PINTEREST

domingo, 28 de fevereiro de 2010

LUTO

Meu luto é tão
quieto, e tal,
que é total.



8/9/1914 - 28/2/2010

“Acenda uma vela”

Um cinema foi montado na cidade, mas bem diferente daquele que estamos acostumados a encontrar nos shoppings centers. Ao invés de ar-condicionado, o que alivia o calor é a brisa do mar. As cadeiras acolchoadas dão lugar a esteiras estendidas na areia e a cadeiras de plástico. E no lugar da tela, a vela de uma jangada é quem fisga olhares de dezenas de moradores da pacata cidade litorânea.
É assim, de um jeito improvisado, que milhares de alagoanos de cidades praianas e ribeirinhas estão descobrindo os prazeres do cinema.
Há cinco anos, a ONG (Organização Não-Governamental) Ideário teve a ideia de inverter a ordem do “capitalismo cultural”. “Se as pessoas do interior não têm acesso ao cinema, porque não levar o cinema até elas? Percebemos e provamos que era possível democratizar o cinema, de um jeito nordestino”, afirmou o idealizador do projeto “Acenda uma vela” e chefe da curadoria, Hermano Figueiredo.
Afinal, nós sabemos que o número de salas de cinema é ínfimo país afora. É claro que nas Capitais há muitas opções, mas no interior a coisa é bem diferente. Parabéns a mais esta iniciativa.

FONTE  e  IMAGEM: UOL

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O TRÂNSITO DE UM CASAL

Todos os dias Hamilton passava na frente do trabalho da Malu e eles iam juntos para casa. Gastavam menos e ficavam mais tempo juntos. O trânsito sempre foi um inferno de duas horas para chegar em casa. Nesse meio tempo o casal punha sua conversa em dia ou aproveitava para aparar arestas, fazer planos e decidir assuntos pendentes. Coisas comuns, típicas entre casais. Casais normais, é claro. Gente que se gosta e que faz a sua parte na manutenção da relação.
A coisa funciona mais ou menos assim:
-”Oi querido... (beijo) como foi seu dia?”
-”Uma merda, como sempre... não sei porquê fui aceitar este emprego... devia ter estudado mais para aquele concurso...”
-”Relaxa... outras oportunidades virão...”
-”Falando em relaxar.. sala de cinema ou DVD em casa?”
-”Quê?”
-”É. Você prefere ir ao cinema ou vemos um filme em casa mesmo?”
-”Ah... tá, pode ser...”
-”Pode ser o quê?”
-”O que você achar melhor...”
-”Mas eu não acho nada. Tanto faz... só dei uma idéia”
-”Querido, vamos aproveitar e dar uma passada na casa da mamãe... enquanto isso decidimos”
-”Tinha que ser... quando casamos eu devia ter mandado você contornar a árvore do esquecimento sete vezes, que nem faziam com as escravas no Benin...(rindo) assim você esquecia a bruxa...”
-”Por acaso você está falando da MINHA MÃE?”
-”Eu?...imaginação sua...” (rindo mais)
-”Seu cínico”
-”Quem sabe, depois de passar na sua mamãe, em vez de irmos ao cinema vamos a um motel...”
-”Pode ir tirando o cavalinho da chuva, pois a minha Maria Rita você não vai ver tão cedo... chamar a minha mãe de bruxa... e ainda quer a  minha delícia particular...”
-”Que foi? Tá de TPM...” (gargalhando e batendo o carro)
-”Seu idiota... veja o que foi fazer... lá se foi minha TV de plasma... sua besta!”
-”Bom... veja pelo lado bom...”
-”Que lado bom? Você vai gastar a grana da TV de Plasma para arrumar o carro, como isso pode ter lado bom?”
-”Não vou poder ir na mamãe... pegue um taxi, que quando eu resolver isso eu te pego lá...”
-”Você bateu o carro de propósito... só para não ir na mamãe... seu monstro!”
-”Antes fosse!... só de lembrar dela perdi a mão... a simples idéia de que vou ter de aceitar aquele café aguado que ela toma e os malditos bolinhos de tempestade que ela faz...”
-”É bolinho de chuva... amor...” (rindo)
-”É, até pode ser, mas depois que cai no meu estômago vira tempestade, quase tsunami...”
-”Ih... olha! O cara tá fugindo...”
-”Maldito... deve estar sem documento ou é carro roubado...”
-”Então vamos embora daqui... eu não quero nada com bandido... depois a gente leva um tiro...sei lá... vai... vai logo!”
O destino fez com que batessem o carro bem defronte de um motel, daqueles da avenida Ricardo Jaffet. Hamilton aproveitou para telefonar, pois seu celular ficou sem bateria e a Malu esqueceu o dela na gaveta do escritório. O radiador foi furado e só Guincho para resolver. Com o trânsito que estava e devido ao seguro ser de “terceira linha”, o socorro poderia demorar até mais de hora. Malu aceitou entrar no motel, pois precisava ir ao banheiro. Providencial necessidade fisiológica que acabou permitindo ao casal um “relax” perfeito, enquanto aguardavam o mecânico. Foi, talvez, a melhor trepada da vida deles. Coisa de cinema. O quarto escolhido tinha pista de dança com luzes coloridas, muitos espelhos e a Malu estava numa fase perfeita de sua vida, digamos assim.
Aproveitaram e pediram a janta que estava incluída no preço. Strogonoff de frango, daqueles congelados prontos, servido com batata palha, de saquinho. Para acompanhar duas cervejas sem álcool.
Enquanto a comida não vinha, Hamilton deu um cochilo e a Malu foi lavar a ditacuja para depois ligar para a mãe. Quem atendeu foi a Benê, que trabalha lá desde que a Malu era criança.
-”Oi Benê, tudo bem?... chama minha mãe por favor...”
-”Ih Dona Malu... não vai dar não...”
-”Porquê... deixa de onda e chama logo...”
_”Mas é que a senhora sua mãe morreu...”
-”O quuuuuuuêêê?... amor, acuda amor... corre aqui”
-”Dona Malu... Dona Malu... a senhora ainda está ai?”
-”Como foi que isso aconteceu?”
-”Foi agora de pouquinho... eu não consegui falar com a senhora, só dá caixa postal... mas seu irmão já está vindo... o Resgate acabou de ir embora... não puderam fazer nada...” E sem conseguir dizer mais nenhuma palavra desabou a chorar.
-”Mas Benê, que estória é essa... como pode, falei com ela de manhã e depois do almoço... estava ótima...”
Hamilton perguntou aonde estava a barata que tinha que ser morta... pois se a esposa pedia socorro só podia ser por conta de barata. Assim que chegou rindo e falando bobagem já levou um copo na cabeça.
-”Tá louca mulher!”
-”Não seu imbecil. A mamãe está morta e é por sua culpa... entendeu?”
-”Perdeu o juízo de vez. Que morta que nada e depois, mesmo que estiver, qual a minha participação nisso?”
-”Você bateu o carro e se não tivesse batido, teríamos chegado a tempo de socorrê-la” (chorando copiosamente)
-”Só me faltava essa... vê se vai à merda, entendeu... você e a defunta da sua mãe... e vai logo que não te aguento mais...” (saiu batendo a porta e foi pagar a conta)
Deste dia em diante só se falaram através de seus respectivos advogados. Nenhum dos dois sabe dizer quando e aonde a coisa desandou, depois de doze maravilhosos anos juntos. Sempre teve uma rusga aqui ou outra lá, mas se davam bem, tinham gostos parecidos e faziam sexo com bastante freqüência e prazer. Os amigos não entendem até hoje.
Alguns dizem que foi o fato de não terem tido filhos, já outros acham que esta foi a sorte de ambos.
Fato é... que estas coisas acontecem.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

