PINTEREST

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Patrimônio Histórico

Visitei mais uma vez Mairinque, desta vez por motivos profissionais. Ir a Mairinque significa passar sob a linha férrea, significa olhar o prédio da estação projetada por Victor Dubugras (1868-1933). E, sobretudo, significa ver a ferrovia em estado crítico. A estação cercada como se doente fosse, muita carga e nenhum passageiro. Depois da privatização as ferrovias paulistas deram as costas para o povo. Eu sei que o atual governo está fazendo algo, está tentando atrair pessoas e recursos para criar novas linhas de passageiros, sobretudo linhas turísticas. Eu sei também que os trens de passageiros precisam dividir as linhas com as cargas, cujo retorno financeiro e econômico é muito superior. Eu sei também que trens são detentores de um custo grande de implantação e manutenção. Agora, venhamos e convenhamos, além de ser uma questão de patrimônio, de história, a ferrovia é um meio de transporte barato para o indivíduo e deveria ser prioridade de qualquer governo, não só da região metropolitana de São Paulo. Ao mesmo tempo, vejo que este problema não é apenas brasileiro. Em meio à crise européia, a Hungria sofre do mesmo mal. Recebi umas fotos do estado de abandono e sucateamento em que se encontram composições em Budapest. É triste constatar que quando o capitalismo mostra seu lado predatório poucos possuem força e organização para se opor. 




Nenhum comentário: