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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

VEM AI A MOEDA DE R$ 5,00 COMEMORATIVA...


DOS 50 ANOS DA CAPITAL FEDERAL.

Serão 30.000 unidades, somente para colecionadores ao preço unitário de R$ 110,00 cada.
Lembre-se: o valor de face é de R$ 5,00!
Mas é peça muito bem cuidada, confeccionada pela Casa da Moeda e que dentro de alguns anos poderá valer mais entre colecionadores e aficionados do gênero.
Lançamento previsto para março de 2010 uma vez que Brasília faz 50 anos em 21 de abril do próximo ano.
Notícia que me fez pensar, afinal esta estranha cidade, que tanto estudei, já passou por poucas e boas neste seu cinquentenário. Tem muita História lá e talvez um de seus criadores até participe dos festejos, afinal Niemeyer está firme e forte.
Não se pode esquecer, neste caso, nem de Juscelino Kubitschek, muito menos de Lucio Costa ou Eduardo Kneese de Melo. Kneese, de quem tive o privilégio de ser aluno, escreveu um precioso livrinho intitulado "Brasília, História e Estórias" para perpetuar sua experiência na construção da cidade. Quem se interessar pode comprar seu exemplar pelo site http://maisgrupo.com.br/blog/?p=270 .

DISTRITO 9


Pois muito que bem. Chegou a Ficção Científica do ano... não: da década! Filme inovador em diversos aspectos, inclusive por parecer reportagem. Às vezes filmado com câmeras digitais, outras como película, com grande tecnologia. Apesar de eu ter lido críticas de que este realismo (mexer muito a câmera combinado com cenas curtas) produz estética duvidosa e excludente, além de dor de cabeça. Mas não importa, trata-se do melhor conto sci-fi que eu já tive oportunidade de ler ou ver.

Aliens vêm à terra aparentemente sem possibilidade de retorno. Ficam pairando sobre Joanesburgo (África do Sul) até que são resgatados famintos e desnutridos para serem alojados em uma espécie de campo de refugiados. O campo rapidamente se transforma em algo parecido com uma favela, mostrando-nos uma estética parecida com aquela de Slumdog Millionaire. Os conflitos com a população local são inevitáveis e a transferência dos Aliens para um novo campo é decidida. O que vemos a seguir é a história desta tentativa de transferência, do homem que a chefiou e dos trogloditas que davam apoio. Por seu lado, os alienígenas tinham uma nave enterrada sob a favela e passaram 20 anos tentando coletar combustível para ela. Ao mesmo tempo uma gangue de nigerianos domina o tráfico na favela e cria os mais diversos problemas por conta disso.
 

Um dos méritos deste filme é a dificuldade de se imaginar o que vem em seguida, além do que, os alienígenas que parecem ser uma mistura de tudo-que-é-inseto-que-você-já-viu com uma lagosta, não são inverossímeis. No mais, é contar o filme, que certamente não é o nosso propósito. Mas posso garantir que, assim que possível, haverá uma cópia deste filme lá na prateleira de casa, com todos os extras de direito. Quem quiser saber mais pode acessar o site oficial da coisa ou ir direto para o cinema mais perto de sua casa. Talvez eu esteja por lá...

AQUILES E A TARTARUGA


Utilizando-se de um paradoxo do filósofo grego Zeno de Eléia (450 AC), em que este afirma que Aquiles jamais alcançará a tartaruga, se esta eventualmente partiu com alguns metros de vantagem, Takeshi Kitano nos mostra que o artista jamais alcança a perfeição mesmo se correr atrás dela a vida toda.

Seu filme nos conta a história de Machisu, levado a crer, desde pequeno, que tem enorme talento para a pintura. Esse pensamento incutido no garoto toma sua vida de forma a perseguir a perfeição e o reconhecimento de sua arte, a qualquer custo. Passou a vida sem vender nada, mesmo vendo seus quadros serem negociados por marchands.
De certa forma Kitano retrata a crueldade que é ser um artista neste mundo regido pelo comércio e pelo lucro. Tragédia e comédia se misturam neste que parece ser o terceiro título da trilogia que se iniciou com Takeshi's e continuou com Kantoku: Banzai!

O próprio cineasta faz o papel do personagem principal na idade adulta, de modo que nos leva a crer que Kitano empresta grande importância ao mesmo, talvez um alter-ego. Ao final consegue atrair alguma atenção quando tenta vender um lixo qualquer numa banca de rua. Como tudo tem de ter um fim, Machisu é resgatado pela esposa que o abandonara algum tempo antes. Na cena final ambos se livram do lixo, chutando para longe a arte comercial e o reconhecimento implícito nela, perseguido por toda a vida.

Mais uma grande atração do 33º festival de Cinema de São Paulo que infelizmente vai chegando ao seu final. Este ano tivemos inclusive a chamada mostra virtual com alguns títulos sendo exibidos pelo site da mostra. Uma inovação que coloca o evento de Leon Cacoff na vanguarda mundial. A cada ano que passa, o mais antigo Festival de Cinema do país, vai encorpando e angariando seguidores fiéis.
É um vício! E depois que entrou na veia...