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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Teatro, dilúvio com futebol e Oscar: um domingo comum.

Comprei ingressos para o "ligações Perigosas" de Christopher Hampton com Maria Fernanda Cândido, Marat Descartes e Chris Couto lá no Teatro da FAAP. É melhor ver antes que se vá e a alternativa era ficar em casa e ver o Palmeiras não derrubar um Tabú que já dura seus nove anos e dezessete jogos frente ao São PAulo. Tinha também o Flamengo e sua tarefa infinitamente mais fácil frente ao time da querida Saquarema. Pois na hora de sair de casa resolve acontecer o dilúvio dominical ou vespertino (como queiram) do tipo alaga tudo, arrasta tudo e vira tudo (como no flagrante que fiz na Vila Madá). Apesar dos pesares, das tristes mortes da Carola Scarpa e do Moacyr Scliar, dos mais de trinta pontos de alagamento e das estradas congestionadas, chegamos a tempo das campainhas e de um café (Life goes on). Peça boa, de figurino, iluminação e cenário impecáveis, com a Maria Fernanda comandando e reinando. Vale o ingresso. 

O que não valeu foi meu time perder a lideraça para o inexpressivo Mirassol que, ao contrário do Palmeiras, fez a lição de casa e venceu. Parabéns para a nação rubro-negra que comemora mais uma Taça Guanabara. E vamos torcer para o Colin Firth levar a estatueta pois o Discurso do Rei é bom.


MOACYR SCLIAR

Eu não gosto de notícia triste. Quem é que gosta. Então... como esta é uma situação da qual ninguém escapa, o melhor é fazer pelas pessoas e não pelas memórias. E foi o que Moacyr fez. Escreveu 70 livros, proferiu inúmeras palestras, fez amigos, escreveu artigos, contos, crônicas, romance e compareceu toda vez que dois ou mais estudantes (principalmente) estivessem dispostos a ouví-lo. Imortal!
Tomei esta imagem emprestada do Jefferson Bernardes e dei uma "modificadinha" radical, pois é assim que vejo o Moacyr. Um verdadeiro dois em um, multifacetado, ao mesmo tempo íntegro, coerente e fiel às origens. Um raro ser, que conheci pessoalmente em Campinas e que, tenho certeza, foi cedo demais.