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sábado, 3 de abril de 2010

Play time

Jacques Tati, um dos maiores gênios do cinema mundial, capaz de ser uma espécie de fusão de Chaplin com Buster Keaton. Capaz da crítica ácida e mordaz em forma de cotidiano comum do homem de aldeia. Em Play Time, Tati faz seu filme mais caro, construindo uma cidade cenográfica excepcional, com prédios de aço e vidro e ruas asfaltadas. Centenas de operários levaram meses para colocar suas idéias de pé para, ao final, um grupo de turistas americanas passarem um dia em Paris. A cada abertura de porta surge em forma de reflexo um monumento da cidade luz. Aos poucos os franceses tomam conta do filme, destacando-se dentre estes um tal Sr. Hulot. Alter ego de Tati, Hulot é a sintese do burlesco que habita todos nós. Na forma simples como desmonta os humanos ou demonstra os humanos, se preferirem, Tati faz um filme contínuo que segue uma linha simples e como que envolvendo em um crescente. A par disso aproveita para criticar a modernidade da arquitetura e mobiliário de sua época, demonstrando a linearidade e os equivocos do excesso de transparência. Um filme imperdível.

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