raviolli. No talharim havia champignon e camarão. O cogumelo saiu do vidro de conserva direto para o prato e trouxe consigo aquele gostinho da salmoura em que dantes repousava. Dai por diante, pelo contato, o camarão ficou com gosto estranho e o prato ficou uma droga. O meu raviolli veio com o recheio gelado. Isso mesmo: GELADO! Ora, cobrar o que se cobra naquele boteco travestido de restaurante fino e servir comida congelada é o fim da picada. Merece ser demolido! Um fiasco! É claro que mandei a comida de volta, cancelei o pedido e na hora da conta não paguei os dez por cento da rapaziada. Eles não teem culpa de o patrão não os treinar, muito menos se contrata gente incompetente para trabalhar na cozinha, mas a minha gorjeta eles não receberam. Não estou aqui para premiar a incompetência generalizada. La Terrazza, um mico.