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domingo, 17 de janeiro de 2010

CONSEGUIMOS IR... AO AQUÁRIO DE SÃO PAULO

E olhe que vale à pena. São mais de oito mil metros quadrados de atrações as mais diversas. Muito bem organizado, divide os ambientes de modo que se pode desfrutar deles todos sem stress, apesar do grande número de visitantes. Em um dos ambientes, inclusive, os tubarões passam por cima da nossa cabeça juntamente com arraias e outros peixes. O mais novo habitante do aquário paulista é um peixe-boi, lindo e altaneiro em um tanque digno de seu tamanho. Além dos peixes, existem dinossauros mecânicos, morcegos verdadeiros, macacos, tucanos e até uma preguiça. Do meu ponto de vista, não é bem o que eu esperava encontrar em um aquário, afinal... esperava apenas peixes ou fauna e flora marinhas e fluviais (lacustres etc e tal). No final tudo vale, menos o ar-condicionado que deixa muito a desejar. Muito mesmo.

PS: os preços também não são convidativos... afinal um casal vai duas vezes ao cinema com um par de ingressos daqui.

CENTENÁRIO DA MORTE DE JOAQUIM NABUCO

Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras ao lado de Machado de Assis, dentre outros, este brasileiro ilustre foi a contradição ambulante, a ambiguidade latente e a genialidade nascida em berço de ouro. Soube tirar o melhor de sua herança açucareira pernambucana e aproveitou mais ainda o caminho aberto pelo pai, o Senador Nabuco de Araújo (importante participante na luta pela Lei do ventre Livre 1871). Parece-me, que daí ficou fácil ser abolicionista... Mas Joaquim, ora Joaquim, ele sobreviveu inclusive a queda do Império e foi ser representante da República do Brasil em Londres e até embaixador em Washington (onde faleceu em 17/01/1910). Este nome, que virou denominação de uma rua em São Paulo, lá pelos lados do Brooklin, pela qual eu passei quase diáriamente na minha infância e juventude, sempre me instigou a saber a sua trajetória. Nabuco, na minha mente fértil de guri, poderia ter sido parente de Nabucodonossor e, assim, sempre admirei este político que depois vim a saber pragmático a ponto de poder ser patrono do PMDB. Afinal, não importava quem estava no poder, desde que ele estivesse também.

VÍCIO FRENÉTICO

Pois fui ver “Vício Frenético”. Segundo me consta, é uma refilmagem, com título igual do original de 1992 de Abel Ferrara. Esta pode ser uma das raras exceções em que a refilmagem supera o original, afinal aqui se trata de um filme de Werner Herzog (Aguirre- A Cólera dos Deuses , Fitzcarraldo e Nosferatu). A atuação de Nicolas Cage é inspirada em Klaus Kinski e, talvez até por isso, bastante alucinada. Ao mesmo tempo sua postura vai se transformando ao longo do filme de modo que o espectador sente a dor do personagem. História clássica com policial corrupto, namorada prostituta que na mão de Herzog se transforma em épico urbano-lisérgico com iguanas e crocodilos testemunhando seus pontos de vista. Será que os peixes sonham? Fiquei sem saber, mas certamente o policial poderoso articula seu destino de forma proveitosa e na mistura frenética de Werner Herzog o “Bem” amalgama-se com o “Mal”... A Polícia norte americana não deve gostar deste espelho.