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sábado, 17 de julho de 2010

MATRIX

"Quando pergunto "que horas são?" ou "que dia é hoje?", minha expectativa é a de que alguém, tendo um relógio ou um calendário, me dê a resposta exata. Em que acredito quando faça a pergunta e aceito a resposta? Acredito que o tempo existe, que ele passa, pode ser medido em horas e dias, que o que já passou é diferente deste momento, que o passado pode ser lembrado ou esquecido e o futuro, desejado ou temido."

E você? Acredita também que o tempo existe e pode ser medido? É isso mesmo, ou acredita ou não... pura crença, nada mais. De resto, o que é o REAL? O quê é REAL? A realidade nada mais é do que uma série de impulsos elétricos interpretados pelo seu cérebro e o filme propõe que nós (os humanos) apenas estamos na MATRIX (Útero) sendo alimentados por uma realidade virtual, de modo que as nossas crenças possam parecer reais... e serem aceitas como realidade.
A Professora Marilena Chaui nos mostra com clareza os paralelos entre o filme MATRIX e o mito da caverna descrito por Platão em seu livro "A República". Já estava lá. Tudo escrito e explicadinho, quando alguém repaginou, coloriu e recheou com efeitos especiais, encheu as salas de cinema... e poucos foram tocados.
O instrumental da libertação, a pílula vermelha, nada mais é do que a Filosofia, com a qual você vai travar os combates mentais (virtuais) no intuito de decifrar a realidade... escalar o muro, ver a luz (e sentir a dor nos olhos) e, até, reconstruir os músculos atrofiados pela falta de uso.
Leia o livro (A República), assista o filme (MATRIX)...

Marilena Chaui, in Convite à Filosofia, Ed. Ática, 13ª ed, SP 2003