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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

IRREVERSIBLE

Adjetivo. O que não se reverte. Contado da maneira como é, de trás para frente, mostra de forma assustadora o encadeamento de situações, acasos e coincidências, posteriormente irreversíveis. Não se volta atrás. E à medida que o filme avança, o clima bucólico/idílico/telúrico, assusta mais do que as cenas de violência do início e a do estupro. Ao conhecermos o desenrolar da vingança, o final trágico dos personagens... sentimos um nó na garganta e outro na boca do estômago na cena inicial/final em que Mônica Bellucci lê tranquilamente em um parque ao som dos pássaros e das crianças. Ao mesmo tempo, uma câmera nervosa nos inquieta, constrange de modo a enjoar, provocando nauseas físicas. Assim, o diretor Gaspar Noé consegue causar mais impacto, pois lhe dá o desconforto físico, a nausea e até o nojo, um asco premeditado, tal e qual um soco ou um chute. Acorda! Vem para o mundo real, dos submundos, dos paralelos, das neuroses e das taras. Saia do cinema seu animal e veja como você é feliz...

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