PINTEREST

domingo, 5 de setembro de 2010

Aniversário de uma conquista

Hoje (5/09) fazem 50 anos que Cassius Clay, depois Mohamed Ali, ganhou sua medalha olímpica nos jogos de Roma (1960). Sujeito polêmico, converteu-se ao islamismo, jogou sua medalha olímpica fora - por não ter sido atendido em um restaurante só para brancos-, recusou-se a servir o exército (não nesta ordem) e depois de muitos títulos e glória, acabou com Parkinson. Pois muito bem: nasceu negro no "maior país do mundo" (como ele mesmo gostava de dizer) e sofreu todo tipo de discriminação, inclusive a segregação odiosa que naquela época por lá se praticava abertamente. Mas como foi que este garoto acabou campeão mundial e rico? Qual coincidência cósmica em que momento deu o click? Aonde e quando é sempre a pergunta que se faz. O Universo é cheio de conspirações e no caso daquele menino a conspiração colocou um policial treinador de boxe em seu caminho. Alguém, que sequer sabe o bem que fez, roubou a bicicleta do garoto Cassius e quando, tomado de raiva, ele jurou dar uma surra no malfeitor, ouviu do policial que antes tinha de aprender boxe. Pouco tempo depois este garoto já ganhava títulos.
Minha vida é cheia destes clicks. Ou eu sou especialista em reconhecê-los (sempre a posteriori) ou talvez obcecado pelo assunto, os veja até aonde eles sequer imaginaram estar... Mas, mesmo assim, tente descobri-los na sua história. Exercite-se. Pode valer uma tarde de chuva, ou uma vida.

PS1: Mesmo trêmulo devido à sua doença, ele acendeu a pira olímpica na cerimônia de abertura de Atlanta (1996) e recebeu uma réplica do que conquistara em 1960, uma forma de o país se desculpar ao campeão e mostrar o quão duro foi nascer negro em sua época, ainda que se tornando um campeão olímpico da nobre arte.

PS2: foto UOL

2 comentários:

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Para alguns insights é preciso ter olhos de ver, e por vezes ouvidos de ouvir... ;)

Sincronicidade?! - que seja... :)

Maurício Azevedo disse...

Cassius Clay foi um exemplo de humildade e resistência ao mesmo tempo. As novas gerações pouco sabem de sua luta fora dos ringues contra o preconceito e discriminação que sofreu. Uma de suas frases que mais me marcou foi:" Enquanto o homem achar que pode ser melhor que o seu semelhante por coisas como cor, religião ou hábitos pessoais, o mundo não terá paz".
Valeu Clay!!!