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quinta-feira, 14 de abril de 2011

USP, só para variar...

Gente sem noção!

Pois então... Uns caras faliram uma empresa que prestava uma porcaria de serviço lá na USP. Os salários de março deixaram de ser pagos e o contrato foi rescindido. Os funcionários, ora de aviso prévio e sem dinheiro, cruzaram os braços e reclamaram. Por conta de alguns alunos e outros tantos sindicalistas o ambiente está sendo depredado. Que eu saiba, patrimônio público não deveria, nem poderia, ser tratado assim... Com a Palavra a Direção: 

FFLCH, manobras políticas, degradação da imagem

Nos últimos dias, a FFLCH tem comparecido à mídia por causa das deploráveis condições de sanidade em suas instalações de ensino e pesquisa, desde o último dia 08 de abril, motivadas por interrupção dos serviços de limpeza, contratados pela USP junto à Empresa União, que entrou em falência e não pagou o último salário de seus funcionários.
As aulas foram suspensas na segunda-feira e na terça-feira pela manhã, respectivamente dias 11 e 12 do corrente, prejudicando cerca de 11.000 estudantes e impedindo docentes do cumprimento de suas tarefas e responsabilidades, além do prejuízo à imagem desta tradicional Faculdade ao associá-la às de degradação do ambiente e à sujeira espalhada em suas dependências. Dada a extensão dos prédios didáticos da FFLCH, o que impõe o concurso de inúmeros trabalhadores para manutenção da limpeza, não foi possível de imediato a reposição dos serviços, somente normalizados no início da tarde de terça-feira.
Nenhuma das 41 unidades que integram a USP é responsável pela contratação das empresas terceirizadas. Embora a União sirva dezessete unidades da USP, apenas a FFLCH foi alvo de repudiáveis atos predatórios, ao que tudo indica relacionados com a greve dos funcionários da empresa, que receberam apoio do SINTUSP (Sindicato dos Funcionários da USP) e de parcela reduzida de estudantes.
A FFLCH é conhecida, além de seus méritos acadêmicos conquistados há mais de cinco décadas e representados pela excelência de seu ensino e pesquisa, materializados na formação de recursos humanos, muitos dos quais lideranças em suas áreas de atuação, por suas posições firmes na defesa dos direitos constitucionais democráticos e dos princípios consagrados nas convenções dos direitos humanos. Somos – docentes, alunos e funcionários -, como não poderíamos deixar de ser, solidários com as vítimas de graves violações de direitos, em especial os direitos trabalhistas.
Esta posição firme e inquestionável não implica, sob qualquer hipótese, a aceitação de meios inadmissíveis para garantir direitos, que apelam para o uso ou ameaça de uso de força e de meios de ação moralmente condenados como vandalismo e depredação dos espaços públicos. Menos ainda aceitáveis quando provêm de agremiações sindicais, partidárias ou de segmentos minoritários dos estudantes, julgando a si próprios e procedendo como se fossem os únicos portavozes autorizados a falar em nome dos injustiçados.
Por tudo isso, manteremos as aulas e o curso normal das atividades. Colaboraremos, no que nos for de competência, para que o conflito trabalhista possa ser resolvido no menor prazo possível. Ao mesmo tempo, não toleraremos que o vandalismo obscureça toda uma longa história de êxitos e de reconhecimento público.

Sandra Nitrini (diretora), Modesto Florenzano ( vice-diretor), André Roberto Martin, Antonio Flávio Pierucci , Ieda Maria Alves, Fernando Limongi, Marcus Vinicius Mazzari, Maria Augusta da Costa  Vieira, Reginaldo Gomes de Araújo, Roberto Bolzani Filho, Ronald Beline Mendes, Sara Albieri, Vagner Gonçalves da Silva ( chefes de Departamento) e Sérgio Adorno de Abreu ( representante da Congregação junto ao Conselho Universitário).

PS: texto do site da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, assinado pela direção da mesma.

Foto: UOL

Abandono de animais é crime!