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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Gerry Anderson


Este inglês fantástico, pai da imaginação espetacular, criador das séries de marionetes que fizeram a alegria da molecada nas décadas de sessenta e setenta, faleceu esta semana aos 83 anos de idade. Ele foi o pai do Stingray, dos Thunderbirds, do Fireball XL15, do Joe 90 e muito mais. Não havia tampinha de pasta dental ou botão de camisa que ficasse impune perto de Gerry e de sua esposa, que juntos, criavam os cenários e até dublavam os bonecos. Eu tenho duas séries completas e vez popr outra passo horas em outros mundos graças ao trabalho deste que agora nos deixa, talvez para habitar um destes mundos que ele ajudou a criar. Ele que espalhou tanta alegria para toda uma gerção só pode ser elevado a um lugar muito especial. RIP

A Separação

Um filme de Asghar Farhadi superhiperduper-premiado, Oscar e todos os demais (Cézar, Leão, Urso, etc). O filme é especialmente fantástico, não por lidar com o divórcio ou por mostrá-lo para nosotros como tudo se passa no país dos Ayatolás. A questão é que o buraco é mais embaixo! Uma que o país dos Ayatolás nem é aquilo que a imprensa ocidental pinta. O filme mostra um país, uma cultura e eu não preciso concordar, necessariamente com o que vejo, mas devo ter o direito de ver com meus próprios olhos. Este é um dos maiores méritos do filme. Por ter formação jurídica, pirei nas audiências mostradas no filme, nas quais não aparece nenhum advogado. Nem nas audiências penais, nem nas de família. E mais, as pessoas se defendem por si mesmas em uma salinha, espremidas, todas juntas, somente na presença do meirinho e do Juiz. Interessante como parecem se entender...
Uma coisa eu sei, é filme para ver mais de uma vez.