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terça-feira, 28 de junho de 2011

Tempos de sopa

Aqui na Pacata Vila dos Tempos do Império, esta noite, fez um grau negativo. Isso mesmo, menos um. E não é brincadeira de "resta-um" não, pois não fica ninguém. Morador de rua então, eu não sei aonde se enfia. Menos um, não é brincadeira. Conversa natural, então... é sopa. E vai ter sopa na OAB. Sopa Húngara, e todos estão convidados. E o Abílio se entendeu com o Carrefour... finalmente. Ou seria melhor dizer, ele papou o Carrefour? Só não gostei que isso vai acontecer com grana do BNDES. Muita grana do BNDES. Afinal... dinheiro de Banco de fomento do Estado, que poderia financiar muitos empreendimentos e não ser concentrado na mão de um só. Mas, cada um que pense como quiser e bem entender. Como eu já havia dito, são tempos de sopa.

imagem: www6.cptec.inpe.br 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

um dia de chuva

Num dia desses, nada melhor do que ler um livro. Ler um livro? Não posso. Leio logo vários, trechos de cada, copio e relato, cito, que este é o trato. Parágrafos, um fato, depois outro, outros trechos, um nó que desato do desatino do destino alheio. E ai vem o gato, que não é de botas, mas um chato de galocha e miauuuuuuu - que tá muito frio. Deve ser vingança de argentino rebaixado, neve que cai na serra ou um simples louva-a-deus querendo entrar. Pudera, também é do Criador.

sábado, 25 de junho de 2011

A vida dos outros (Das leben der anderen)

Quem está vivo, tem memória? Você lembra? Viu o muro cair? Sabia o que tinha por trás? E não me venha com desculpas e meneios de cabeça... Mas, tudo bem... ai éstá a chance de você se redimir, tomar tento e ter uma aula de cortina de ferro. Vamos para a DDR? Sim, isso mesmo: a República Democrática da Alemanha. Como toda ditadura que se preze, eles tinha por lá também uma Polícia Secreta, a STASI. Só que tem um detalhe: essa era eficiente. Punham microfone em tudo, na boa. Quando o muro caiu, o governo alemão não teve dó: abriu os arquivos. Não foi como "outros" governos por ai. Mas aqui se trata de um dos melhores filmes dos últimos anos. Os americanos até lhe deram um Oscar (o que também, não quer dizer muita coisa). Ganhou sete prêmios alemães, o que diz muito. Pessoas com alma, podem até ser do tipo durão, mas se tem, tem. O filme é sobre pessoas, sobre almas e cumplicidade, sobretudo consciência. Tem muita violência psicológica ali. Não é para menores. Tem muita info por ali, não é para qualquer um. Tem muita História ali, deveria ser para todos. Tipo obrigatário.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Peter Falk

ou deveria dizer Columbo?
1927 - 2011

Contos da Lua vaga (UGETSU MONOGATARI)

Um filme de Kenji Mizoguchi que é poesia pura. Se passa no Japão medieval e mistura amor e fantasia para nos contar que a ambição cega, às vezes destrói e chega a matar. Mas o amor vence. Trata-se de uma filmagem em P&B que, no entanto, exala cores e possui incríveis efeitos para um trabalho executado em 1953 fora dos grandes centros cinematográficos da época. Imperdível.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

e como disse o @kibeloco:

O Neymar acaba de ficar alguns milhões de euros mais "bonito"...

Já a pancadaria dos jogadores do Peñarol (no final da partida) faz a gente pensar:
Porquê será que a Província Cisplatina foi a única que o Brasil deixou seguir caminho?

terça-feira, 21 de junho de 2011

Um dia daqueles...

Qualquer dia do ano se contentaria em ser o primeiro dia do inverno e pronto. Não o dia 21 de junho. Este é também o último dia do signo de gêmeos. Aparentemente trata-se do aniversário de Alexandre o Grande, do início do pontificado de Paulo VI (com certeza) e do aniversário do Galvão Bueno (credo). Mas no que o dia 21 de junho se tornou extremamente importante? Simples, muito simples: trata-se do dia em que a Seleção Brasileira conquistou definitivamente a Taça Jules Rimet (1970). Aquela que depois acabou derretiiiiiiiiiiiiiiiiiiiida. Uma vergonha nacional. Ah, tem outra razão de esse dia ser muito importante: é véspera do meu aniversário e isso é sempre um grande motivo de jubilo e comemoração. É o fim do inferno astral, só para começar...

Life goes on

Hoje é um daqueles dias em que não se sabe ao certo... nada. É o centésimo septuagésimo primeiro dia do ano, pelo calendário Gregoriano... ou seja, maior 171. Já não é mais outono, mas ainda não é inverno. Já é quase, mas ainda não. Sintomático. Falta pouco e eu acrescento mais um dígito na bagaça... a vida segue. Mas nada disso importa, importa que neste mesmo 20 de junho de 1971 estreava Chaves. São 40 anos de exibição e isto não é para qualquer um. Três vivas: "Isso, isso, isso"!

domingo, 19 de junho de 2011

Enfim: Um país cada vez melhor!



Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!






Eia, pois, brasileiros avante!


Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!






PS: fotos UOL (Marcos Pinto e Marcus)

sábado, 18 de junho de 2011

Outros tempos...

Tempos em que a ditadura do "políticamente correto" ainda não era moda... e a igualdade de gêneros ainda era recém nascida, digamos assim. Afinal, a Constituição Federal de 1988 tinha apenas um ano de vida, se tanto. Peço que não me interpretem errôneamente, pois não sou saudosista nestas questões, pelo contrário. Apenas sou apaixonado por História e comportamento humano circunstanciado. Adoro manter viva a memória e, assim, procuro evitar repetições. Ou não...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cesare Battisti - A Veja já sabia em 1993

 
Na edição 1280, de 24/03/1993, a VEJA fazia um comparativo Brasil e Itália...
Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

HONORÁRIOS NÃO SÃO GORJETA



O profissional da advocacia diuturnamente luta contra injustiças, abusos de poder, atos ilegais... Enfim, toda a sorte de problemas que afligem o cidadão, empresas, instituições públicas e privadas. Essa batalha é travada, na maior parte das vezes, junto às barras de nossos Tribunais.
São Advogados e Advogadas que recebem de seus clientes o problema no "estado bruto" e, identificando o instrumento a ser utilizado e a solução jurídica mais correta, logram êxito na busca da tutela jurisdicional.
Mas esse êxito somente é obtido após longos anos de árduo trabalho, acompanhando o processo no Fórum, cumprindo etapas da burocracia estatal, discutindo e lutando contra abuso de autoridades, esgrimindo teses jurídicas, participando de audiências, acompanhando perícia, rebatendo as incansáveis decisões que compõem a denominada jurisprudência defensiva de nossos Tribunais, até, ao final, entregar ao cidadão "o que lhe é devido".
Nesse momento de vitória, conquista do direito de seu cliente, a Advogada e o Advogado vêm se deparando, com impressionante contumácia, com decisões que arbitram honorários de sucumbência em valores ínfimos e outras que os reduzem drasticamente.
Essa redução, o que é mais alarmante e revoltante, vem se dando contra legem, tratando indignamente a advocacia.
Não se tolera mais essa ordem de coisas!
As regras postas (Estatuto da Advocacia e da OAB e Código de Processo Civil) estabelecem limites inferiores e superiores para esses honorários, que, segundo o STF, pertencem ao Advogado.
Os abusos nessa seara são muitos:
  • Nos casos previstos pelo art. 20, parágrafo 3º, do CPC (10% a 20% do valor da condenação), vem sendo aplicado apenas o parágrafo 4º do mesmo artigo e fixado percentual menor do que o previsto na lei;

  • A apreciação e aplicação dos quesitos contidos no parágrafo 4º do art. 20, CPC, vem sendo feita de forma superficial e desconexa com a dedicação e competência do profissional da advocacia, sem qualquer justificativa;

  • Nas ações em que a Fazenda Pública é condenada, tem-se aplicado percentuais e/ou valores de honorários irrisórios, sendo ignorada a aplicação sistemática dos parágrafos 3º e  4º do art. 20, CPC, o que não ocorre quando a causa é julgada favoravelmente à Fazenda Pública;

  • Tem havido incidência repetida da indevida compensação de honorários nos casos de suposta sucumbência recíproca;

