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domingo, 8 de janeiro de 2012

parei para ler...

Nunca pensei muito nisso. Mas quando era jovem lia meus livros e era visto como um ET pela maioria dos colegas. Uns não, é verdade, mas a maioria sim... Usava cabelos compridos, um luxo que se podia ter naqueles dias, e um óculos grande, de armação quadrada, que me dava um ar diferente do resto do grupo. Frequantava vários grupos, é certo, apesar de todos serem presenciais. Hoje, apesar de não saber sempre cento e quarenta caracteres sobre tudo, sou mais transgressor do que nunca. Eu leio livros, livros que chegam a ter até seiscentas páginas e assisto filmes, filmes longos. Filmes de quarenta anos atrás, às vezes, sessenta ou setenta. Não me incomodo nem um pouco se eles ainda nem conheciam a cor. Eu transgrido com prazer e não me venham dizer que sou velho, saudosista e estas coisas. Tampouco sou revolucionário, destes que querem dominar o mundo, como aquele senhor das empresas DRAX tão perseguido pelo "double "O" seven". Aliás, que filme maluco: Moonraker. Décimo primeiro da série de James Bond (1979), com Roger Moore, Michael Lonsdale e as belas Lois Chiles e Corrine Cléry. Filme que passeia até pelo Brasil com a famosa cena do Bondinho do Pão de Açucar e no qual uma perseguição de lancha no alto Amazonas termina com uma queda em Foz do Iguaçú. Filmado em Londres, California, Veneza, Rio e até no Espaço Sideral, este épico, hoje, seria desmembrado em pelo menos cinco filmes diferentes. As pessoas não tem mais paciência nem imaginação. Dizem que é preciso muita imaginação para dizer tudo em cento e quarenta caracteres. Eu acho que não...