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sábado, 31 de julho de 2010

QUERO BRIGAR ou, A ELEIÇÃO É LOGO ALI !

Estou indignado! Soltando fogo pelas ventas, ou simplesmente ficando velho... ainda não sei ao certo. Acordei e fui buscar o jornal jogado pelo entregador sempre sob o carro. Já não tenho muita paciência com isso de agachar, ficar de joelhos, quiçá arrastar-me atrás de informação... tão fácil na web. Bom, resgatado o jornal, vem a manchete: "Justiça trabalhista multa acusados de pagar por sexo com meninas". Pois é: foi lá na Paraíba, que de um modo ou de outro, entendeu-se que este seria um modo de exploração do trabalho infantil. E ai eu sentei, respirei fundo e comecei a ler do começo, de novo. Ora, mas era isso mesmo que estava escrito lá. Pedofilia virou trabalho infantil, ou exploração dele, sei lá... Ou estamos a um passo disso, não sei. Só sei que liberalismo tem limite e eu não estou muito propenso a gostar desse rumo que as coisas parecem tomar. Uma, que ninguém está realmente preocupado com o chamado turismo sexual que graça pra cima das meninas do litoral do nordeste do Brasil e duas, que esse negócio está é muito mal explicado. Ou se regulariza logo a prostituição, com direito à Carteira de Trabalho, Seguro Saúde ou se reprime. Nesse meio termo é que não pode ficar. Tem gente se deliciando com isso, se aproveitando das condições econômicas desfavorecidas de certa camada da população, da falta de instrução, deitando e rolando com lucros fartos advindos dessa exploração, enquanto que o Estado mais uma vez se omite com os olhos cerrados. Vejam vocês que em João Pessoa tem até comemoração pelo dia da prostituta, entre outras atrações com "corrida da calcinha" patrocinada pela "Associação das Profissionais do Sexo da Paraíba".
A Vereadora Sandra Marrocos alega que assim se chama atenção para a causa das profissionais do sexo e à violência cometida contra  elas (eles). Esta mesma Vereadora afirmou: "Ninguém é prostituta porque quer..." Parece-me então, segundo depreendo da fala da Edil, que esta condição não é motivo de festa.
A corrida consiste em um percurso de seis quilómetros feito todo ele com calcinhas na cabeça, de inscrição gratuita e sem premiação em dinheiro (1º lugar - um bode, 2º lugar, três galinhas e 3º duas cordas de caranguejo). Artistas, intelectuais e toda e qualquer pessoa que queira aparecer é bem vinda. Há uma certa contradição nisso tudo e a meu ver, as autoridades é que estão perdendo o juízo, isso sim. Entre essa e outras é que nossa fama no exterior anda "meio down" e já não me intrigo tanto quando vejo pessoas vociferando contra as prostitutas brasileiras em Lisboa ou Madrid.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

COLONIALISMO CULTURAL

Você conhece os EUA? Já foi lá? Estas duas perguntas são indissociáveis, vez que não é necessário ir lá para se responder à primeira delas afirmativamente. Muitos hão de me atribuir uma certa soberba por ter escrito o que acabo de afirmar, mas logo, no correr do texto, não vão mais ter tanta certeza assim. Uma das qualidades do povo norte-americano, e isso temos de reconhecer, é de que sabem vender seu peixe. Não à toa são considerados uma espécie de Império, com seus tentáculos por todo o planeta. Gostemos ou não, eles praticam colonialismo cultural e econômico aqui no Brasil, desde os tempos de Pedro II. Na esteira deste colonialismo, como um de seus instrumentos mais fortes e contundentes, a industria do cinema espalha seus produtos centrada em Hollywood. Mas não é só de sonhos ou modelos que vive o cinema. Vive também de nos mostrar, incutir, praticando um convencimento subliminar, todo o seu tão propalado “american way of life”.
Muito que bem: abarcado por este leque, poderíamos dividir esta “propaganda”, mas por certo isso não traria nada de significativo para uma análise curta e despretensiosa como esta que aqui fazemos. Dividir no sentido de que há os longas e os seriados de TV, por exemplo. Mas de qualquer maneira, independente de quanto tempo se tem para mostrar o modo de vida americano, suas cidades, suas facilidades, meios de transporte e outras facetas do viver urbano, é sempre um aspecto positivo e de estética apurada que vai para a tela. A quantidade e a qualidade das imagens é tanta que, mesmo sem jamais ter pisado solo norte-americano, posso afirmar com toda a certeza que ando em New York, sua ilha de Manhattan, Brooklin, Tribeca etcetera e tal, como se lá tivesse nascido. O mesmo vale para Vegas, Chicago, Miami, Los Angeles, San Diego e mesmo Washington DC. Acredito que me viro até em Salt Lake. Não estou me gabando do meu cosmopolitismo, não me entenda mal. Estou afirmando com todas as letras que a quantidade de filmes e seriados norte-americanos já assistidos por mim, me autoriza, ou melhor, me capacita a isso. Mas, como é de se supor que a “propaganda” seja sempre bela, alguns aspectos do modo de vida não são mostrados nos filmes comerciais e se o são, passam quase que desapercebidos. Vejam, não acho errado, apenas notei e divido com quem queira exercitar o cérebro. Tanto que, entendo perfeitamente este aspecto nas novelas “globais” quando as mesmas, visando o mercado de exportação, enaltecem a beleza do Rio de Janeiro, às vezes São Paulo, sempre mostrando cenas de cartão postal.
Pois muito bem, ontem assisti um filme de quase duas horas de duração cujo título em alemão é “Route66, ein amerikanischer “ALB” Traum”, o que em tradução livre quer dizer: Rota 66, um pesadelo americano. Este filme retrata a aventura de três jovens vindos da Alemanha e que resolvem cruzar os Estados Unidos pela famosa via. Aquela dos filmes e da literatura, que povoa o imaginário popular de meio planeta, desde sempre, mas principalmente depois de Keruac. São quase duas horas de imagens cruas, sem dó, que passam por Washington, Manhattan, Chicago, Las Vegas... para finalmente terminar na California. Depois desse filme, minha convicção explicitada ao longo deste texto, de que “conheço”, ficou mais forte e continuo a responder negativamente à pergunta n.º 2.