IRRESISTÍVEL...

Fui comprar uma água pra viagem e vi que no buteco tinha esta gracinha de 200ml. Não resisti e tomei uma. Tem gosto de recreio...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

e assim se passavam as tardes... eram Tardes D+ !

DE NOITE OU DE DIA
FIRME NO VOLANTE
VAI PELA RODOVIA
BRAVO VIGILANTE
GUARDANDO TODA ESTRADA
FORTE E CONFIANTE
É O NOSSO CAMARADA
BRAVO VIGILANTE



"Um dia meu pai chegou em casa,
nos idos de 63
E da porta ele gritou orgulhoso,
Agora chegou a nossa vez
Eu vou ser o maior, comprei um
Simca Chambord"







IMAGENS: Foto do 1º episódio do Vigilante Rodoviário e EUE tentando abrir a a porta do Chambord do Velho... PQ? Vocês acham que só o Marcelo Nova teve um desses quando pequeno? Hem? Hem?  Nos idos de 63...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

ONDA DE CALOR

Estava parado no trânsito infernal (que é quase um pleonasmo já) naquele calor de 34 graus que fez hoje, quando fechei os olhos por uns minutos (que nada se movia mesmo) e me imaginei à beira da lagoa de Arituba... ah se eu pudesse ter me teletransportado... talvez nem voltasse mais, ou fosse passar por lá meus dias e minhas noites, apenas vindo quando não mais possível de se evitar.

IMAGEM: lagoa de Arituba by myself (rsrsrs). Um mundo de água doce a trezentos metros da praia...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Já dizia Washington Olivetto...

O PRIMEIRO, A GENTE NUNCA ESQUECE! Pois não é que saiu do forno... Nossa! Precisava ver a minha cara quando abri o pacote que me chegou da editora... UAU! + 3 pulinhos!

