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terça-feira, 18 de maio de 2010

COMETA HALLEY

Neste preciso 18 de maio de 1910, o cometa Halley tratou de alimentar o imaginário popular e a crença no apocalipse. Mais ou menos assim como este tal de 2012 (o filme) gostaria de fazer. O certo é que o ser humano adora este tema, põe-o aonde pode, enxertando o assunto até no batizado do nenê, se possível. Mas naquele maio alegre de 1910 - que as primaveras sempre são alegres e não é preciso entender muito de datas para saber disso - meu avô, um adolescente de seus quinze anos, se fascinou com a passagem da Terra pela cauda do cometa. Nada de gases venenosos, cataclismas e tremores. Apenas o espetáculo multicolorido e alegre. Bem ao estilo da época, naquela Europa feliz, próspera, contaminada pela era Vitoriana e pelas alegrias do Capital e do Progresso. Mal sabiam que o mundo iria mudar em menos de quatro anos. Mas isso é outro assunto. O bom Sr. Franscisco aguardou ansioso a nova passagem do Cometa (1986) e frustrou-se. Não podia se comparar uma com a outra, mesmo ele filosofando de que a primeira ele vira lá no hemisfério norte e agora estava no sul e blá, blá, blá isso e mais blá, blá, blá aquilo. De tanto ouví-lo falar, achei até que estava caducando quando vi o fiasco que foi o Halley naquela versão "fin de siècle" de 86 - que Deus o tenha e que me perdoe por isso. A próxima só em 2061. Até lá Ferenc Cseh.


2 comentários:

Renata Bezerra disse...

Lembro bem quando o cometa passou em 86... Eu perguntei a minha mãe quando eu iria o ver novamente... Ela disse que eu estaria bem velhinha, e ela nem existiria mais. Como chorei...

Tem um selinho pra ti lá no meu blog...

http://tantosdias.blogspot.com/2010/05/selo-viii.html

Abraço.

TARDE disse...

Obrigado.