  • Nas causas trabalhistas, não tem sido aplicado o Princípio da Sucumbência e as regras do Código de Processo Civil, em prejuízo do intenso trabalho dos Advogados e Advogadas.
O Conselho da AASP, no afã de cerrar fileiras com a advocacia brasileira contra essa injustiça e caótica situação, deliberou:
  • Publicar o presente Editorial e dar a ele ampla divulgação;

  • Propiciar espaço para o associado denunciar abusos por ele sofridos;

  • Levar aos Presidentes dos Tribunais um relato dessa situação, abrindo canal de discussão do problema;

  • Realizar evento de âmbito nacional para discutir esse assunto e propiciar amplo debate e sugestões de encaminhamento.
Honorários não nos vêm, regular e automaticamente, como vencimentos. São contraprestação derivada de mérito, de honor, da honra que se empresta à profissão e que é devida ao profissional pelo trabalho e dedicação ao seu mister, durante anos. Vale lembrar que o custo do exercício da digna profissão do Advogado e da Advogada (manutenção e material de escritório, gastos com pessoal, cursos de aperfeiçoamento) é, na grande maioria das vezes, assumido pelo profissional antecipadamente, que, com base no suor do seu trabalho, conta com o resultado favorável a seu cliente e com a respectiva verba de sucumbência. Assim, quando supostamente o valor de determinada condenação sucumbencial aparenta ser elevado, na verdade aquele valor é dedicado a cobrir inúmeras despesas, investimentos e, quando possível, justa melhoria de vida para o profissional da advocacia.
Advogados e Advogadas, não há justificativa para que seja aceita essa vergonhosa situação de inexistente ou ínfima fixação de verbas sucumbenciais ou de sua redução. Segundo o dizer de um dos mais brilhantes advogados (Noé Azevedo): "honorários não são gorjeta".
Associação dos Advogados de São Paulo - AASP
Junho de 2011

"Foi apenas um sonho"

O Título do original de Sam Mendes, baseado no livro de Richard Yates, é Revolutionary Road. Kate Winslet e Di Caprio. Does it ring you a bell? WOW! Nada a ver! Aqui eles são classe média americana de 1955 em um subúrbio. Esposa em casa, dois filhos - marido vai trabalhar de trem e vai para cama com a secretária.
Ela se desespera com a pasmaceira do dia-a-dia, sua vida não encaixa e sua carreira de atriz afunda. Ela decide que o certo é mudarem de vida, usarem as economias para morar em Paris. Ela quer ser secretaria de agência governamental. Ele detesta seu trabalho "ala Dilbert" em um cubículo sem futuro. Ele aceita a proposta e se preparam para a grande "loucura": mudar de vida, buscar uma razão para a vida. Ao engravidar do terceiro filho, porém, percebe que a mudança pode ser um pesadelo e cogita um aborto (recusado pelo marido). Nesse meio tempo, o personagem de Di Caprio recebe uma proposta de trabalho irrecusável que envolve promoção, grana e uma "vida feliz". Sem saída, a esposa acaba provocando um aborto, evidentemente mal feito, e falece. Leonardo fica sem Kate e vai morar na cidade, devotando sua vida aos filhos. Triste. O filme é muito bem feito. Sam Mendes consegue a estética da vida americana dos anos 50. The Happy model. Uma luz muito linda, especial, permeia todo o filme. Imperdível. É tão bom, que provávelmente vou ler o livro.
A propósito: Lí no blog do Terráqueo que "Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe."(Oscar Wilde)

PS: Ainda da tempo de vc ver um filme do Festival Varilux. Não perca a oportunidade de ver cinema francês de qualidade...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Novas aquisições


Trabalhos da artista mineira Erli Fantini, recentemente incorporados à nossa coleção. Quer conhecer mais?
acesse www.erlifantini.com.br e boa viagem...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Capela Stº Antônio - 330 anos

Patrimônio Histórico e Arquitetônico do país, a Capela Stº Antônio foi construída por Fernão Paes de Barros em 1681. Foi tomaba em 1941 pelo IPHAN. O Escritor Mario de Andrade adquiriu o sítio e acabou doando-o em 1944 ao Serviço de Patrimônio Histórico Nacional, exigindo ser o zelador do local enquanto vivo. Restaurada em 1965 e novamente nos anos 90, pode ser visitada aos sábados, domingos e feriados das 9:30h às 16:30. Fica no Município de São Roque com fácil acesso, tanto pela Rodovia Raposo Tavares como pela Castelo Branco. Faz parte de dois roteiros turísticos paulistas, o Roteiro Taypa de Pilão e o Roteiro dos Bandeirantes.

