PINTEREST

terça-feira, 18 de outubro de 2011

os meus, os seus, os nossos... Mortos

Você pensa que vou falar de filhos? Pois é e não é. Afinal todos são filhos de Deus. Para uns tudo, outros nada. Será? Pois bem... como é que fica quando acaba? É, quando acaba? Acaba o quê? A vida da gente. Eu não sei se vocês pensam nisso, mas infelizmente, até por circunstâncias alheias à nossa vontade, a vida acaba. O interessante é como as pessoas lidam com isso. Uns se descabelam, outros se alegram, como aquele Cruzado que ao dar a notícia da morte do irmão do Rei disse: "Ótimas notícias Senhor: Bertram já está com o Criador!" Deixemos a maluquice de lado. Algumas mortes tocam mais outras "nem te ligo". Mas fato é que a grande maioria das pessoas não fala no assunto por não saber lidar com ele. Tem aquelas pessoas que vão à Igreja, frequentam cultos de toda sorte, e não falam no assunto um minuto sequer. Vejam vocês que esta semana faleceu um piloto (Dan Weldon) cujo aniversário era no mesmo dia do meu. Quase um parente (kkkkk). Fiquei triste. Quando Steve Jobs se foi, pensei em perda. Quando Rubens Lazzarini se foi, não pensei nada. Este eu conhecia bem e pessoalmente. Um advogado de gabarito e Professor da PUC-SP. Mas, e o depois? É, aquelas coisas que precisam ser feitas. Minha mãe quer ser cremada e já detalhou o local específico aonde devem ser depositadas as suas cinzas. Parece saber bem o que quer. Já uns malucos nos EUA preferem ver suas cinzas participando da confecção de cartuchos de espingarda. Algo como ainda servir para caçar ou guardar a casa, mesmo não estando mais presente. Eu sei lá... Durante algum tempo frequentei culto espírita Kardecista e naquela ocasião lí um livro chamado "Quem tem medo da Morte" de Richard Simonetti que conheci pessoalmente em Bauru (SP). É um livro de doutrina, mas muito útil. 
Hoje em dia penso em gente como penso as flores, vão e vem, é tudo igual, mas cada um é único. Estamos sempre por ai, mas quem vai ... foi. Não tem depois, não tem volta. Por isso julgo absolutamente necessário fazer as coisas de um modo que valham à pena de serem contadas. Sua vida vale à pena? Você é solidário, prestativo e presente? Você é útil para os seus, sua comunidade ou seu entorno? Você socializa conhecimento e informação? Você cuida do seu planeta, mesmo que seja apenas na sua cidade ou quarteirão? Pense nisso.

Nenhum comentário: