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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pense...

Na página 79, o Sr. Propter diz que o texto mais idiota da Bíblia é: "Eles me odiaram sem motivo". significa que era certo os nazistas odiarem os judeus? Huxley era antisemita? Não! Não, Huxley não era antisemita. É claro que não era certo os nzistas odiarem os judeus, mas não os odiaram sem motivo. Só que o motivo não era real. Era suposto. O motivo era o medo. Mas vamos deixar os judeus fora disso por um instante. Vamos pensar em outra minoria. Uma que possa passar despercebida se necessário. Há minorias de todo tipo. Loiros, por exemplo, ou pessoas com sardas. Uma minoria é considerada como tal só quando constitui algum tipo de ameaça à maioria. Uma ameaça real ou mesmo uma imaginária, uma suposta ameaça. E é ai que reside, ou entra, o medo. E se for uma minoria de certo modo invisível, então, o medo é muito maior. E é por causa desse medo que a minoria é perseguida. Portanto, sempre há um motivo. O motivo é o medo. Afinal, as minorias são pessoas. Pessoas como nós.


Diálogo extraído do filme "Direito de amar" (a single man) de Tom Ford com Colin Firth (2009)

Almodóvar

Quer que te contem uma grande história? Deseja isso de coração? Quer que seja irreverente e original? Não tem nem que piscar o olho. É só ir ao cinema mais perto de você, da sua casa, do seu trabalho, do seu computador e ver "A pele que habito". Quase um filme de terror, trata-se de um thriller originalíssimo, contado como se deve, com cores especiais e atores competentes. Aliás, Banderas está o louco obcecado perfeito. Paro por aqui.