PINTEREST

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

São Paulo vai instituir o #balsafamília

Esta foi a capa da "Vejinha em 19/01/2011 e trazia em seu bojo a reportagem da tragédia anunciada. Todo ano tem, todo ano vem. Entra e sai Prefeito, com ou sem saia, e não faz a mínima diferença. A revista tentou distribuir a culpa e não há dúvida de que cabe uma parcela a cada um dos habitantes e frequantatoderes da Capital da Pacata Vila dos Tempos do Império. Até concordo, mas tenho cá meus dilemas e acredito que se há soluções (Atenção para o plural!) elas não são indolores, nem baratas, muito menos simples e rápidas. Sorry Políticos... Sorry periferia... mas há que se lembrar do Prefeito Pereira Passos e do caríssimo Oswaldo Cruz! A reforma do Rio de Janeiro, no início do século XX gerou imensa revolta popular mais conhecida como a Revolta da Vacina. Não foi nem um pouco indolor, mas foi absolutamente necessário para modernizar o País, permitir que navios atracassem e que as pessoas que aqui aportassem sobrevivessem à experiência. Pois bem, toda vez que relutamos em obedecer às Leis da natureza ou pensamos em contentar todas as camadas da população, a maioria dança. Não há como contentar todos. O benefício comum exige o sacrifício de alguns. E, neste caso, a ocupação dos terrenos de varzea e as áreas ao longo dos cursos dágua (se o que por lá corre ainda puder ser chamado assim) devem ser deixadas absolutamente livres, desocupadas e transformadas em áreas verdes, mais conhecidos como Parques lineares. Os ocupantes devem ser indenizados e removidos. O nosso Prefeito atual, além de nada disso fazer ainda criou diversas novas pistas asfaltadas nas marginais do Rio Tietê, suprimindo, para tanto, áreas verdes e árvores. Uma pena. Talvez até seja um bom administrador, talvez até tenha melhorado o trânsito por lá, mas a enchente... ele não melhorou não. Está igual ou pior do que quando por aqui esteve a Marta ou a Erundina ou o Setúbal e até o Maluf. Não é mesmo, Sr. Serra? Desta ninguém escapa. Contra isso só o #balsafamília.

PS: para quem quiser saber mais da enchente de hoje (16/02/2011) recomendo telejornais e portais diversos. Já para quem quer saber mais das revoltas populares do início do século XX recomendo dois livros fáceis de encontrar e ler. O primeiro da professora Jane Santucci chamado CIDADE REBELDE da editora Casa da Palavra. O outro, do professor Nicolau Sevcenko, intitulado A REVOLTA DA VACINA e editado pela Cosacnaify.