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sexta-feira, 16 de julho de 2010

INVERNO TROPICAL

Não sei do que falo... Se eu não sei, imagine você. O final de semana vem ai, o frio já chegou, antecipando-se. Minha casa não tem lareira, é gelada, sobrado que resolveu ser sobre a montanha. Aquele, daquela vista linda para todos os lados. Sobra o mais elétrico dos aquecedores a óleo, com cara de aparato europeu de existir o ano todo sob as janelas. Daquelas fotos, por trás dos primos... com uma toalha pendurada a secar. Nem vidro duplo temos, mas podemos nos socorrer de dois ou mais cobertores, fazer Iglu na frente da Tv, sobre o tapete de pele de carneiro que vem lá do sul, ao lado da pilha de DVD. Para sonhar com a minha Ilha Tropical de cuja exata localização só sei a longitude (!). Conheci esta ilha ao ler Robinson Crusoé, já passei por lá várias vezes e em algumas notei sua característica fluvial, quando na maioria das vezes é cercada de corais, como um Atol e sua lagoa de águas cristalinas e comida abundante. Inexplicavelmente possui uma cachoeira e muita fruta, alguma chuva, apenas suficiente e muito tempo bom. Humanos materializam-se ou são teletransportados, sem muita cerimônia, passaporte ou burocracia. Apenas há a necessidade de um Visto, previamente aprovado, sem o qual suas moléculas hão de vagar eternamente pelo espaço. Poderão, no entanto, eventualmente, materializar-se como mosca, quem sabe jornal espelhado ou apenas sobrar o miado (sem o gato). Mas isto são conjecturas, só para quem viu o filme. Minha ilha, até hoje, não teve filme mas pode ter e eventualmente terá. Mas tem uma belíssima casa, de concreto armado, uma sucessão de cubos de muitas paredes envidraçadas, outras caiadas brancas, com jardins suspensos, varandas e redes. Mesas de pernas finas ou flutuantes, cadeiras Wassily e Mackintosh. Uma ou outra poltrona Barcelona. Nada de energia elétrica, apenas uma geladeira em um canto.


PS: A ilha é minha e eu imagino o que eu quiser, ok?! Bom. Imagem da net, por óbvio.