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sábado, 6 de novembro de 2010

Eu sou um fotógrafo ; não um ladrão...

Estou cansado de ter de lidar com seguranças corporativos, com simples e mal treinados armários fardados, que insistem na frase "é proibido bater foto!". Tá certo, às vezes eles dizem "não pode" ou mais raramente; "por favor". A pessoa não quer nem saber a razão de estar proibindo (o gerúndio aqui foi proposital - para o leitor entender o clima da abordagem), não sabe dizer porquê é proibido e nem qual o amparo jurídico da proibição. "Não pode", e pronto. Fui pesquisar e descobri que os empresários, lojistas de shopping, policiais, gerentes de aeroporto, caixas de supermercado, donas de casa e demais urbanóides se sentem ameaçados por uma câmera fotográfica, temendo ser a foto apenas pesquisa para futuros assaltos. Pensei que era nóia tupiniquim, desenvolvida a partir da nossa experiência cotidiana com a violência. Mas não, simples engano: é nóia mundial. Na inglaterra, por conta de legislação anti-terror já surgiu até um movimento "I'm a Photographer, not a terrorist". Quem sabe não é uma saída para nós também: "Eu sou um Fotógrafo, não um ladrão!"


PS: Quando fiz a seqüência de imagens da qual a primeira lá de cima faz parte, fui abordado por um segurança privado com moto e radiocomunicador...
PS2: A foto de baixo é do site inglês...