sábado, 11 de junho de 2011

Charles Landseer

 (Copacabana)

Charles Landseer (1799-1879) foi o artista oficial da missão diplomática britânica chefiada por Sir Charles Stuart, que partiu de Lisboa para o Rio de Janeiro em 1825. O propósito desta missão era negociar o reconhecimento por parte da Inglaterra e de Portugal do recém-independente Império Brasileiro. Parte do resultado deste trabalho se encontra exposto para visitação gratuita no Instituto Moreira Salles (Rua Piauí 844). Para quem, como eu, está lendo 1822 de Laurentino Gomes é um prato cheio. UAU! Não leu ainda? Leia. Já leu? Ôpa, vá ver os desenhos, as aquarelas e os óleos. É de ficar boquiaberto.
 (Aqueduto de Lisboa)

(Princesa Leopoldina)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Stand by me (1986)

Um dos melhores filme que já vi. (No Brasil: Conta Comigo) 
Não é para menos. Primeiro que foi baseado no texto de Stephen King (The body), depois pela exelente trilha sonora que vai da canção Stand by me, de Ben King, passando por Chordettes, Monotones, Buddy Holly e Jerry Lee Lewis, e mais do que tudo, pelos atores River Phoenix, John Cusack, Kiefer Sutherland, Jerry O'Connel, Corey Feldman e Will Wheaton. Não vou contar a estorinha. Acho muita sacanagem. Assista, só não estranhe se demorar para reconhecer River Phoenix...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Festival Varilux de Cinema Francês - 22 cidades brasileiras

O Festival Varilux de Cinema Francês 2011 está com uma programação especial.

Com 10 filmes inéditos, reúne o melhor da recente produção francesa e presenteia o público com sessões na presença de artistas seguidas de debate nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, entre os dias 08 a 10 de junho.

Acesse aqui a programação e descubra o quê passa em qual das 22 cidades brasileiras. 

Catherine Deneuve já está em SP (foto UOL)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

R9 ou Vallauri?

Neste mundo louco em que deslocamento vale ouro, por qual destes dois você sairia de casa? Não é uma pergunta simples. Pense bem. Um evento é anunciado com bastante antecedência e você se prepara para comparecer. Sem mais nem menos começa a ventar, depois chover e "PUF", lá se foi a luz. Imagine o caos no trânsito... Ai o cara sai de casa, enfrenta tudo isso, paga uma nota preta para ter o direito e o privilégio de estar presente e, em plena arquibancada do Pacaembu, é flagrado vendo o jogo pela TV do celular. Isto é, no mínimo, estúpido! E não me venham tentar convencer que assim a pessoa tem uma visão mais completa do evento... Ora, ora...
E o Vallauri com isso? Pois é o Vallauri teve sua obra reunida em livro que será lançado hoje na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Falecido no final dos anos 8o, esta figura coloriu o mundo por onde passou e enquanto viveu nele. Como arte essencialmente urbana, acabou tendo o trabalho afetado pelo tempo, pela insensibilidade das pessoas comuns e pelo vandalismo. Então, um lançamento como este é imperdível... já o R9 (kkkk), só pela TV. E eu sou um daqueles que participou da lotação do Morumbi na despedida de Pelé. Esse sim.

PS: ALEX VALLAURI: GRAFFITI: FUNDAMENTOS ESTÉTICOS DO PIONEIRO DO GRAFITE NO BRASIL
Lançamento nesta quarta-feira (8) a partir das 18h30 na Livraria Cultura (av. Paulista, 2073, Conjunto Nacional)
Editora Bei Português/Inglês 240 pgs R$ 120

terça-feira, 7 de junho de 2011

"5 x Favela - Agora Por Nós Mesmos" e "Um lugar ao sol"

