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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

enfrentando

Eu sempre tive "Pavor" de altura. Aquele "respeito" incontrolável que assola quando chego perto de uma sacada de andar alto, ou de um mirante demente vazado, ou mesmo de um respiro de metrÔ em plena calçada da avenida Paulista. Mas eu sempre tento combater essa sensação de impotência misturada com terror. Hoje foi uma dessas oportunidades ao me deparar com o teleférico da pacata e progressista cidade paulista de Serra Negra. Só posso dizer: UAU! Pra subir até que vai na boa. Pouco depois de passar a avenida e umas modestas casas do caminho, se embrenha na mata e lá vai o otário pendurado numa reles cadeirinha que balança a cada passada de poste. Mas vai bem... Chegando lá em cima, nada de lanchonete, água de coco ou fonte milagrosa. Ficamos com sede mesmo. Eu mais que todos pela boca sêca de pavor, assim que virei pra trás e vi o que me esperava na volta. Não há opção, ou desce de cadeirinha ou vai andar hora e meia pelo asfalto. Como eu me queimei "iguar-queném" porco no rolete, não tinha a mínima condição de descer andando. Coragem: cadeirinha aqui vou eu! E fui... Um pavor só! A descida é um espetáculo, mas para mim foi filme de terror. Um megulho pra cima da cidade, que parecia estar em um abismo que nunca chega ao fim. Mas cheguei vivo e com o coração em seu devido lugar, pois aqui não estaria escrevendo caso tivesse enfartado. Só sei que se voltar a este município, jamais (!) andarei nestas cadeirinhas outra vez.

Ai, na cadeira da frente, vai Gladys...