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quarta-feira, 28 de julho de 2010

LAMPIÃO e MARIA BONITA

Para aqueles que pensam que Cangaço tem glamour, para aqueles que no dia de hoje (28/07) comparecerem à Missa em homenagem a Lampião e Maria Bonita, recomendo sem sombra de dúvida que se interem dos fatos. "Chuva de balas no país de Mossoró" é um começo, mas certamente "Guerreiros do Sol" de Frederico Pernambucano de Mello é uma boa dose de esclarecimento. Estas pessoas não hesitavam em matar, marcar a ferro o rosto das moças, saquear e estuprar. Não há nenhum glamour na violência ou no banditismo, seja do Cangaço, Bonnie & Clyde ou do Comando Vermelho, por mais que filmes como Butch Cassidy achem por bem dizer-nos o contrário. O Cinema Nacional parece querer trilhar um caminho no qual encontra algum romantismo nesse meio.  Além de falso não é indolor.

6 comentários:

Gláuber disse...

A verdade!

Muito bom começar o dia ouvindo uma verdade limpa.

Jotinha Blog disse...

Fantástico! Parabéns pelo post! Compartilhe outros assim neste agregador e aproveite o melhor da mais nova rede social!

http://migre.me/1blip

Antonio disse...

A opinião é pessoal e válida. Não houve glamour no cangaço, mas sim uma revolta contra um poder autoritário e tendencioso. É claro, muitos cangaceiros eram bandidos cruéis, mas muitos eram homens que foram levados ao banditismo como forma de se proteger da extrema violência das autoridades.

Sugiro uma visita aos sites do Cariri Cangaço (http://cariricancaco.blogspot.com) e da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (www.sbec-br.com.br)

TARDE disse...

Agradeço sua visita e colaboração. Lerei com atenção as sugestões. Obrigado e boa semana.

Lythium Flower disse...

"O poder corrompe. O poder absoluto corrompe absolutamente." Quais foram os "heróis" brasileiros? Os que escreveram a história oficial, os que assassinaram e estupraram em Canudos, os que sacrificaram índios e quilombolas aguerridos.
Compreender o banditismo social é ter lido Graciliano Ramos e João Cabral de Melo Neto - ou ter nascido sertanejo, pra compreender o "valor arcaico" de uma sociedade nascida e na época (senão até hoje) parada na Idade Média e esquecida pelo Estado...desde então. E Pernambucano de Mello, em seu "Estrelas de Couro", tanto fala do glamour do cangaceiro que fez um livro cujo subtitulo é "A estética do Cangaço". O que poucos sabem, já que na Inglaterra não tem "Nordeste" (tem a Escócia, país de celtas que foi brutalizado para ser controlado, mas enfim, outra estória), é que Robin Hood não era um herói de novela mexicana. Ele roubava, matava e incendiava, e seus subordinados, até pior. Cangaço, idem: havia os párias e os nobres, como Jesuíno Brilhante, e na maioria era um pouco de cada. No entanto, a lenda que ficou de Robin Hood, ora veja, até desenho animado ganhou. Analisar um movimento social qualquer, sob a ótica de um moralismo desinformado não é analisar em hipótese alguma. Em outras palavras, os "donos da terra" continuam matando aqui no Sertão, e se não nasceram Mandela ou Gandhis por aqui, nasceram Malcoms X...que dizia "não somos feitos para limpar a sujeira dos brancos; se o branco não consegue limpar a sua própria casa, então vamos queimar a casa dos brancos!" Ele era simplesmente um piromaníaco? Parece bobagem a pergunta, mas se retirar o tema de analise do seu contexto original...qualquer raciocício se faz, especialmente os de raizes no preconceito social.

TARDE disse...

Amigo, bandido é bandido. Aqui não houve "causa" social nenhuma. Você está muito equivocado. Preste mais atenção em suas fontes e valores.
Publiquei seu comentário pois aqui é um espaço democrático. Só isso.