PS: quem tem (http://www.getmiro.com/) baixa o filme e assiste na paz, como e quando bem entender, com grande qualidade, tanto de som como de imagem.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

HERMENÊUTICA ICONOCLASTA ou como assar cinema e livros numa caneca

UAU! Aprendemos a fazer cupcake... coisa mais fácil do mundo. Depois de pegar uma caneca, coloque dentro: um ovo, 4 colheres de sopa de leite, 3 de óleo, 4 de farinha, 3 de nescau, 4 de açúcar, uma pitada de fermento. Mexeu bem? Pois mexa... 2 minutos de microondas, se a tempestade não queimou o seu, ou 20 minutinhos de forno elétrico. No gás a gente não testou. Só não pode ficar abrindo a porta para olhar. OK? Pois então, comer bolo assim, na caneca, é até legal. O que não é legal, mas nada mesmo, foi descobrir que o número de livrarias no Nordeste diminuiu. Por lá tinha 20 % das livrarias do país e agora só tem 12%. O Sudeste que tem 42% da população do país hoje ostenta 56% das livrarias (antes tinha 53). O que eu não entendo é que se 28% dos brasileiros vive no Nordeste, porquê só tem 12% das livrarias... O que dizer então do fato de que em 25 anos o país perdeu dois terços das suas salas de cinema (quando neste mesmo período a população praticamente dobrou). Isto não fica impune, mesmo com os investimentos maciços de hoje, no Brasil cerca de 90% dos Municípios não tem uma sala de exibição, nem mesmo um simples cine clube. Conhece o mapa da distribuição de renda? Natural que nele você leia o mapa das salas de cinema e das livrarias. Uma vez que os sucessivos governos abandonaram a cultura à sua própria sorte, ao sabor dos ventos do mercado... nada mais natural que estes segmentos buscassem sua sobrevida numa curva de resultados favoráveis, ou não? Sobrou ao povo a Tv, a novela e a Ana Maria com seu quadro de culinária. Cupcake é cultura!

LAMPIÃO e MARIA BONITA

Para aqueles que pensam que Cangaço tem glamour, para aqueles que no dia de hoje (28/07) comparecerem à Missa em homenagem a Lampião e Maria Bonita, recomendo sem sombra de dúvida que se interem dos fatos. "Chuva de balas no país de Mossoró" é um começo, mas certamente "Guerreiros do Sol" de Frederico Pernambucano de Mello é uma boa dose de esclarecimento. Estas pessoas não hesitavam em matar, marcar a ferro o rosto das moças, saquear e estuprar. Não há nenhum glamour na violência ou no banditismo, seja do Cangaço, Bonnie & Clyde ou do Comando Vermelho, por mais que filmes como Butch Cassidy achem por bem dizer-nos o contrário. O Cinema Nacional parece querer trilhar um caminho no qual encontra algum romantismo nesse meio.  Além de falso não é indolor.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

