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quinta-feira, 13 de maio de 2010

13 de maio...

Pois é, dizem que neste dia a Princesa Isabel deu uma de boazinha e assinou a Lei Aurea. Um ato de Império, coisa de Soberano: de hoje em diante, com a graça de Deus, vocês estão livres; vão! Ora, ora, da carochinha ou do papagaio vai também? Que coisa feia, nada a comemorar. Basta olhar em volta, compare com uma aquarela de Debret o que você vê no semáforo a caminho de casa. Simples assim. Nestes anos todos surgiram diversas formas de se lidar com este 13 de maio. Na coleção de fotos da Princesa Isabel, recentemente editadas pela editora Capivara com apoio do Instituto Light, vê-se momentos em que os escravos comemoram, os parlamentares aclamam. Belíssima coleção, finalmente para todos.
Mas não é de fotos que falamos e sim das diversas formas de ver o 13 de maio. Para alguns, e no meu entender está indo longe demais, criou-se um tal negócio de cotas para tudo, para escolas, universidades etc e tal. Sobre isso há um excelente sítio que discute com a devida seriedade este assunto: http://noracebr.blogspot.com/. O que penso é que ainda não tivemos o distanciamento adequado dos fatos para ver com clareza este episódio da nossa História. O olhar sobre este episódio, não só o particular momento no Brasil, mas o comportamento mundo afora, merece um pouco mais de atenção. Veja você no Livro "Os Maias" de Eça de Queiroz, como a sociedade portuguesa recusa receber bem o negreiro que fez fortuna, cuja filha Maria Monforte acaba casando com Pedro da Maia. Ou seja, aqueles que introduziram a atividade econômica da escravatura, depois a recusam como não civilizada, igual descrito por Jane Austen em "Mansfield Park". E nem vou falar de Ruy Barbosa, acusado de queimar registros escravistas e tentar esconder a História... Portanto, mesmo hoje em dia, ainda um delírio, uma discussão com paixões aflorando, difícil de se conduzir.
Olha... neste 13 de maio, EU vou comemorar o aniversário de D. João VI. Ele é o cara... (ta ficando batida esta expressão... preciso arrumar outra tão impactante quanto) Primeiramente, foi o único que enganou Napoleão e, segundo, libertou o Brasil inteiro ao para cá transferir sua Côrte. Aqui inaugurou instituições como a Biblioteca Nacional, O Banco do Brasil e muitas outras mais, tão caras a nosotros. Três vivas a D. João! Ele inaugurou um País.
Inclusive, pensando neles (D. João VI e Napoleão Bonaparte) e em Wellington (que também derrotou Napoleão) que criei o lema de meu modesto escritório:
"Exitem os grandes e existem aqueles que derrotam os grandes!"
Bom dia a todos...

PS: hoje fazem 11 meses que me libertei do vício de fumar...