PINTEREST

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Albert Nobbs

Você pode ir ao cinema e sair de lá nas nuvens. Você pode ir ao cinema e sair de lá com raiva, com sentimento de angustia, com alívio. Como você quiser. Mas, depois de assistir a Albert Nobbs, que deveria ter dado um Oscar a Glenn Close, você pode tudo, menos ficar indiferente. Fica difícil discutir a total falta de sentido da vida de Albert sem sacanear o leitor, sem dizer do que se trata. Não fica bem, falar de um filme e contar o final ou, sei lá, a sacada, a surprêsa. Não se deve fazer isso. Por outro lado, falar de Albert é dizer que o filme trata da Irlanda, da falta de independência das mulheres em determinada época. E que, talvez, esta falta de independência, ou melhor, a total dependência, fazia as mulheres agirem como agem as do filme. Não sei se é isso. Pode ser, também, uma discussão acerca de sexualidade. Pode ser, pode não ser. Pode parecer que é. Pode tudo, pode nada... Vou te dizer: há muitos personagens femininos neste filme. Todos lidam com a dependência/independência à sua maneira. Cada qual como se lhe apresenta. Parecem todas sobreviver, cada uma a sua maneira. Menos Albert. É totalmente sem sentido. Ao mesmo tempo é uma vida que vale à pena de ser contada. Talvez não lhe interesse, e neste caso você não perdeu nada. Pois, na verdade, tanto faz. É alucinante. Vá ver. Não perca esta oportunidade de ter um orgasmo mental.