ENEACAMPEÃO

A palavra é tão difícil que dá tesão de escrever. afinal, não é todo dia que se pode encher o peito e dizer:"Meu país é eneacampeão de alguma coisa". De volei, só o Brasil. De futebol, nem o Brasil. Detalhe: o melhor jogador da Liga Mundial é o brasileiro Murilo. Portanto, em 2010 não foi nem com o pé, nem hexa... já com as mãos, chegamos ao inédito nono título. A Itália, antiga grande campeã, tem oito títulos que somados aos nossos nove perfazem 17, de um total de 21 edições da Liga Mundial. Fez a conta ai? Então, sobraram só 4 títulos: Cuba, Holanda, USA e Russia (um cada).
IMAGEM: Murilo no ataque (UOL)

domingo, 25 de julho de 2010

CINEMA EM CASA



Pois então, se você adora filmes, aprecia tanto que seu orçamento reclama... recebi uma dica que repasso: trata-se de um software livre, absolutamente gratis que permite encontrar e baixar para o seu computador tantos filmes quantos você for capaz de ver. Basta ir no endereço indicado (http://www.getmiro.com/) e fazer o download do programa. Assim que instalado ele funciona sem demora. Na caixa de diálogo apropriada escreva o nome do filme que o programa deve buscar na internet e pronto. Nada mais simples e extraordinário! Para testar a geringonça eu baixei e assisti o documentário chamado "Radio Bikini" . Aproveite e faça o mesmo. 

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O HERÓI DA TV

Todos gostam de TV...bem, quase todos. Eu, por exemplo, admiro o aparelho, suas infinitas possibilidades e detesto toda e qualquer programação que me escravize. Sou adepto da liberdade e só uso minha TV para ver alguns jogos e meus DVD's. Quando muito, um "Café Filosófico" lá da TV CULTURA. Sim, caríssimos: sou chato! Agora, quer me ver perder o controle emocional? Faça dar um piripaque em qualquer aparelho meu ou na Energia Elétrica que os alimenta. Ontem mesmo, beirando o final do primeiro tempo de Santos e Atlético Paranaense, a energia oscilou frenéticamente, piscando e alternando intensidades, até que um estouro com faíscas por trás da TV me fez o coração vir à boca. Veja, não é qualquer TV: tem 50" e é Flat tesão tetéia! Para filmes e futebol... não tem igual. Eu sei, eu sei... A Companhia de Energia lhe restitui o aparelho etc e tal e coisa, mas e a dor de cabeça? Como é que fica? Voltando ao estouro, quando fui verificá-lo, para a minha alegria, quem tinha estourado e fedia queimado era o protetor comprado muitos anos atrás e que hoje, alçado à categoria de herói, será reposto com Honras de Estado.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Ouvi dizer...

Ouvi dizer que hoje é algo assim como dia internacional do amigo. Por alguns minutos parei pra pensar nisso. A conclusão a que cheguei me fez comparar amizade àquele caldo bem reduzido, em fogo brando, feito com a paciência dos alquimistas e dos Chefs de cuisine. E é mais ou menos isso que fazemos ao longo dos anos. Quanto mais eles passam, menos amigos há. Vão ficando realmente aqueles dignos desse nome. Os outros passam à categoria de colegas, conhecidos... parentes. Fato é que há sempre a possibilidade de se acrescentar amigo novo à lista, mas este, fatalmente, irá para o fogo brando...
Agora, no dia do amigo, não posso deixar de mencionar meus livros. Seria uma indelicadeza imensa se assim o fizesse. Companheiros de todas as horas, sem reclamação ou qualquer outro porém. O livro está sempre ao seu lado. E hoje, coincidência, ou não, é aniversário da Academia Brasileira de Letras. Centésimo décimo terceiro, para ser mais exato. E, para quem gosta do riscado, a ABL lança um ótimo CONCURSO intitulado "Conte o conto sem aumentar um ponto", baseado na obra "A Cartomante", de Machado de Assis. Excepcional iniciativa, cujos detalhes você encontra AQUI.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

POMPÉIA NÃO É AQUI

Hoje eu não estou inspirado. Não comi camarão, não tomei coca-cola nem almocei com autoridade. Se bem que nenhuma dessas coisas me inspira. falando em almoço, eu não recuso uma moqueca, ou qualquer fruto do mar acompanhado de leite de coco e mandioca, um arroz soltinho...ahhhhhh. Ops, mas do que falávamos mesmo? Ah, sim, de inspiração. Inspiração é visitar exposição, fazer amizade com estátua de bronze e dar milho aos pombos. Quando for velho, saberei ser inspirado. Mas se você quiser comer uma moqueca digna do nome, vá lá no Panela de Barro em Vitória (ES). Longe? De jeito nenhum. Longe é o restaurante de nome Camarões, lá na Ponta Negra em Natal (RN). Agora, se você conhece a Ildiko, vai comer na casa dela. Além de ser muito mais perto, servir o melhor peixe com macaxeira do Brasil, é de graça. Não paga nada e de quebra come uma panqueca de sobremesa... De dar água na boca e ganhar medalha em concurso de culinária. Para não estragar o paladar: água. É tão bom que, se o Vesúvio fosse aqui ao lado e entrasse em erupção, cobrindo tudo e todos com sua cinza quente e tóxica, além de morrer feliz... Ainda deixava intrigados os arqueólogos do futuro. Sabe aquela coisa de escavar em Pompéia? Os corpos moldados em gesso, todos na posição fetal e as comidas nas tigelas, os pães, os ovos... Pois então, seria peixe, macaxeira e Panqueca. Uau! Se você perdeu, não se avexe: qualquer dia desses tem mais, afinal, Pompéia não é aqui.

sábado, 17 de julho de 2010

MATRIX

"Quando pergunto "que horas são?" ou "que dia é hoje?", minha expectativa é a de que alguém, tendo um relógio ou um calendário, me dê a resposta exata. Em que acredito quando faça a pergunta e aceito a resposta? Acredito que o tempo existe, que ele passa, pode ser medido em horas e dias, que o que já passou é diferente deste momento, que o passado pode ser lembrado ou esquecido e o futuro, desejado ou temido."