SURREAL

“Coisas que eu sei são coisas que antes eu somente não sabia”. Agora que  eu sei... Me invadem como as casas que desenhei um dia. Umas eu sonhei em meio às cachoeiras, com uma pretensão de ser Frank, já outras foram aos barrancos, às matas em avenidas abstratas. Igual uma corrida de taxi, efêmera, cara e muitas das vezes inútil. Mas não a minha miopia, essa não... Essa eu prezo muito, cuido bem. Com ela, em noite de chuva na avenida paulista eu me sinto em pleno delírio de LSD. Basta-me tirar os óculos e já se espalham os brilhos e derretem-se as pessoas e as coisas. É lindo de viver. A miopia me deixa surdo, introspectivo, meditativo até. Pronto para a Yoga do dia a dia e para não reconhecer passantes, sejam eles pedestres errantes ou parentes distantes. Nestas horas a água de coco gelada dissipa os fantasmas em gotas serenas e azuis. Mas não é o azul norte-americano, triste e chorão. É o azul tropical e alegre, quente e de biquíni.  Mas o que queres afinal? Querer? Quero imaginar a vida, sonhar meu futuro com cheiro de jasmim, a contar minhas histórias em roda, na praça, na sala ou no jardim. Quero afiar minhas penas, mergulhá-las no negro nanquim para desenhar as ondas e suas espumas brancas, tudo ao redor de mim. Afinal, “aonde queres família, sou maluco”, boto minha prancha junto ao sovaco e vou para a rebentação flipervídeo de patins, sem lenço, sem óculos e com documentos para fazer um filme Super-8 só pra mim! 
Batem a Claquete: Grita-se silêncio e logo em seguida "Ação"

De camisa cor de rosa, gravata roxa de bolinhas brancas, todo discreto, em silêncio, absolutamente no tom certo. Um quê de pastel. Estamos falando de moda, mas pode-se estar lendo outra coisa também. Pode ser pintura e em se tratando do assunto, do ponto de vista técnico, pastel é um tom. Não é nada que se ouça ou coma. Apesar do silêncio. Pode ser que não.
O roxo não é o de saltar aos olhos. Assunto sempre dolorido. Mas é “tai-chi”, é suave, com bolinhas brancas que geram uma ilusão ótica rósea. “Ou não?!”
“Quê?”... “
”É, aquele presunto lá, o do “córgo”, o roxo...”
“Quê que tem?”
“Acho que vou lá pegar a gravata dele...”
“O quê?”
“É preu saí ca Creuza!”

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O MUNDO COMO VOCÊ O CONHECE

NÃO EXISTE MAIS... e desta vez não foram dois aviões a derrubar duas torres, nem é o propalado desastre climático, sequer a terceira guerra mundial (que azucrinou minha infância e adolescência). Trata-se de uma lei chamada LOPPSI II (Lei de Orientação e Programação para a Segurança Interior), aprovada em primeira instância na França. Esta Lei, quando em vigor, abrirá caminho para o controle da internet pelo ESTADO, e ai meu amigo, ai bau-bau cara: sua liberdade já era. Dou dois palitos para esta merda espalhar pelo planeta, igual virus, igual praga e fofoca de mulher traída... não vai sobrar pedra sobre pedra, nem chip sobre chip. Em português bem calro: F_ _ _U!

IMAGEM: ELE É VOCÊ AMANHÃ! DE ONDE TIREI? NÃO FAÇO A MÍNIMA IDÉIA... mas respeito os direitos do autor e sou totalmente solidário a ele nesta hora...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

SOBRE FALAR MERDA

Neste singelo livreto de 70 páginas, o autor, Harry G. Frankfurt, se "propõe a iniciar o desenvolvimento de uma compreensão teórica do que significa falar merda, oferecendo algumas análises experimentais e exploratórias." Com tradução do original "On Bullshit" feita por Ricardo Gomes Quintana a Editora Intrínseca foi buscar em Princeton este renomado professor emérito de Filosofia, de modo que possamos nós também ler e discutir sobre "um dos traços mais notáveis da nossa cultura": falar merda. O professor Frankfurt inicia sua digressão afirmando que "não temos uma idéia clara do que é falar merda" nem da razão para que se fale tanta, nem para que serve. O autor considera que a essência de falar merda é a indiferença em relação ao modo como as coisas realmente são. Neste sentido, basta ver televisão no Brasil ou assistir a algum discurso de político, para se ter uma idéia de exemplo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

NÃO TEM HORA NEM LUGAR...

