PINTEREST

sábado, 15 de maio de 2010

Poupança...


Ora, ora, ora, meu caro Senhor, minha cara Senhora: você tinha um dolar (U$ 1,00) em julho de 2001? Antes do fatídico setembro das duas torres de Manhattan, antes de Lula, pouco depois do apagão e antes do pós-tudo? Tinha?
Pois se em julho de 2001 você tinha um dolar, você podia tê-lo trocado por exatos R$ 2,35 (dois reais e trinta e cinco centavos), os colocado na singela poupança de um banco qualquer e ido torcer pelo seu time do coração ou ler sua coleção de Cecília, Érico ou Carlos. Você hoje teria lá R$ 4,88 (quatro reais e oitenta e oito centavos) para sacar. Na cotação de hoje, exatos U$ 2,61 (dois dolares e sessenta e um cents). Caso tivesse ficado com seu dolar na gaveta, trocava-o hoje por R$ 1,87 (um real e oitenta e sete centavos). Uma baita diferença! Só três reais a mais para cada dolar que você investiu no Brasil em nove anos. Agradeça ao Henrique Meirelles e ao Bush. O que um arrumou aqui dentro o outro estragou lá fora e na conjunção destes dois fatores o Lula saiu por cima da carne sêca, pois enquanto um brasileiro ganhava U$ 76,60 de salário mínimo em julho de 2001 hoje leva pra casa U$ 272,73, OU SEJA TRÊS VEZES MAIS. A industria nacional agradece, o Bradesco agradece, a multinacional agradece e a padaria da esquina também. Do Santander nem se fala...

PS: mesmo descontada a inflação do período, que não foi pouca (R$ 2,00 - dois reais - daqueles R$ 4,88 - quatro reais e oitenta e oito centavos), acreditar no país e na produção foi um bom negócio. Não a toa o dinheiro estrangeiro aportou por aqui igual àquela plantinha de lindas flores: dinheiro em penca.

PS2: Eu fui criado e me criei com muita inflação, com inflação pra lá da conta e até hiperinflação, portanto estes últimos quinze anos de estabilidade econômica são uma bênção de bastante paz de espírito.

Um comentário:

Gladys Ferreira disse...

parabéns pelo texto maravilhoso! bj