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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Um filme real é possível? O Filho da Noiva é.

Quer fazer uma viagem pela alma humana, passear pelo México e ir à Merda feliz? Tudo isso sem sair de Buenos Aires e, claro, acompanhado por todos os personagens da infância de quem nasceu em 1958. O Filho da Noiva, filme argentino foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, é um épico sobre o cotidiano, as pequenas e as imensas aflições de se ser humano.


Ao ser acordado do caos da vida por um enfarto e quinze dias de UTI, Rafael Belvedere (Ricardo Darin) vai à luta com o intuito de estruturar sua vida pessoal. Talvez não seja à toa o seu sobrenome. Todos os atores, por uma conspiração astral, se encontravam em um momento muito especial ao levar a cabo este roteiro sensível de Fernando Castets e Juan José Campanella (também diretor), mas cabe uma atenção especial a Ricardo Darin e Hector Alterio, filho e pai respectivamente, cuja presença e diálogos são cativantes ao extremo. Norma Aleandro, por sua vez, nos mostra uma doente de Alzheimer sem nenhuma afetação, com naturalidade surpreendente, mas com a convicção e a firmeza de que só as veteranas do palco são capazes. Os personagens são como as pessoas simples, os seus vizinhos, amigos da escola ou colegas do bairro. Você os encontra ao longo da vida. Fazem parte do seu dia-a-dia e nos mostram como é bonito viver.

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