Não era bonita, mas tinha um charme avassalador. Por onde passava, levantava poeira. Gostava de um forró bem dançado e rebolava sua saia curta cinematográficamente. Seu corpo tampouco era de miss, no entanto era desejada e cantavam-na em prosa e verso. Sabia-se sedutora e escondia a sua tristeza por detrás disso. Aos trinta e sete anos, ainda não havia casado nem tido filhos. Ela era a empregada do 71. Poucos sabiam seu nome e todos a chamavam de “Chica”, um apelido de infância.
    Todas as semanas ia passear na Praça Benedito Calixto, lá na feira de antiguidades. Era seu lazer. Gostava de ver aquelas coisas lindas, brilhantes e absurdamente caras, serem expostas, amontoadas e negociadas. Lá tinha de tudo , barraca para todo gosto. Ela sabia que fazia parte das admirações locais. Passeava para ver e ser vista.
    Um vendedor de livros usados, uma espécie de sebo ambulante, era apaixonado por ela. “Seu” Nelson, dono da barraca, sempre a cumprimentava elevando-se de seu banquinho e fazendo menção de tirar o chapéu. Puxava conversa e mostrava poesias e contos. A princípio, quando a conheceu, tentou até lhe vender alguma coisa. Quando viu que a moça era assídua frequentadora, passou a lhe emprestar alguns. Ela lia e devolvia, sempre com algum comentário, ocasião para conversa e interação. A Chica o tratava com respeito, mas após dois passos da barraca não se lembrava nem do dito, nem do “home”.
    “Seu” Nelson, figura enigmática, não tinha passado, nem futuro. Vivia seus dias, um de cada vez. Dizem as más linguas que era um falido e que vendia a biblioteca de seu pai para comer. Era tudo que tinha. Morava na região e só vendia naquela praça, não frequentando nenhuma das outras feiras do gênero em São Paulo. Parecia beirar os oitenta, mas era puro desleixo, sobreposto às marcas da vida. Sua educação, no entanto, era excepcional. Falava vários idiomas e opinava sobre cultura críticamente. Falava o português de forma clara e inteligível, fato que o ajudava em muito, nas vendas e trocas que fazia.
    A Chica já trabalhava para a dona Dita faziam quase vinte anos. Uma senhora de idade avançada e, ultimamente, bastante doente. Tinha uma filha e uma nora, ambas arrogantes e insuportáveis, que vez ou outra vinham dar palpite, trazer compras e algum dinheiro. Pagavam as contas e o salário da Chica, sempre com atraso e irritação. No dia em que a dona Dita se foi desta para melhor, com certeza, elas nem sequer apareceram. Vieram os homens da Funerária e o filho, que nem reconheceu a empregada. Dois dias depois, a Chica foi despedida e lhe deram uma semana para sair do apartamento.
    A notícia correu o bairro. “Seu” Nelson, assim que soube se ofereceu para ajudar. A Chica, que não tinha aonde cair morta, aceitou, mas para trabalhar. Tiraram os livros do quarto de empregada e ela se mudou para o apartamento, com duas malas e um enorme urso de pelúcia, que tinha um coração vermelho no peito. “Nossa, quanta poeira! Cruz credo!”
    A vida seguiu, com “Seu” Nelson feliz, pela proximidade, e Chica por continuar no bairro. Por uns dois meses, um arrumou a vida do outro, até que o coração do “velho” parou. Foi como se ele não tivesse aguentado tanta emoção, de ficar olhando aquela mulher mais do que uma vez por semana. Todo dia, foi demais. O porteiro ajudou a chamar a ambulância, mas “Seu” Nelson morreu no caminho. A Chica desesperou-se: “se a notícia espalha, estou frita”... “vão pensar que eu dou azar e nunca mais arrumo emprego”. Sentou em uma pilha de livros para chorar. Afinal, desgraça pouca era bobagem. “O que vai ser de mim, sem ninguém, sem emprego?”, pensou, quando escutou o barulho de chave abrindo a porta. Apavorada, levantou-se, ficou qual estátua e viu um homem, na casa dos quarenta, razoávelmente bem vestido entrar. O cidadão fechou a porta e nem notou sua presença, foi logo colocando as chaves sobre um móvel e a pasta sobre a poltrona. Quando ia tirar o casaco deu um pulo para trás e, assustado, perguntou: “Quem é você?”. “Sou a Chica, empregada do “Seu Nerso”. “Meu pai não tinha empregada! ... nunca vi você”. “Pois é, o senhor nunca veio aqui, pode perguntar na portaria”.
    Após as devidas apresentações e explicações, conversaram por uma meia hora até que deu fome nos dois. A Chica foi fazer almoço e pensou em caprichar para ver se fisgava o “home”, afinal o estômago costuma ser um dos órgãos mais sensíveis nos preparos do amor, e ela como boa solteira já sabia bem disso. A verdade é que, até hoje, nunca tinha funcionado, pelo menos não com ela. Realmente, a comida estava uma delícia e Jorge ficou admirado do tratamento que seu pai recebeu em seus últimos dias. Checou a geladeira, a despensa e não cansava de elogiar. “Olha, é Francisca, né?...”Chica!”...”então, é que eu e minha esposa estamos precisando de uma cozinheira lá no nosso restaurante e você está altamente qualificada e, com certeza, vai ganhar mais do que ganhava aqui”. A Chica não cabia em si de tanta alegria e foi logo perguntando: “Mas onde fica?”...”o restaurante?”...”é”...”no centro”. Tudo de ruim. Como ia fazer para trabalhar no centro, sair do bairro. Não conhecia nada em São Paulo, fora Pinheiros e uma ou outra coisa, daquelas mais importantes, como o Parque do Ibirapuera, aonde fora uma ou duas vezes nesses anos todos. Procurou argumentar, mas não tinha como. Ou era, ou não era. “Olha, nos fundos do restaurante tem um quartinho que está vago, eu falo com a Eulália, e você pode ficar por lá, até arrumar coisa melhor”. ”Eulália?” ... “minha esposa...” ... “ah”. Assim estava bom e a Chica foi.
    O trabalho no restaurante não era fácil, mas ela tirou de letra e logo nas primeiras semanas iluminou toda a região do Pátio do Colégio. Ela levou aquele seu famoso modo de ser e rápidamente passou a fazer parte da paisagem. Pura alegria, contagiando a todos, incluindo os clientes da casa que notaram a melhora do tempêro e começaram a elogiar, querer conhecer. Jorge, que não era bobo nem nada, pelo menos pensava ser esperto, foi logo cortando as asas, com medo de lhe roubarem a cozinheira. “A concorrência é fogo e não se pode dar mole”. Ainda mais, depois que a fila aumentou por conta do tempêro e da própria Chica.
    Tudo era “Céu de Brigadeiro” até o dia em que Jorge chegou do banco e encontrou no lugar da esposa, que deveria estar no caixa, um singelo bilhete preso na registradora, assinado conjuntamente pela Chica e pela Eulália: “Querido, nos apaixonamos e vamos morar juntas. Você é uma pessoa boa e vai encontrar quem goste de você e cuide das suas coisas. Te queremos bem. Até...”


IMAGEM: escultura "o rapto das sabinas" de Tao Sigulda 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

ANO DO TRIGUI


Um tigre, dois tiges, três trigui... brincadeiras à parte, iniciou-se o ano do Tigre. Quando eu era criança, todo dia era dia do tigre... 

Mas dizem os especialistas em ano chinês (ou será horóscopo?), que devemos manter a calma e o bom humor, procurar ficar longe de polêmicas e brigas e, ao final do ano, veremos que o ano foi produtivo e de grandes alcances pessoais. Eu já tinha feito um "post" dizendo que este seria um grande ano e, agora que sei que será do tigre, reforço meus prognósticos baseado principalmente na sabedoria transmitida por Haroldo a Calvin. E tenho dito.

PS: Haroldo em Portugal chama Hobbes... que teve seu nome inspirado no filósofo Thomas Hobbes (1588 – 1679) cuja visão da natureza humana era um tanto obscura e pessimista...

PS2: demitiram Muricy Baralho. Já estava mais do que na hora e eu, particularmente falando, nem o teria contratado. Teria efetivado Jorginho...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Hoje não durmo

Deixei para ler o jornal somente agora à noite. Não sei exatamente porquê, mas deixei. Cheguei cansado, atrapalhado, como só as quartas feiras de cinzas conseguem me deixar. É... sabe aquele dia que começa meio dia, pois é, quando você vê... já era. Dai toca correr para pagar contas no caixa eletrônico, na lotérica, na internet, com chuva e outros contratempos. Já tomado um banho, poeira assentada, fui ver o jogo... antes não tivesse, pois nem o primeiro tempo tinha terminado e meu time já perdia em casa por 3 gols. Dai pensei: vou ler o jornal. Afinal de contas, noticia velha não te compromete. Não precisa ficar indignado, não precisa se espantar, nada disso, basta ler, pelo prazer do texto bem escrito, da crônica bem elaborada, da diagramação... essas coisas. Mas qual o quê!!! Imagine que lançaram um BOX COMPLETO do NATIONAL KID e tem um também do VIGILANTE RODOVIÁRIO. É, isso mesmo, aquele que andava por ai com um cachorro igual ao meu... Nossa estou pulando!!! Amanhã vou a SAMPA e volto com ambos junto ao suvaco... Cara, nossa, nem sei aonde foi meu nível de colesterol, triglicérides e adrenalina... nossa: que raiva do jornal, abençoado jornal!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

FELIZCIDADE

Poesia urbana,
Neblina das madrugadas
De esquinas peladas
E rebolado bacana;
Essencialmente enraizada
Em veias de amianto e anjos de concreto
Que dançam alucinados
No Boulevard do crime

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

INDY em SP

Conformado constato que meu destino neste dia 14/03 será em frente à TV. Menos de uma semana depois de iniciadas as vendas de ingressos, três setores (os mais em conta) já estão esgotados. Depois de ver o mapa, percebi que quem comprou ingresso de cem reais, jogou dinheiro fora. Quem realmente quer ver alguma coisa, tem de desenbolsar coisa de 250 a 500 por cabeça. Veja você mesmo em http://saopauloindy300.com.br/. Ao colocar na minha balancinha da Justiça, este dinheiro consegue muito mais lazer por metro quadrado em livros e dvd's ou mesmo cinema e teatro, do que em duas horas de Formula Indy. Aliás, com o ingresso de apenas uma pessoa posso prover carne queimada para várias, regado com diversas latinhas bem geladas. 
Portanto, mudança de planos: nada de alugar Van e fazer convescote na arquibancada! Todos ao churrasco com transmissão ao vivo da BAND! TV de 50' serve pra isso.

PS: Galeno, no caminho pra cá... compre o pãozinho e um saco de gelo (rsrsrsrs)
PS2: vai ter muita salada e queijo qualho.

Parque das tribos, ôpa, do Ibirapuera...

Pois é... fui caminhar e curtir esse parque maravilhoso de que gosto muito. Lá tem Pavilhão Japonês, Museus, esculturas ao ar livre, Planetário, Cisne Negro, Vaca de ponta cabeça (da Cow Parade), patinador, jogador de RPG, ciclista, Povo do Mangá, jogador de bola, Peteca, namorados, mães solteiras, pais de final de semana, avós, Dark's, Guardas Municipais, formigas, passarinhos, vendedores de picolé, água de coco, carpas coloridas, armaduras de samurai e Fursuiters (foto).
PS: Esses malucos se vestem assim o ano todo, não é só no Carnaval não...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

para o Carnaval...