E você? Acredita também que o tempo existe e pode ser medido? É isso mesmo, ou acredita ou não... pura crença, nada mais. De resto, o que é o REAL? O quê é REAL? A realidade nada mais é do que uma série de impulsos elétricos interpretados pelo seu cérebro e o filme propõe que nós (os humanos) apenas estamos na MATRIX (Útero) sendo alimentados por uma realidade virtual, de modo que as nossas crenças possam parecer reais... e serem aceitas como realidade.
A Professora Marilena Chaui nos mostra com clareza os paralelos entre o filme MATRIX e o mito da caverna descrito por Platão em seu livro "A República". Já estava lá. Tudo escrito e explicadinho, quando alguém repaginou, coloriu e recheou com efeitos especiais, encheu as salas de cinema... e poucos foram tocados.
O instrumental da libertação, a pílula vermelha, nada mais é do que a Filosofia, com a qual você vai travar os combates mentais (virtuais) no intuito de decifrar a realidade... escalar o muro, ver a luz (e sentir a dor nos olhos) e, até, reconstruir os músculos atrofiados pela falta de uso.
Leia o livro (A República), assista o filme (MATRIX)...

Marilena Chaui, in Convite à Filosofia, Ed. Ática, 13ª ed, SP 2003

sexta-feira, 16 de julho de 2010

IMAGINAÇÃO

Para aqueles que, depois de terem lido o post anterior, ainda acham que imaginação tem limites. Olha, eu poderia mostrar fotos da Ponte-Túnel que liga a Suécia à Dinamarca, ou mesmo o Eurotúnel e até a ponte conhecida como Viaduto Millau. Mas isto seria apenas mostrar soluções de engenharia para problemas conhecidos. Eu prefiro mostrar duas soluções engenhosas para problemas que sequer existiam. Dai, primeiro imaginou-se um problema para depois engendrar a solução. E então, imaginação tem limite? O limite é o dinheiro que se tem ou se está disposto a gastar...


IMAGENS: http://ghiorzi.org/pontedf2.htm

INVERNO TROPICAL

Não sei do que falo... Se eu não sei, imagine você. O final de semana vem ai, o frio já chegou, antecipando-se. Minha casa não tem lareira, é gelada, sobrado que resolveu ser sobre a montanha. Aquele, daquela vista linda para todos os lados. Sobra o mais elétrico dos aquecedores a óleo, com cara de aparato europeu de existir o ano todo sob as janelas. Daquelas fotos, por trás dos primos... com uma toalha pendurada a secar. Nem vidro duplo temos, mas podemos nos socorrer de dois ou mais cobertores, fazer Iglu na frente da Tv, sobre o tapete de pele de carneiro que vem lá do sul, ao lado da pilha de DVD. Para sonhar com a minha Ilha Tropical de cuja exata localização só sei a longitude (!). Conheci esta ilha ao ler Robinson Crusoé, já passei por lá várias vezes e em algumas notei sua característica fluvial, quando na maioria das vezes é cercada de corais, como um Atol e sua lagoa de águas cristalinas e comida abundante. Inexplicavelmente possui uma cachoeira e muita fruta, alguma chuva, apenas suficiente e muito tempo bom. Humanos materializam-se ou são teletransportados, sem muita cerimônia, passaporte ou burocracia. Apenas há a necessidade de um Visto, previamente aprovado, sem o qual suas moléculas hão de vagar eternamente pelo espaço. Poderão, no entanto, eventualmente, materializar-se como mosca, quem sabe jornal espelhado ou apenas sobrar o miado (sem o gato). Mas isto são conjecturas, só para quem viu o filme. Minha ilha, até hoje, não teve filme mas pode ter e eventualmente terá. Mas tem uma belíssima casa, de concreto armado, uma sucessão de cubos de muitas paredes envidraçadas, outras caiadas brancas, com jardins suspensos, varandas e redes. Mesas de pernas finas ou flutuantes, cadeiras Wassily e Mackintosh. Uma ou outra poltrona Barcelona. Nada de energia elétrica, apenas uma geladeira em um canto.


PS: A ilha é minha e eu imagino o que eu quiser, ok?! Bom. Imagem da net, por óbvio.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

The Meaning...

