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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

DESIGN

Então... o negócio é ser moderno, ter um visual novo, arrojado até onde der a condição de cada um. Eu, por exemplo, tenho de andar de terno e gravata até cinco dias por semana e o arrojo chega no máximo à tatuagem escondida sob os panos, uma ou outra gravata mais moderninha (sem exageros) e, há!, às armações de meus óculos. Para perto tenho um com aletas laterais vermelhas, o escuro é estilo Mastroianni do início dos anos sessenta e recentemente adquiri um pra lá de moderno para as lentes normais, do dia a dia. Que é bonito, isso lá é, mas pergunte ao gato lá de casa se ele achou os óculos legais... pergunte. O design é uma dessas coisas estranhas que quando a pessoa não tem o que inovar, mas precisa fazê-lo, senão não vai vender, bota o desenhista para estragar a peça, sem cerimônia nenhuma. Vejam os óculos, por exemplo: eles não tem aquela parte curva nas aletas laterais para encaixar por trás da orelha e, portanto, são retos. Muito que bem, basta olhar para o chão que eles gentilmente, como quem não quer nada, pulam do seu nariz e aterrizam na cabeça do gato. Qualquer dia desses o gato sai debaixo e minhas lentes já eram... 

PS: hoje ITU completa 400 anos e metade dos brasileiros estão emporcalhando as praias por conta de Iemanjá. Ah, se ela soubesse... vinha e dava uma surra em todos.

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