Eu, particularmente, recomendo Museus e leituras. 
No MAM (Ibirapuera) foi aberta a expo sobre Gordon Matta-Clark (o arquiteto da destruição) cujas obras não existem mais. Você poderá ver algumas fotos e documentos, colagens do próprio Matta-Clark e depoimentos de sua viúva Jane Crawford. 
No MASP tem exposições incríveis, Grafiteiros como Titti Freak (entre outros) no subsolo (arte urbana contemporânea), Marc Chagall no primeiro andar e O ROMANTISMO no terceiro. Esta exposição, composta pelo acervo do Museu ensina, entre outras coisas, que "ao final do século XVIII, a prática da leitura difunde-se entre a burguesia. A queixa contra a leitura é que não é possível controlar o que pensa e sente a pessoa que lê. Se antes a pessoa retratada a ler era quase sempre um homem, no séc. XIX aparece, na arte, a imagem da mulher que lê. A mulher que lê é uma mulher moderna. Mas a mulher que lê sozinha num canto não estaria se entregando secretamente a excessos? A tela de Bernardelli (que reproduzo ao lado) é um tanto tardia, como memória do Romantismo e como ilustração da mulher moderna. Nem por isso é menos pertinente de uma idéia romântica".
PS1: Henrique Bernardelli (1857-1936)
PS2: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
PS3: os quadros são lindos e valem a visita.
PS4: desde que proibiram lança-perfume, detesto carnaval!

2010, UM GRANDE ANO!

Aceitei um convite para fazer parte de um Blog coletivo. Nasceu no sul do país com o nome de "Mínimo Ajuste" e tem colaboradores inclusive d'além mar. Fiquei muito feliz e espero corresponder à altura dos demais.(coloquei na minha lista do Bem)
Ao mesmo tempo, soube que um dos meus sonhos, que é o de fazer Mestrado em História, está iniciando sua trajetória, pois fui aprovado na Faculdade de História da USP.
Outro sonho, o de publicar um livro, vem para a Rua agora em fevereiro na forma de uma singela participação no livro "Antologia de Contos Fantásticos" da Camara Brasileira de Jovens Escritores;  e até a Bienal do Livro, em agosto, pretendo ter um livro de contos só meus nas prateleiras. U!
Amigo, eu digo uma coisa: SONHE! Construa a sua realidade dentro de sua mente e sonhe um mundo para você!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

MESTRADO NA USP!

O Mestrado da Faculdade de História nunca mais será o mesmo... Eu passei!!!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mais uma de Sampa...

Em Fortaleza tem "Subida ao Céu", um morro com restaurantes e um mirante, MAS em São Paulo encontrei o verdadeiro elevador para o Céu. Aqui não resta nenhuma dúvida! Inclusive com desenho e seta indicativa... E não adianta se fingir de...O  ambiente está sendo filmado!

TEM CADA COISA....

Eu sempre tive problemas para digerir a placa de trânsito que ao mesmo tempo em que proibe de estacionar, também proíbe de parar. Muito bem, ao que parece meio Brasil também possui esta certa dislexia quanto à placa em questão. E vamos incluir as autoridades de trânsito também, afinal são elas que mandam afixar a placa, certo? Então... aqui na minha Vila dos tempos do Império afixaram a tal placa em vários lugares, inclusive junto a este ponto de ônibus. As perguntas que ficam são as seguintes: A placa vale para quem? Se não é para todos, cadê a tal da universalidade, que é um dos princípios da Lei? Agora, caso seja para todos, o que a ditacuja está fazendo junto ao ponto de ônibus???
Antes fosse somente ônibus urbano, mas não... aqui para todo tipo de tralha que faz linha intermunicipal e estadual. Já não bastasse ser um ponto importante desse estar muito maltratado, sem cobertura, ainda colocam esta placa absolutamente incongruente.
No entanto, se olharmos do ponto de vista do trânsito, estritamente, vamos ver que quem está errado foi quem alocou o ponto de ônibus neste local estreito, junto ao muro, sem cobertura, quase numa curva e com faixa contínua, que não permite ultrapassagem. E vamos cair aonde? No mesmo Departamento de Trânsito, da mesma Prefeitura Municipal, da mesma Vila dos tempos do Império.
E ai? Como é que faz?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

UM MURO

Nesta manhã estava indo para uma reunião na sede da Vivo e avistei uma maravilha que preciso dividir: trata-se de um muro na Av. Morumbi (SP) e quando o trânsito parou eu pude fazer este click. Afinal, somos todos escravos do trânsito, ou não!?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

DIA DA INTERNET SEGURA - ( 9 de fevereiro)

Tema da campanha deste ano : 
Think B4 U Post
ou seja, pense antes de postar afinal, uns minutinhos a mais não vão chegar nem perto de ser um problema 
(igual às conseqüências do não pensar)

"Nome Próprio", um filme para não ter...

