PINTEREST

domingo, 25 de setembro de 2011

Mapas invisíveis

Exposição que rola na Caixa Cultural lá da Av. Paulista, na qual Cinthia Marcelle & Marilá Dardot, Estela Sokol, Fabiano Gonper, Laerte Ramos, Lenora de Barros, Lucia Koch, Marcelo Moscheta, Paulo Nenflídio e Tatiana Blass expõem sua pesquisa a partir do tema dado. 
A pedra fundamental foi o livro "Cidades Invisíveis" de Ítalo Calvino em que o viajante Marco Polo descreve para o Imperador Kublai Kahn os lugares por onde passou. Depois de narrar cidades muito distintas, Marco Polo chega à conclusão que esteve falando o tempo todo de Veneza. 
Segundo a curadora da mostra, Daniela Name, "olhar para uma Cidade é viver as experiências que ela pode oferecer. São Paulo foi fundada por homens em movimento e que esta característica ainda é visível por sermos uma cidade móvel, metrópole nômade sujeita a aparecimentos e desaparecimentos que acontecem em um ritmo cada vez mais vertiginoso".
Ainda segundo Daniela, "vivencia-se cada vez mais a cidade através de imagens. O trânsito a violência e o medo apartam cada vez mais os habitantes diminuindo os trajetos e a experiência, tornando-a quase nula". Fala-se até de um sono sem sonhos, por conta das fronteiras entre as diversas zonas urbanas que nem todos frequantam.
Estes artistas criaram seus mapas invisíveis, experimentaram a cidade e mostram nesta exposição que o resultado está perto da reinvenção que cada um pode fazer da cidade para sí. Uma cidade para cada olhar.

Uma das experiências propõe ao público que tome um ônibus aleatóriamente (o terceiro que passar) e que se permaneça no coletivo por 15 paradas, após as quais se deve explorar o entorno e, depois, divulgar a experiência para ser compartilhada pelos demais frequentadores da exposição.


E eu pergunto: você consegue descrever a sua rua, ou o seu trajeto para o trabalho, a escola, o culto? Assim, agora? Consegue, com detalhes? Cores? Árvores? Pense nisso.

Nenhum comentário: