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domingo, 6 de dezembro de 2009

Nem tudo é tristeza...

Afinal, é Natal. Apesar da decoração natalina, este ano, estar bastante fraca, São Paulo inaugurou sua árvore no Ibirapuera neste 6/12 (Dia de São Nicolau), um dia depois dos cariocas inaugurarem a deles na Lagoa. De resto, alguns comerciantes e bancos estão caprichando, já que o povo reluta em por a mão no bolso e, portanto, não estamos vendo muita iniciativa bonita por ai. Mas, ainda assim, é festa e iniciou-se a verdadeira contagem regressiva para o final de ano. Faltam menos de quatro semanas para o Reveillon, três semanas para o Natal e duas para o encerramento das atividades do escritório sob meu comando. Entraremos de férias coletivas, que ninguém é de ferro e o Tribunal de Justiça já publicou a suspensão dos prazos processuais a partir de 21/12/09 até 6/01/10.

Nação Palestrina chora! Uiva de dor!

É muito triste ficar fora da Copa Libertadores. Como pode um time que liderou por 19 rodadas o campeonato e, ainda por cima, com certa folga, sequer conseguir uma das vagas da competição continental? A hombridade que sempre caracterizou a Casa de Savóia, exige a demissão sumária das pessoas que colaboraram para a perpetração deste vexame nacional. Pela ordem: Luis Gonzaga Belluzo, Muricy Ramalho, Maurício Ramos, Vagner Love, Edmilson e Marcão (zagueiro). Este é o primeiro passo para sanear o ano que foi pelo ralo. O segundo é a efetivação de Jorginho como Técnico definitivo para que 2010 seja um ano decente.

PS: "Infelizmente nem tudo é exatamente como a gente quer" cantava Guilherme Arantes no rádio do meu carro, enquanto a torcida do Flamengo comemorava seu justo título. Para uns Festa (aliás preciso dar os parabéns ao meu cunhado), para outros tristeza (somos muitos, incluindo minha esposa, meu filho, meu outro cunhado e seu filho, e mais um caminhão de gente boa...)

PS2: Também, ninguém me mandou torcer por time pequeno... mas a dor é tamanha que a vontade é de chamar a cavalaria para a recepção no aeroporto.

CADILLAC RECORDS

Esse é o filme para quem gosta de viajar no tempo, relaxar, escutar música; conhecer história, história da música, viver com paixão, ver boa fotografia, sentir amor, trabalar com amor e saber de uma fofoca vez por outra... além de denuncias sobre discriminação racial e violência policial. Credo! Tudo isso? Sim, coisa de louco, mas além de os personagens retratados terem sido seres iluminados, com aquilo virado pra lua, o Universo os juntou nos anos cinqüenta em Chicago. Algo para se refletir. Todo caso, uma figura chamada Leonard Chess, resolveu montar uma gravadora e começou esta empreitada, nada mais nada menos, do que com Muddy Waters. Depois vieram Little Walter, Willie Dixon, Howlin Wolf, Chuck Berry e Etta James. Sobreviver a isso? Só enfartando! No filme ainda aparecem os Stones, Elvis e todos aqueles que beberam na fonte do bom e velho Blues. Aqui se conta o nascimento do Rock e as entranhas do Blues. No final, na base do letreiro, vem a fofocaiada de quem processou quem, por direitos autorais etc e tal. Muito bem fotografado e com esplêndidas atuações, principalmente de Beyoncé Knowles (Etta James), Jeffrey Wright (Muddy) e Adrien Brody (Chess). Apesar de que Columbus Short (Walter), Eamonn Walker (Wolf) e Mos Def (Chuck) devem ser observados em detalhe. Em resumo: para quem gosta de boa música esse é o filme. Não deixe de ver.

PS: o boteco chamava Chess Records, mas de tanto eles gostarem de Cadillac por lá...