Você posta em Blog? Você se ficcionaliza? Pois bem, “Nome Próprio” é um filme de Murilo Salles com Leandra Leal, baseado na obra de Clarah Averbuck. Não conheço Clarah o suficiente, nem seus textos (Máquina de Pinball entre outros blogues e blagues) para saber o quanto o filme tem de queijo ou de goiabada, mas sei que de alguma maneira este filme tem um pouco de todos os adolescentes deste país. Se for classe média, meio caminho andado. Trata-se de vários personagens dentro de uma pessoa só, vivenciando uma solidão tão insuportável que necessitam de outros seres humanos para serem salvos de algum desastre que a mim não ficou muito claro... Sou meio dorfo quando se trata de psicologia libertária adolescente...Esse negócio de perscrutar a alma humana nas profundezas da superfície do asfalto. Uma urbanidade não muito cordial. Um filme agressivo, que incomoda, chega a encher o saco, dando voltas e mais voltas numa espiral de tormentos não muito bem explicados. Talvez, por isso mesmo, vencedor do Festival de Gramado. No mais, Leandra tenta salvar o filme... na frente de um computador, postando em um Blog.

URBANA CONDIÇÃO

E dizem que em São Paulo tem de tudo... esqueceram de dizer que de tudo tem. Pois muito bem. O ladrão roubou, ele e uns outros mais, depenaram e a enxurrada veio e entortou a "coisa" lá para o meio da rua... Não bastasse isso, foi quase parar na esquina da rua Sutil com a rua Velho! Ou seria Velho com Sutil? Não desdenhe não, pois minha imaginação não é tão fértil assim e eu tenho a foto da placa para provar. Depois dessa, até a vaca deitou... Já o pichador deitou e rolou ao dizer o que muitos pensam...(SP LOST)! Minha vó, se estivesse por aqui, diria em tom de indagação furiosamente indignada: O que será de nós, meu Deus?!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cadê o Montador?

Disposto a aproveitar a liquidação de até 70% de uma grande loja de móveis e decoração, interrompi minhas comemorações dominicais e entre uma coisa e outra passei por lá. É claro que, numa ocasião como essa, não fui só eu que tive esta brilhante idéia. Meia São Paulo também estava lá... Como a gente acostuma com qualquer coisa, formigueiro chutado é fichinha perto do que passei. Para ajudar, a luz faltou e o gerador da loja aguentou apenas as lâmpadas, deixando o ar-condicionado e seus adeptos a verem navios. Se você acha que imaginou a cena, acredite: você está redondamente enganado. Não chegou nem perto. E como o que é do homem o bicho não come, meus singelos criados mudos sairam de lá sob minha guarda. O detalhe ficou por conta de que se eu os quisesse ver montados, talvez estivesse por lá até agora. Com esta premissa posta (sem nenhuma margem de discussão), levei meus pequenos móveis na caixa e hoje ao abrir a embalagem, descobri que faltei na aula que ensina a ler folheto de montagem...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

DOMINGÃO...

Domingo é tudo... é dia de churrasco (sou veggie), é dia de cerveja (abstêmio), dia de esperar que o time não dê vexame... (verdão, verdão...), dia de desloucar-se pela urbanicidade três jolie, ver amigos, ver com mais atenção muros e desenhos, caras e coisas e, SOBRETUDO,  comemorar meu aniversário de casamento...

ARTE... ARTE PURA! PURA ARTE...

Sabe aquelas falcatruas, ou não... bizarras condições em que uns tudo podem e possuem e os outros Ó? Sabe? Pois então, obras apreendidas pela Justiça, que antes estavam em mãos de Edmar Cid Ferreira (o Banqueiro), Abadia (o Traficante...) e Nahas (o Investidor) agora podem ser vistas por todos lá no MAC (terceiro andar do prédio da Bienal) do Ibirapuera. Belíssima expo: show! show! show! Imperdível, com direito a subir a rampa de carrinho elétrico. Tem Siron Franco, tem Miró, Di Cavalcanti, Aldemir Martins, Leda Catunda,  Amilcar de Castro, Silvio Oppenheim (foto), Mabe e muitos mais. Uma coisa é certa: foi uma boa maneira de passar minha tarde de sabado, diferente dos que lavam carro, fazem supermercado ou enfrentam enchente...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Queremos sol!

Estamos mofando... literalmente. Janeiro se foi, mas as chuvas não. Depois de  bater todos os recordes possíveis e imagináveis, janeiro nãovai deixar saudades. Só que estamos com 44 dias seguidos de chuva na área da Capital e nos meros 4 dias de fevereiro já caiu 61% da média do mês... Queremos sol!Exigimos sol! Do jeito que a coisa anda, vou ser obrigado a ir para o Oceanário de Lisboa... Lá, pelo menos, você vê alguma coisa quando está debaixo d'agua...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Aniversários

ontem foi dia de comemorar... comemorei no almoço, comemorei depois da tempestade... Na primeira foto um encontro de três gerações e na segunda foto o Brasil de norte a sul, com a gaucha e a potiguar no aniversário da paulista. Longa vida a todos!

