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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

De Wisselwachter ( O HOMEM DA LINHA)

por Alessandro Campolina

Uma relação improvável, em um lugar qualquer, entrecruza as linhas desviantes de personagens a deriva. Com uma narrativa anti-dialógica, Jos Stelling lança o ruído contra o verbo, em uma magnífica exposição do afeto e da natureza. Num bailar de devires, animalescos e pueris, o encontro do estranho agulheiro com a bela francesa faz descongelar o deserto, eletrizando o tempo puro dos espaços vazios e das imagens sonoras. A atmosfera gelada, a sonoplastia rítmica e as alternânicas de luz e cor criam as nuâncias e densidades da topografia subjetiva dos territórios de passagem. Arrebator e sensível, “O Homem da Linha” é ao mesmo tempo a desconstrução poética dos signos lingüísticos e o amor louco de uma animalidade total. 


PS: não há nada que se possa acrescentar... Talvez, que eu gostei muito e que este filme ganhou o Prêmio do Público na décima edição da Mostra de Cinema de São Paulo. Este Filme Holandês (1985) de Jos Stelling é poesia pura, quase sem diálogos e foi lançado em DVD pela Cultclassic em 2009. Divirtam-se...

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