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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Portinari

Adoro os trabalhos de Portinari. Junto com Machado de Assis e Villa Lobos forma uma espécie de tripé sobre o qual assenta meu país. Não à toa, a gente enche a boca pra dizer Brasil. Não somos conquistadores ou guerreiros defensores da "democracia", nem sede de um Império qualquer, desses em que o sol não se pões - bobagens do gênero. Somos o que somos, resumo e síntese de uma humanidade que curte a vida. Coitados de todos os outros, inclusive daquele presidente de multinacional que esta semana declarou que "não trabalhamos muito, por estarmos no paraíso". Inveja pura, do mais alto grau. Esta semana li no Face um "post" em que a pessoa reclamava de que o ano começa só na quarta feira de cinzas. Pobre descendente de alemães... Cara; é o seguinte: Na quarta feira de cinzas você é lembrado de que é pó. Certo?! Portanto, venhamos e convenhamos, trate de aproveitar sua simples e miserável existência que voltará ao pó. Não adianta acumular, senão amigos, abraços e felicidade.

O tipo da felicidade que senti quando entrei no pavilhão em que estão os painéis de Portinari. Aqueles que foram doados À ONU, cujo título é Guerra e PAz e que poderão ser vistos pelos brasileiros até abril em sampa. Depois, não sei. Talvez só em NY. E tem um monte de gente que conheço, que já despencou dúzias de vezes pra lá e que nunca os viu. Portinari foi um gênio. Raro homem capaz de produzir uma belez ímpar. Não adianta ficar aqui babando na tela, tem de ir lá e perder o juízo. Encher o peito, marear os zóio. Eu saí de lá com a certeza de que breve voltarei. E tem mais... toquei no cavalete de Portinari. Quem sabe né?
 Entre 1952 e 1956 Portinari realizou seus dois últimos e maiores murais. Guerra e Paz (14 x 10 m) encomendados pelo Governo Brasileiro para presentear a sede da ONU, em NY.
 Você pode ir lá e por a cara no projeto, nas crianças, na paz.

Portinari optou por mostrar pessoas na Guerra e na Paz e não soldados ou máquinas de guerra. Acertou em cheio.