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sábado, 7 de agosto de 2010

FLIP - Fila Literária Interminável de Paraty

UAU! Tem fila pra tudo. Fila pra ingresso, fila da esperança (para quem não tem ingresso), Fila do autógrafo, fila da senha do autógrafo, fila dos sem senha de autógrafo, fila para ganhar banquinho de papelão laranja, patrocinado pelo Banco laranja. Fila para almoçar, comprar doce, sorvete, água, livro.
E ai, tem o cara que entra na fila do autor errado, ou melhor, entra na fila do autor com o livro errado, ou seja, um livro escrito por outro autor. Pode?

FLIP (3º dia)

Com as duas mesas que acompanhei, já são sete as que tive oportunidade de assistir. Primeiro me embriaguei com Angela Alonso, Maria Lúcia Pallares-Burke e Alberto Costa e Silva, com mediação da super Lilia M. Schwarcz. Depois, tive uma aula de como sou, como me sinto e como sempre me senti: um de fora, que não se encaixa, não pertence, apesar de ser identificado como sendo... Uma longa estória. Mas, trata-se de William Boyd e Pauline Melville, those who never fit in.
Hoje, por outro lado, creio que tomo um porre. Afinal, consegui ingressos para 4 mesas seguidas, das 12:00 às 20:30h. Começa com Colum McCann e William Kennedy, passando por Chacal, Antônio Cícero, Ferreira Gullar, Eucanaã Ferraz, para terminar com Robert Crumb e Gilbert Shelton.
Paraty é uma festa só, gente pelas ruas, mesas pelas ruas, sem hora para terminar.
E eu me lembrei de "Fahrenheit 451" de Ray Bradbury, filmado pelo genial François Truffaut... somos todos "pessoas livro".

PS: agradeço o mais novo "selo" recebido pelo Blog e que já está devidamente postado na lateral.