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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Definitivamente... O Brasil está mudando!

Nesta tarde seca e ensolarada o TRE-SP barrou a candidatura de Paulo Maluf com base na Lei de "Ficha suja" por quatro votos a dois. É claro - mais do que óbvio - que o exército de advogados do nobre Deputado já entrou em ação. Soube de fonte "limpa" que já foram requisitados quinhentos sandubas de mortadela e várias caixas de guaraná em pó, duzentoas garrafas térmicas de café, balinha jujuba e outras coisinhas mais... capazes de combater o sono e possibilitar a redação dos inúmeros recursos a serem distribuídos de modo que o aspirante à reeleição  tome posse. Segundo o próprio interessado, apenas Deus o tira da vida pública. Há, no entanto, enorme parcela dos paulistas interessados no sepultamento desta carreira política, que já parece ter ido longe demais. Quem viver, verá.

Ontem, Hoje, Amanhã

Pois então, ontem fomos almoçar em família com amigos, celebrar a vida, ver os pequenos pela casa, sentir o tempo passar. Dia de lembrar Raul (Seixas 1945-1989) com Stevie Ray Vaughan (1954-1990) e Double Trouble fazendo a trilha sonora. Peixe, salada, carne sêca com macaxeira, arroz, doce de leite caseiro, coca-cola (não pode faltar), futebol, fraldas e filmes. "The Box" foi o DVD da vez. Um remake em que uma singela idéia, levada a cabo originalmente em 30 minutos, é complicada inútilmente pelo diretor e roterista Richard Kelly. Este, por sua vez, baseou-se nos contos de Richard Matheson, competente escritor de Ficção e um dos roteiristas da famosa série Twilight Zone (Além da Imaginação). A genialidade de Matheson foi detonada pela mediocridade de Kelly que, na minha opinião, estragou rolos de película, perdeu tempo e não possui a mínima noção de como se conta uma estória. Em resumo, a questão é assim: você recebe uma caixa com um botão e se você apertar leva um milhão, mas alguém que você não conhece morre. Um dilema moral.
Falando em filmes, hoje é aniversário da morte de Rodolfo Valentino (1926), e de Sacco e Vanzetti, aquela que parece ter sido a mega injustiça norte americana daqueles tempos (1927). E por falar em morte (nada melhor para uma segunda-feira cedo), vou reproduzir um trecho de uma crônica de Martha Medeiros:
"Sendo assim, dedicamos todos os nossos dias a tentar nos salvar. Estamos sempre atrás de uma receita que evite esse fim abrupto que nos aguarda lá adiante, ou ali adiante. Corremos no calçadão, procuramos nos alimentar decentemente, ouvimos música, saímos para beber com os amigos e não nos sentimos vivos se não estivermos apaixonados - porque a paixão é o único sentimento que faz a gente se sentir imortal - e assim vamos tentando manter a morte o mais distante possível. Somos doutores em alegria, somos simpáticos a tudo o que nos faz rir, e chamamos equivocadamente de infelicidade aquilo que é silencioso e repetitivo, porquê sileêncio e tédio nos lembram você sabe o quê. Pirados, todos nós, e com toda razão: não é mole viver com a consciência de que sumiremos de uma hora para a outra. A única saída é não dar muita bandeira deste nosso pavor. Ansiedade, sim, envelhece."(A morte por trás de tudo- Coisas da vida, ed. L&PM)

Boa semana pra todos.