OK, ok! Eu confesso: eu sigo ouvindo "Funhouse", meio assustado, meio pedindo suas traduções de Clash, Bowie... o mundo muda por minuto. Não sei o que é pior, revoluções por segundo ou um Big Bang do terror... Mundo doidão, as gerações passam, o tempo passa e as pessoas não se dão conta da inutilidade disso tudo, da absoluta desimportância disso tudo, da insignificância perante o Universo, ou mesmo em relação ao vizinho. Queremos estátuas, nome de rua, praça, passarela, poder. Pra quê? As ondas continuam a chegar na praia, moldando o litoral e pouco se importam os peixes. Pouco me importo eu! E quem perde tempo com isso, alertando ou denunciando desastres iminentes, certamente nunca ouviu Bauhaus. É impossível saber de tudo... Eu quero água de coco.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Curta Metragem Nacional - 3Olhares



Roteiro e Direção: Peter Pires Kogl

14/07/1789



Allons enfants de la Patrie
Le jour de gloire est arrivé
Contre nous de la tyrannie
|: L'étendard sanglant est levé :|
Entendez vous dans les campagnes
Mugir ces féroces soldats
Ils viennent jusque dans vos bras,
égorger vos fils, vos compagnes
Aux armes citoyens! Formez vos bataillons!
Marchons, marchons,
Qu'un sang impur abreuve nos sillons. 


Tem muito mais nesta letra que já se tornou universal. Apenas postei o começo (que é o mais conhecido) para lembrar desta Revolução (com "R" maiúsculo) que mudou a França e a cara do Mundo. Ali ( pode se dizer) nasceram e se consolidaram conceitos hoje fundamentais, como liberdade, igualdade e fraternidade. Você, caro leitor, se e quando puder, vá a Paris e faça um passeio pela revolução (não pela Paris do Turista, mas pela Paris do Francês, do orgulho e da História). Pensando bem... esta revolução só podia mesmo ter acontecido na França. Duzentos anos antes eles já praticavam a solidariedade, como se pode verificar nos excelentes trabalhos de Natalie Zemon Davis que descreve o funcionamento da Aumône Générale na Lyon de 1530.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Estamira e Paulo Moura no dia mundial do Rock



Dia Mundial do Rock. Faz pensar. Mas se é um dia tão importante, deveria ser proibido morrer, matar, passar fome, torturar ou vazar petróleo. Paulo Mora não tem nada com isso, saiu do palco na segunda à noite (1933-2010). Insisto: pessoas como ele não morrem, saem de cena e depois você ouve os discos e vê os vídeos. A pessoa continuará lá, desfilando seu talento, mostrando tudo que aprendeu, tudo que sabe. Quem morre é pai, mãe, tio, vizinho, irmão e amigo. Artista não. Para provar, vou por o John Bonham (1948-1980) para tocar um pouco e comemorar o dia de hoje. Pobre da humanidade que só aprendeu a registrar seus talentos há pouco mais de cem anos. Os pintores ainda se salvaram mais cedo, e graças a Gutemberg a escrita também.Hans Staden que o diga.  Quanta coisa boa deve ter caído no esquecimento. Caminhamos, no entanto, a passos largos na direção oposta sem sair do lugar. Registra-se tudo e qualquer um. Dá-se importância e fama a qualquer banalidade, mais uma vez a provar que tudo ou nada é a mesma coisa. A propósito: você já viu ESTAMIRA? Se não viu, trate de ver. Lá você vai aprender que “Tudo que é imaginário, tem, existe, É”

( http://www.estamira.com.br/ )

(http://www.paulomoura.com/)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Peter Frampton e Simple Minds em Sampa

É isso mesmo que você leu.
 É ou não é para perder o juízo?
Pois prepare-se:

basta clicar AQUI para comprar.

