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terça-feira, 6 de julho de 2010

OS 18 DO FORTE (1922)

Quando, às primeiras horas da tarde do dia 6, mais provávelmente às 13h15m, como anotou Eduardo Gomes, os revolucionários iniciaram a sua marcha, não partiram todos. A fotografia, hoje perpetuada em bronze, retrata no primeiro plano as figuras de Eduardo Gomes, Mário Carpenter, Nilton Prado, Otávio Correa e dois soldados; por trás são cinco ou seis vultos imprecisos. A alma da epopéia, o bravo Siqueira Campos, não aparece no flagrante.
O confronto da lista dos vinte e oito inscritos na parede do Forte e a relação dos corpos, pousados nas mesas de mármore do necrotério; ou envolvidos de gaze, nas camas dos hospitais; ou recolhidos presos, à espera do inquérito, revela uma disparidade.
Não é surpresa. Sabia-se que nem todos tomaram parte na sortida final. Mas a verdade é que não se alcança, no cômputo frio e rigoroso, aquele número que a História guardou como símbolo.

Hélio Silva; 1922: Sangue na areia de Copacabana (O cilco de Vargas); L&PM, 3ª edição, 2004

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