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sábado, 31 de julho de 2010

QUERO BRIGAR ou, A ELEIÇÃO É LOGO ALI !

Estou indignado! Soltando fogo pelas ventas, ou simplesmente ficando velho... ainda não sei ao certo. Acordei e fui buscar o jornal jogado pelo entregador sempre sob o carro. Já não tenho muita paciência com isso de agachar, ficar de joelhos, quiçá arrastar-me atrás de informação... tão fácil na web. Bom, resgatado o jornal, vem a manchete: "Justiça trabalhista multa acusados de pagar por sexo com meninas". Pois é: foi lá na Paraíba, que de um modo ou de outro, entendeu-se que este seria um modo de exploração do trabalho infantil. E ai eu sentei, respirei fundo e comecei a ler do começo, de novo. Ora, mas era isso mesmo que estava escrito lá. Pedofilia virou trabalho infantil, ou exploração dele, sei lá... Ou estamos a um passo disso, não sei. Só sei que liberalismo tem limite e eu não estou muito propenso a gostar desse rumo que as coisas parecem tomar. Uma, que ninguém está realmente preocupado com o chamado turismo sexual que graça pra cima das meninas do litoral do nordeste do Brasil e duas, que esse negócio está é muito mal explicado. Ou se regulariza logo a prostituição, com direito à Carteira de Trabalho, Seguro Saúde ou se reprime. Nesse meio termo é que não pode ficar. Tem gente se deliciando com isso, se aproveitando das condições econômicas desfavorecidas de certa camada da população, da falta de instrução, deitando e rolando com lucros fartos advindos dessa exploração, enquanto que o Estado mais uma vez se omite com os olhos cerrados. Vejam vocês que em João Pessoa tem até comemoração pelo dia da prostituta, entre outras atrações com "corrida da calcinha" patrocinada pela "Associação das Profissionais do Sexo da Paraíba".
A Vereadora Sandra Marrocos alega que assim se chama atenção para a causa das profissionais do sexo e à violência cometida contra  elas (eles). Esta mesma Vereadora afirmou: "Ninguém é prostituta porque quer..." Parece-me então, segundo depreendo da fala da Edil, que esta condição não é motivo de festa.
A corrida consiste em um percurso de seis quilómetros feito todo ele com calcinhas na cabeça, de inscrição gratuita e sem premiação em dinheiro (1º lugar - um bode, 2º lugar, três galinhas e 3º duas cordas de caranguejo). Artistas, intelectuais e toda e qualquer pessoa que queira aparecer é bem vinda. Há uma certa contradição nisso tudo e a meu ver, as autoridades é que estão perdendo o juízo, isso sim. Entre essa e outras é que nossa fama no exterior anda "meio down" e já não me intrigo tanto quando vejo pessoas vociferando contra as prostitutas brasileiras em Lisboa ou Madrid.