NA VITROLA

O quarto era de apertamento, mas de classe metida. Mesmo assim, dividia o banheiro com o quarto ao lado. Ficava no 17º andar, bem no canto do prédio, de modo que recebia o sol da manhã. Tinha um armário embutido, com portas em perfis de alumínio e acabamento em Formica, imitando cerejeira. Ia do chão ao teto, o que não é grande coisa. Dois metros e quarenta, no máximo. A porta de entrada tinha um nicho só para ela, formado pela profundidade do armário embutido. A cama, encostada na parede oposta, fazia parte de um móvel maior que continha gavetas, como se cômoda fosse.
Valéria sentou no carpete apoiando as costas numa das portas do armário. Dobrou a perna esquerda, deixando a outra esticada. André pegou o violão e sentou na cama. Apoiou o instrumento, displicente, na coxa direita que cruzara sobre a esquerda. Entreolharam-se. Ela, tirando um saquinho de um dos bolsos, perguntou: “tem seda?”. Para sua surpresa, junto com os primeiros acordes, André balançou a cabeça para um não. Guardado o saquinho, a música ia pela metade, quando Valéria esticou seu pé um pouco mais para tocar o do André. Bastou. Em minutos estavam despidos, rolando pelo chão, chutando violão, armário e relógio. Agradável fusão adolescente, de hormônios, líquidos e cheiros.
Após os atos, ainda despidos, sentaram-se no colo um do outro, colando os troncos e se abraçaram. De modo que o beijo foi longo, suado, com direito a um pedaço do céu. Ela foi tomar banho enquanto ele foi checar o ambiente. Não sabia quanto tempo tinham levado naquela suposta aula de violão. A mãe tinha saído e a empregada devia estar passeando o cachorro, portanto ele não precisaria explicar o banho da professora. Valéria não tinha nada de professora e, quando muito, tocou flauta uma ou duas vezes no primário. Mas, como a estória da professora colou, disso sobrava uma grana, que dividiam felizes. A Valéria era doida, isso sim. Pirava a cabeça do André, de dois em dois minutos. Inventava coisas, mudava de opinião, trocava de roupa e de ônibus. Isso quando não trocava de roupa dentro do ônibus, entre um ponto e outro. Depois descia. André passava maus bocados.
Assim que a empregada chegou, desceram com uma desculpa daquelas ditas rapidamente, sem fôlego, que a empregada certamente não saberia repetir quando perguntada. Algo como uma senha para a liberdade. No caminho do cinema pegaram seda na padaria da esquina. Esperando, no ponto da Diógenes Ribeiro de Lima, André lembrou ter deixado a carteira do colégio sobre a tampa da vitrola. A liberdade tem seu preço uma vez que não poderia voltar até o apartamento. A esta altura sua mãe já estaria de volta e o cinema com a amiga deixaria de existir. Ia ter de pagar inteira ou jantar com os pais.
“Que vitrola?”... tá lôco?! ... é toca disco (rindo e pulando)
“Como, que vitrola... do lado da cama... as gaveta!”.
Sobre aquele móvel ficava a vitrola Garrard com duas caixas acústicas, tudo interligado por um amplificador Gradiente. Cada coisa de uma cor, de um tamanho, comprada em ocasião diferente. Ela quis ver: “Depois do filme....”, “Não, agora!”
 
ORIGINALMENTE  AQUI

IMAGEM: INTERNET DO PLEISTOCENO OU QUATERNÁRIO DA ERA CENOZÓICA (menos...)

domingo, 11 de julho de 2010

A COPA ACABOU, COMEÇOU A COPA...

Pois é... pouco ou nada restou desta Copa a não ser o fato de termos um campeão inédito. A Holanda começa a desenhar uma sina, a de chegar e não levar. A Espanha confirma seu título europeu. Viva a Espanha!
Mas a tão cantada e propalada Copa da África chegou ao fim e no mínuto seguinte começou a Copa do Brasil. Não se engane quem pensa que temos tempo, pois não temos não. Estes 4 anos passam voando e quem quiser se firmar, aparecer, pode começar amanhã cedo, que mesmo assim, pode ser tarde. Não sou de agourar nada, pelo contrário, sou mais otimista do que se pode imaginar, mas pelo desempenho que estou vendo, pelos detalhes que vou juntando... pode ser que paguemos alguns micos. No geral nos sairemos bem. Na hora do vamos ver, a coisa acaba que dá certo, afinal Deus (até prova em contrário) é brasileiro.

PS: Vamos combinar uma coisa: Nada de árbitro incompetente e mal intencionado...

PS2: Justiça: Forlán, o melhor da Copa! Casillas, o melhor goleiro! Müller, a revelação!

Nós antecipamos... é este lixo sim!

sábado, 10 de julho de 2010

Eu não... Todo Mundo!

Olha, tem várias coisas que eu admiro desde o dia em que vi pela primeira vez. Sabe aquele frisson, que mesmo que você já tenha visto mil vezes... ainda sente? Pois é. É assim com uma Lamborghini, com uma Ferrari, uma Fender Stratocaster, Brigitte Bardot, Rita Lee, Beatles, Marshmallow... nossa, uma infinidade de coisas e pessoas. Agora, por obra e graça divina, hoje é dia de duas dessas coisas: Pizza e minisaia. Eu tinha, por coincidência, ou não, apenas seis anos quando vi estas duas coisas pela primeira vez. A pizza pude provar na hora, já a minisaia... levou um bocado de anos mais. Sou fã até hoje, de carteirinha, daqueles que sentam na primeira fila. Da pizza pouco sei. Sei que veio da Itália e que foi bastante modificada por aqui, a ponto de os italianos fazerem posteriormente uma Lei para garantir a pureza da pizza devido aos desmandos e birutices dos paulistanos. É... paulistano é pirado em pizza. Não sou só eu... são 13 milhões de indivíduos. Por isso, hoje (10/07) é dia da pizza aqui em sampa.
Agora, Igual Mary Quant, deusa da graça e da beleza, vai ser difícil surgir outra. Tudo bem, teve a Helô Pinheiro, teve a música, teve o inventor do biquini, tem o Top-Less, tem a Playboy etc e tal... Mas igual minisaia, não tem não. Ô coisa mais bem bolada para atiçar a imaginação, deixar o camarada de bem com a vida. É melhor do que ir no terapeuta ou tomar sorvete, até melhor do que gol do meu time. Me lembro como se fosse ontem, meu pai e meu tio reclamando da tal da saia por expor o joelho da mulher. Até hoje dou risada, pois dos males o menor. kkkkkkkkkkkkkk A História provou: Não sou eu não... é todo mundo que gosta.