KIT básico de sobrevivência na selva

Três por cinco e você só fica ensopado do joelho para baixo, com os pés fazendo chop-chop dentro do sapato... e pode continuar a manter seus compromissos. Agora, é fundamental que você tenha senso de sobrevivência e se mande da baixada do Glicério, o mais rápido possível... morro acima, de preferência!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

TREM TURÍSTICO EM SÃO ROQUE

Olha só! São Roque vai ganhar um trem turístico. A Locomotiva a prefeitura já comprou e colocou em exposição lá no patio. Agora estão reformando as estações que vão fazer parte do trajeto. No segundo semestre acreditamos que a Maria já esteja andando. O aniversário da cidade é em agosto e a torcida é grande para que a inauguração ocorra naquele mês.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

DESIGN

Então... o negócio é ser moderno, ter um visual novo, arrojado até onde der a condição de cada um. Eu, por exemplo, tenho de andar de terno e gravata até cinco dias por semana e o arrojo chega no máximo à tatuagem escondida sob os panos, uma ou outra gravata mais moderninha (sem exageros) e, há!, às armações de meus óculos. Para perto tenho um com aletas laterais vermelhas, o escuro é estilo Mastroianni do início dos anos sessenta e recentemente adquiri um pra lá de moderno para as lentes normais, do dia a dia. Que é bonito, isso lá é, mas pergunte ao gato lá de casa se ele achou os óculos legais... pergunte. O design é uma dessas coisas estranhas que quando a pessoa não tem o que inovar, mas precisa fazê-lo, senão não vai vender, bota o desenhista para estragar a peça, sem cerimônia nenhuma. Vejam os óculos, por exemplo: eles não tem aquela parte curva nas aletas laterais para encaixar por trás da orelha e, portanto, são retos. Muito que bem, basta olhar para o chão que eles gentilmente, como quem não quer nada, pulam do seu nariz e aterrizam na cabeça do gato. Qualquer dia desses o gato sai debaixo e minhas lentes já eram... 

PS: hoje ITU completa 400 anos e metade dos brasileiros estão emporcalhando as praias por conta de Iemanjá. Ah, se ela soubesse... vinha e dava uma surra em todos.

ESSE É O CAMINHO...

Até a placa de trânsito já sabe que esta é uma via de mão única. Não há outra direção a seguir...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

MOSTRE SEU TALENTO PONTO COM UMA DIGITAL BARATA NOS SÍTIOS DE FOTOGRAFIA PONTO BR OU PT VEJA VOCÊ

Praia, passeio, Palácio, ponte... mulher pelada, por do sol, horizonte, árvore, flor, cachorrinho, nenê, praia, palácio, ponte, retrato, mulher pelada, duas lagoas, um pato, orquídea, escada, cachoeira, mulher pelada, tudo, mais nada, névoa, arco iris, depressão, buraco, chuva, nuvem, orquídea, galinha, cascata, love, ponte, horizonte, elefante, parque, ônibus e bonde, tenista, água, fruta, laranja, maçã, praia, passeio, ponte, escadaria, mosquito, perereca, procurando luz, carro velho, mulher nua, seios, moto, telefone, laranja outra vez... tumulto, corrida, avião, pomba, molas, esquilo, inundação, mulher, moda, molhada, cereja, futebol, macaco, praia, goiaba, passeio, palácio, igreja, por do sol...

INSS

É brincadeira! E dizem que este é um país de todos!... Olhe, só não estou mais puto pois tenho certa quilometragem rodada em repartições públicas e similares. Lidar com funcionário público é um calvário. Eu o fui por doze anos e sei do que falo. Só não entendo a razão de muitos só pensarem em concurso etc e tal, se depois vão virar o que pela média todos execram. Pois então: fui à agência do INSS pedir informação sobre inscrição de segurado autônomo. Peraí: vamos primeiro esclarecer... a tempestade do final da tarde de ontem destruiu a antena da minha internet e a agência daqui fica ao lado do Forum aonde eu tinha assuntos a resolver (eu trabalho com isso). Portanto, meu carro já estava estacionado ali e a mim bastava dar apenas alguns passos a mais para obter a informação. Lêdo engano! Logo na entrada fui informado pelo guardinha de que eu precisava de uma senha. OK, vamos tirar a senha... A senha é entregue por um funciotário desinteressado e cuja ordem determina que ele evite ao máximo entregar senhas. Primeiro perguntou aonde eu ia, depois o que eu queria e por final, se a informação que eu pretendia obter era para mim ou para terceiros. Quando disse que era para outra pessoa, ou seja, eu queria saber quais documentos a pessoa tinha de achar e levar consigo, caso fosse à agência fazer a sua inscrição; a resposta que recebi foi: "o senhor tem procuração desta pessoa?" Quase taquei-lhe a mesa na cabeça... Ora seu infeliz cachorro, filho de cadela sarracena, como se eu precisasse de procuração para perguntar quais são os documentos necessários para se solicitar um determinado serviço... Em vez de proferir estas estúpidas e grosseiras palavras, eu respirei fundo, depois com toda a gentileza do mundo afirmei: "se você não quer trabalhar e acha que seus colegas também não devem fazê-lo, muito que bem... afinal trabalhar para quê? O salário já está garantido, né?!" E fui embora, sem info nenhuma e esperei a minha internet voltar... Não atoa a Folha de São Paulo traz pesquisa, publicada no sábado, em que se afirma que o Brasil está hoje no nível em que se encontravam os norte-americanos na década de cinquenta, ou seja, sessenta anos atrás.