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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

7 de setembro

Bom, alguns acham que comemorar os 190 anos da independência é ficar socado num carro ou num ônibus por horas rumo ao litoral. Outros preferem desfiles militares com tanques e outros veículos de combate. Eu, apesar de não preferir nada disso, estou em um hospital, bancando o acompanhante, ou seja, nada agradável também. Não estou reclamando, por certo, mas tenho certeza de que este não é o sonho de consumo de ninguém. Mas voltemos aos veículos militares, pois de todas as formas de se passar este feriado, esta certamente é a menos digna. Uma que Dom Pedro não tinha nada disso em mente quando decidiu pela separação de Portugal, duas, que não somos nenhuma potência militar de coisa nenhuma com nada. Aliás, estes militares só nos fazem ler páginas sangrentas e nada agradáveis da nossa história, principalmente se considerarmos as nossas páginas mais recentes. 
Quer saber, esquece. Vamos pensar diferente: o que nos faz independentes? Certamente é a nossa identidade, cultural, econômica etcetera e tal. Portanto, não gostaria de ver veículos militares em um desfile comemorativo dos duzentos anos da nossa independência. Gostaria de ver a exaltação da brasilidade, do ufanismo saudável e absolutamente incoerente que, a meu ver, nos caracteriza. Samba, roquenrow, bruxaria, sarapetel e moqueca, ou melhor, farofa com frango na Van em Ipanema. Quer levar seu Cartier? Também pode.