IMAGEM: DIGITE MARY QUANT NO GOOGLE E SAI UM MONTE.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

ÚLTIMO JOGO

É hoje! Último jogo da história do Parque Antactica e é contra o famoso Boca Juniors (Ao vivo, aqui em Sampa ao menos). Também conhecido como Palestra Itália, o nosso simpático Estádio será demolido para dar lugar à moderna Arena. É claro que a gente fica triste, afinal eu frequento este Estádio desde pequeno. Mas, ao mesmo tempo, nos consolamos com o futuro. O moderno vem ai, é inevitável e se você não participa e colabora, ele simplesmente te atropela. Esperamos, no entanto, não ter trocado o certo pelo duvidoso, o um na mão pelo dois voando. Afinal, hoje temos um Estádio, no qual se respira História desde 1920. Na verdade foi neste ano que o time comprou o local, mas lá se jogava bola desde 1908. Mas, nos prometeram uma moderna Arena para 2012 e para tanto há que se demolir a atual estrutura. Tudo indica que a engenharia financeira está em ordem e que na Copa de 2014 a Arena poderá ser a sede de alguma Seleção para treinos. Quem viver, verá!


9 de julho de 1932

A História é longa, leva ´muitos livros para ser contada. É recheada de heróis, vilões e traidores. É o tipo de História que dá orgulho de contar para filhos e netos. Aquele tipo de orgulho que embaça a voz, dá nó na garganta e enche os olhos de lágrima. É História que possui mapas, mausoléu e vasta bibliografia. É a História de uma Guerra Civil entre irmãos, entre brasileiros, vizinhos e amigos. É a História de um ditadorzinho vaidoso e incapaz de reconhecer seus erros. Incapacidade que o levou para o túmulo, diga-se. É a História de uma resistência, de uma exigência. É, fundamentalmente, a História da Justiça e da Liberdade. É a História dos Paulistas. É a História do Brasil.


IMAGENS DO LIVRO "A REVOLUÇÃO DE 32" DE ERNÂNI DONATO

Quer saber mais? Baixe o arquivo com a voz do César Ladeira narrando as epopéias daqueles tempos no 25º aniversário da Revolução:

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Um Campeão inédito!


Esta é a prova maior de que nem tradição, nem camisa ganham jogo. Ganha quem se esforça, quem busca o resultado, com ou sem Juiz. Tá certo que a Holanda teve uma mãozinha contra o Uruguay e que a arbitragem está uma lastima, mas será que haveria resultado diferente depois de, no máximo, mais meia hora de jogo? Pergunta impossível de ser respondida. Agora resta estocar umas brejas, montar os espetos de abobrinha, abacaxi e cebola... preparar o queijo qualho e esperar os jogos de sabado e domingo. Assim, tipo diversão sem compromisso...

PS: Ambos estes países possuem Reis, Rainhas, Principes e Princesas, Casas Reais enfim. Ou seja, isto é um verdadeiro conto de fadas...

PS2: e o Flamengo? Ficou sem doiis atacantes, agora sem o goleiro... aonde isso vai parar dona Patrícia? Será que adianta almoçar com Ronaldinho Gaúcho?

DIA DE AMAR A VIDA

Sete de julho deveria ser dia do músico. Ou seria melhor dizer dia do cantor. Que nada, dia da alegria, dia do prazer, dia de amar a vida. Isso, DIA DE AMAR A VIDA! Olha só, em sete de julho nasceram Lampião (ele mesmo), Gustav Mahler e Ringo Star. Já tava bom, né!? Pois é, em sete de julho morreram Sid Barret (pink Floyd), Arthur Conan Doyle e Cazuza. Não bastasse, foi em sete de julho de 1497 que Vasco da Gama partiu para as Índias. Viajou na maioneggs....kkkkkkkkkkkk
Nada disso não, o Agenor acabou enterrado perto da Carmem Miranda, do Ary Barroso, Francisco Alves e da Clara Nunes. Pode? Agenor? É, Cazuza.
Roberto Frejat, guitarrista; Dé, baixista; Maurício Barros, teclados; Guto Goffi, baterista. Era 1981 e eles precisavam de um vocalista para completar a banda. Os ensaios aconteciam na casa de um deles no bairro de Rio Comprido, onde um dia apareceu Cazuza, enviado pelo cantor Léo Jaime (Ele mesmo).
Na definição do dicionário, "cazuza" é um vespídeo solitário, de ferroada dolorosa. Deriva daí, provavelmente, o outro significado que o termo tem no Nordeste: o de moleque. Batizado como Agenor de Miranda Araújo Neto, desde cedo o menino preferiu o apelido. O nome ele só viria a aceitar mais tarde, ao saber que Cartola, um dos seus compositores prediletos, também se chamava Agenor.

