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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

CALÇADA DA FAMA E HISTÓRIA


Apenas três pessoas calaram o Estádio do Maracanã: Frank Sinatra, o Papa João Paulo II e o uruguaio Ghiggia, aquele do gol da virada da final da Copa do Mundo de 1950. O Goleiro brasileiro Barbosa pagou caro este gol e morreu injustiçado. Mas a justiça foi feita, ao menos com o uruguaio, herói de seu país, ao lhe permitirem na tarde desta terça, colocar os pés na calçada da Fama, no mesmo Maracanã. Ele é o sexto estrangeiro que recebe esta homenagem e, de certa forma, talvez nunca sonhou com ela. Bastante emocionado, aos 83 anos, chegou a exclamar: "Viva o Brasil". Com esta homenagem exorcisamos um fantasma e reconhecemos àqueles que assim mereceram. Afinal, desde que me dou por gente sei que não se ganha jogo de véspera e muito menos campeonato. Naquela tarde fatídica, o franco favorito perdeu, talvez por entrar de salto alto, talvez por desprezar seus adversários. O fato é que perdeu e hoje, quase 60 anos depois, o Brasil se redime e reconhece o herói daquele jogo, outorgando-lhe o maior prêmio de todos: a imortalidade.

Foto: O GLOBO

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