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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

BIUTIFUL

Então, fui ver Biutiful e posso afirmar que  não entendo os críticos do UOL e da Veja. O que querem estas pessoas? Querem aparecer mais do que o cineasta? Estão com medo de perder o emprego e o patrão aprecia jornalistas polêmicos (ou seria poli-mico)? Já sei: vivem na mesma redoma que Leonardo di Caprio e seus filmes “cerebrais” ou, talvez, tenham a mesma percepção estética daqueles que conseguiram indicar um desenho animado para a categoria de melhor filme... Pai dégua, what a mess! 
Anyway... Biutiful é um desses filmes que estão além das palavras e dos resumos simples... Em que nem parece ter havido roteiro ou storyboard, pois a vida passa na frente do espectador: é isso! Apenas isso. Não é forçado, ensaiado... é só vida, circunstância e acaso. Como se trata de Iñárritu, você pega estes ingredientes e põe na coqueteleira e serve naquelas taças geladinhas com borda açucarada. Barcelona é o cenário, mas não se iluda, pois pouco vai ver da cidade que os turistas tanto adoram. Na verdade, quase nada. É vida nua e crua, com clandestinos, exploração, corrupção, cafajestes e solidariedade, temperado com aquele amor louco e bipolar que só Marambra (Maricel Álvarez) e Uxbal (Javier Bardem) conseguem protagonizar. Se você não for cardíaco ou chorão, esse é “O” filme. Uma espécie de caminho para a redenção, iluminado por ausência de luz (ou coisa do gênero). Afinal, ninguém mandou Uxbal aceitar dinheiro por um Dom que recebeu de graça. Certo? E se você pensa que eu já contei o filme... se enganou redondamente!