FONTE: http://www.cazuza.com.br/?language=pt_BR

terça-feira, 6 de julho de 2010

OS 18 DO FORTE (1922)

Quando, às primeiras horas da tarde do dia 6, mais provávelmente às 13h15m, como anotou Eduardo Gomes, os revolucionários iniciaram a sua marcha, não partiram todos. A fotografia, hoje perpetuada em bronze, retrata no primeiro plano as figuras de Eduardo Gomes, Mário Carpenter, Nilton Prado, Otávio Correa e dois soldados; por trás são cinco ou seis vultos imprecisos. A alma da epopéia, o bravo Siqueira Campos, não aparece no flagrante.
O confronto da lista dos vinte e oito inscritos na parede do Forte e a relação dos corpos, pousados nas mesas de mármore do necrotério; ou envolvidos de gaze, nas camas dos hospitais; ou recolhidos presos, à espera do inquérito, revela uma disparidade.
Não é surpresa. Sabia-se que nem todos tomaram parte na sortida final. Mas a verdade é que não se alcança, no cômputo frio e rigoroso, aquele número que a História guardou como símbolo.

Hélio Silva; 1922: Sangue na areia de Copacabana (O cilco de Vargas); L&PM, 3ª edição, 2004

Fala sério: brinquedo novo!

Descobri ser possuidor de 150.000 pontos na minha operadora... o brinquedo saiu praticamente de graça. Não vou publicar o preço pois vocês não iam acreditar... Passei a noite em um Hospital no papel de acompanhante e mal vi a paciente, absolvido que fiquei com meu brinquedo novo. Três Hurras para o Steve Jobs, palmas para a Apple e para o meu cunhado que fez mais de ano de propaganda a favor desta traquitana. Aliás, ele tinha um antes até de ser lançado cá em terras tupiniquins. O Galeno sabe das coisas.

domingo, 4 de julho de 2010

RECEITA HUNGARA

Primeiro você cozinha um macarrão, prepare préviamente uma boa porção de sementes de papoula, bem moídas, e misture com açúcar...

... daí é só servir o macarrão e polvilhar generosamente com a msitura acima descrita. Na Hungria é servido depois de uma boa sopa, tipo prato principal. Cá entre nós é encarado como sobremesa.
Eu, particularmente, ADORO! 
Na origem é conhecido como Mákosteszta... e é nagyon egyszerű! (muito simples)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PÉ FRIO

Este senhor foi declarado o maior "pé frio" da Copa do Mundo. É claro que o erro de Julio César, a infantilidade do Felipe Melo e a incompetência do Luis Fabiano colaboraram em muito. Mas que o camarada é "pé frio", ninguém mais duvida.

POLITICAMENTE INCORRETO

Jogo encartado na publicação chamada "Livro da Juventude" do Reader's Digest, editado em 1964, cujo objetivo é caçar um leopardo. Minha geração foi educada assim, para caçar, mesmo lendo "Fantasma" ou vendo Tarzan. Ainda assim, conseguimos educar nossos filhos em prol do Planeta. O que me chateia, no entanto, é que o ato de matar continua presente nos jogos das crianças. Deixou de ser um joguinho de dados e andar casas para virar videogame de explodir, esfolar, dar tiro e facada.

PS: clique na imagem que ela amplia bem...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Só podia ser...

Aniversário de Estée Lauder, Amália Rodrigues e do Real, pois que tudo é uma beleza. Um dia desses só podia nascer lindo, sem nenhuma nuvem. Mas vá você passear lá pelas bandas da "Capitar" que a camada de poluição, a baixa umidade relativa e o "ar" parado vão te fazer sentir como uma maquiagem borrada, um "LP" riscado ou até algo parecido com os efeitos de uma inflação.
Ontem vi "Luna de Avellaneda" que aqui recebeu o nome de "Clube da Lua", mais um filme de Juan José Campanella com Ricardo Darin e Eduardo Blanco. Um cotidiano de subúrbio, de almas desnudas, de faces lavadas, sem perfume, com alguns tangos bons e muitos problemas econômicos. Estes excelentes atores argentinos, nos brindam mais uma vez com um entretendimento de qualidade. A questão é saber se os argentinos que irão atuar no próximo final de semana saberão fazer o mesmo.
Que coisa, sentei aqui disposto a falar de Peron, Marlon Brando, Robert Mitchum e Karl Malden e você viu no que deu?