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sábado, 20 de agosto de 2011

Aonde vamos parar?

Olha, de um modo ou de outro, com ou sem censura a vida fluia dentro de uma certa normalidade ditatorial nos anos setenta, digamos assim. Quem tava no poder fazia das suas e quem não tava... reclamava para o Bispo. Hoje a coisa ta descarada. Tão descarada, que nem para o Bispo se pode reclamar mais. Tipo o convênio meia-boca que fez um monte de dinheiro cair nos cofres da PUC-SP (em última análise, pertencente à Arquidiocese paulista). Descarada mesmo. Tudo bem que lá se diga que não se sabia de nada, que se vai apurar, que se vai devolver e coisa e tal... Pô, e se ninguém denuncia? Ia devolver também?
Veja que até uma cidade que nem destino turístico é, recebe dez vezes (Dez vezes!) mais verba do que tradicionais destinos turísticos, inclusive mundialmente conhecidos. Nem disfarçar se disfarça mais. Nada. Bobagem, disfarçar pra quê? Vai acontecer alguma coisa? Quem deveria mandar, vai dizer que não sabia de nada. Quem mandou vai arrumar alguma desculpa e todos serão demitidos. Só que inquérito e processo... bau-bau... Pizza! Cada qual com o seu e pronto. 
No meu modesto entendimento, salvo melhor juízo, ta mais do que na hora de se aplicar aquele mínimo de bom senso que até o gatinho lá de casa tem: muito simples, é só evocar um instituto jurídico chamado de "culpa in eligendo". Pronto, simples assim: quem escolheu, quem nomeou é que paga o pato. Dilminha: se cuida viu?! Pouco importa vir a público dizer que foi nomeação do Partido isso, Partido aquilo, nem mesmo se for do Partido Alto. Entendeu? Pois é, chega dessa semvergonhice descaramentada (como diria Odorico Paraguaçú).
Caro leitor, eu pergunto: Alguém, assim... de vossa modesta lembrança, já pagou o pato? Só se for aquele pato com laranja lá do Fasano... certo? Pois é... do jeito que a coisa anda, acho que nem este pato estão pagando, pois pede-se a nota e debita-se a despesa em alguma repartição.


Fonte: Folha de São Paulo