Taí um filme produzido por Cacá Diegues e Renata de Almeida Magalhães, que TODOS deveriam ver. Alguém, com muita propriedade, disse "conhece-te a ti mesmo" e é isso que todos deveriam fazer. Nesse caso como sociedade, como brasileiro, um ser político e social. Não é propaganda fácil, filme piégas, nem refaz o original de 1962 -  "5 x Favela" , obra do catequizador Centro Popular de Cultura (por isso o "agora por nós mesmos"). Sobre esse filme, Plínio Fraga escreveu na FOLHA:
"Um filme passado em favela no qual aguarda-se uma hora até que seja ouvido um tiro; "5 x Favela - Agora por Nós Mesmos" é uma obra múltipla do nome à produção --fruto de trabalho coletivo de mais de duas centenas de moradores de favelas do Rio. É múltiplo porque escrito por oficinas de roteiro em comunidades carentes, mas principalmente por expor personagens a facetas variadas, na contramão do mercado, do senso comum e da divisão social estabelecida".
E ai, ai tem aquele "povo" que reclama que “o cinema brasileiro só mostra favela, miséria, e mulher pelada”? Pois bem. Para provar que esta ladainha não tem sentido, o diretor Gabriel Mascaro coloca nas telas um pedaço da classe dominante no filme "Um lugar ao sol", no qual retrata o seleto universo dos moradores de coberturas de prédios "classe A" das cidades de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Nada a ver com o excelente "Edifíco Master" do Eduardo Coutinho", mas isto fica para uma outra vez.

domingo, 5 de junho de 2011

30 anos, tudo em 30 segundos...

Ô mundo louco! Vida muito louca, Louca vida. Ah, meu Deus... quanta coisa. Desde a descoberta do virus da Aids (seria melhor se chamassemos de SIDA) até tudo mais que nada. Trinta anos é coisa pra C... Pois neste domingo fazem trinta anos que quase já nos acostumamos a perder amigos, conhecidos, pessoas famosas (outras não) para esta síndrome da imunodeficiência adquirida. Quanta bobagem já ouvi, quanta coisa aprendi. Quantas tantas coisas vivi, pensei, refleti e errei. Acertar, bom, acertar é o que se espera da vida. Isso desde o nascimento, ou será que é desde aquele dia em que me dei por gente. Quando foi? Sei lá... um dia, um estalo, uma música... Não! Um poeta: Carlos Drummond de Andrade. E ai, a gente tentando pensar, mas a televisão tava ligada e um convidado do Serginho Groisman queria saber se sexo oral dava conjuntivite. Mas eu queria ver Caetano... esse é o preço? UAU! Fui...

PS: Grande abraço para Erasmo Carlos que completa hoje 70 anos. Moleque novo, vi-o no aeroporto de Congonhas e corri pedir autógrafo. Sua altura e a minha timidez impediram que entendesse corretamente o meu nome. De tanto me zuarem de que havia achado o autógrafo na rua... joguei fora.

sábado, 4 de junho de 2011

Em algum lugar...

Não vamos ler poesia como dantes,
puros, simples infantes,
a declamar errantes,
discutindo desinfetantes e alvejantes
com os senadores pedantes
de como destroem nosso dinheiro em instantes

a estas e outras situações,
proponho diversas moções,
para que recebam sermões
e justos safanões

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A nova contratação da Telefonica

Cara, a minha infância foi povoada por muitos personagens; uns de carne e osso, já outros... Bom, deixa pra lá. O negócio é o seguinte: um destes personagens que me marcaram muito foi a Velha surda lá da Praça da Alegria. Eu ria muito com aquilo, mas ria de escangalhar pela sala. Soube que o ator que fazia aquilo magistralmente já faleceu e ai fiquei naquela de wondering... aonde terá ido o personagem? Alguém já leu "Seis personagens em busca de um autor" de Pirandello? Então, este tipo de coisa funde a cuca, mas é certo que personagens possuem vida própria. Aonde foi a Velha surda? Eu sei que isso e mais aquilo, eu sei... Não sou biruta (mesmo se às vezes pareço). 
Minha surprêsa, no entanto, foi quando dia destes tive de ligar para a prestadora de serviços telefônicos sucessora da Telesp. Eis que sou atendido pela Velha Surda. Se você duvida do que estou escrevendo e mora por aqui, ligue... Experimente e verá. O atendimento começou me explicando as possibilidades e a determinada altura me foi dado o poder de dizer a minha opção. E eu disse: "Comprar Speedy" e a Velha Surda respondeu: "entendi: contas!" Voltei a escangalhar de rir, se bem que uns segundos antes, soltei sonoro palavrão, já que se tratava da quarta tentativa... E salve a maravilha, salve a tecnologia.